quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Senado aprova lei para incluir autista em cotas


O Senado Federal aprovou no dia 15 de junho o projeto de lei 168/11 que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa Autista. De acordo com a nova lei, os autistas têm os mesmos direitos atribuídos às pessoas com deficiência como, por exemplo, cota de vagas de emprego em empresas com mais de cem funcionários. O texto segue para a Câmara dos Deputados.

A projeto de lei aprovado também prevê o incentivo à formação e capacitação de pessoas com autismo, bem como de seus pais e familiares. Segundo o texto, as pessoas autistas devem ser incluídas no ensino regular, em classes comuns, mas também está previsto no texto a garantia de atendimento educacional especializado quando não for necessário cuidados específicos.

O texto aprovado pelos senadores indica também a criação de um cadastro único de autistas, com o objetivo de criar estatísticas nacionais sobre esse tipo de distúrbio.

O projeto prevê ainda direitos dos autistas, como proteção contra exploração e acesso a serviços de saúde, à moradia e à assistência social. Também estende o direito a jornada especial a servidor público que tenha sob seus cuidados cônjuge, filho ou dependente autista.

O projeto é de autoria da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado, mas o texto tem como base sugestão da Associação em Defesa do Autista (Adefa). O relator do projeto na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) foi Paulo Paim (PT-RS), também presidente da CDH.

Valorize seu rosto e seu sorriso escolhendo o batom ideal



Ele já entrou para a cultura popular como sinônimo de sensualidade. Um batom bem usado levanta não só o seu visual, mas a auto-estima (e não ache que a dependência é coisa de gente comum). Celebridades como Carolina Dieckmann e Camila Pitanga já declararam que, dificilmente, saem de casa sem passar uma corzinha nos lábios. O batom deixa a mulher mais feminina, como se trouxesse à tona um poder interior que, às vezes, ela esquece ter , afirma o maquiador Alysson Moraes, maquiador do MYE Centro de Beleza, em São Paulo. Mas claro que, para usufruir desse segredinho, não é só besuntar a boca com um bastão colorido. A arte de uma boa maquiagem esconde mistérios que nem todo mundo domina. Isso não quer dizer que é complicado escolher o batom certo. Só é preciso prestar atenção em algumas regras básicas , ensina o especialista Cayo Lanza, do badalado Estúdio W.

Convidamos Alysson e Cayo para montar um guia prático e rápido para você nunca mais errar na escolha da cor, no jeito de passar, nas combinações de tons e, mais importante, na valorização dos traços do seu rosto.

A cor certa durante o dia
Não importa o seu tom de pele. Luz clara pede discrição, como exibem os batons marrom e bege (quanto mais escura a sua pele, mais escuro deve ser o batom). Quem tem o rosto muito branquinho, pode substituir o bege por um rosa pastel ou, simplesmente, um gloss incolor.

Ousadia à noite
Mesmo quem gosta de uma produção mais básica, deve experimentar um toque provocante à noite. Vermelho e vinho caem bem em todos os tons de pele e dão aquele ar de mulher fatal, mesmo que você esteja usando um simples terninho. Aliás, um dos segredos de uma boa escolha está aí: O batom nunca deve ser combinado com a roupa e sim ser um algo a mais para chamar a atenção , ensina Cayo Lanza.

Brincando com as proporções
Um lápis para os lábios e um batom são tudo o que você precisa para aumentar ou diminuir o volume da boca. A técnica é simples: para aumentar, contorne seus lábios com um lápis um pouco mais escuro do que seu batom, fazendo uma linha por fora.

Preencha o contorno com o batom (use pincel para conseguir um efeito mais natural). Para diminuir, é ainda mais fácil: basta passar batom só no centro dos lábios e espalhar esfregando o lábio de cima no debaixo.

Duração prolongada
Lance mão de outros itens do seu nécessaire para diminuir os intervalos entre os retoques. Antes de passar o batom, cubra os lábios com corretivo e, na seqüência, aplique pó compacto sobre eles. Só então, é a vez de colorir.

Livre dos rachadinhos
Se a sua boca resseca com facilidade, é preciso passar corretivo com cotonete em volta da boca e, em seguida, aplicar o gloss ou batom. O problema tende a diminuir.

Líquido ou bastão
As diferenças entre os batons líquidos e em bastão são as texturas e a fixação. Os líquidos duram menos por serem mais leves o que garante um efeito natura. Já o bastão permanece mais tempo na boca, por ser mais denso.

Gloss
O gloss deve ser aplicado após o batom. Por causa do brilho, ele dá impressão de lábios maiores. Prefira os coloridos só quando não quiser usar batom por baixo, eles realçam a boca. 

Pentes: saiba qual é o melhor tipo para cada cabelo


Usar o produto certo proporciona brilho e evita a quebra dos fios



Largos, finos, com cabos longos, curtos, de plásticos, madeiras: há no mercado uma infinidade de pentes e com funções variadas. Muitas vezes, a diversidade é tanta que complicada na hora de adquirir este utensílio de beleza. Mas, com algumas dicas fica fácil escolher o modelo certo para cada fio de cabelo.

1) Qual o pente ideal para cada cabelo?
Lisos e finos: Geralmente para este tipo utilizamos pentes de madeira, porque este fio costuma estar ou ser muito elétrico e possuir uma estática (frizz) grande, em geral, os de madeira possuem dentes largos o que facilita o pentear, além de minimizar os arrepiados. 

Grossos e com volume: direcionamos os pentes de material plástico que são bem resistentes e com dentes abertos para facilitar a passagem dos fios e não quebrarem.
Ondulados: este cabelo merece uma atenção especial, pois geralmente este tipo de fio não é penteado diariamente, já que deixa o cacho irritado ou sem forma. O melhor é, após a lavagem, penteá-lo uma única vez com o auxílio de um pente com dentes bem largos e de preferência de madeira para evitar arrepiados. Durante o dia, dar aquela ajeitada com as mãos é melhor.
Afros: o interessante é o cuidado constante, pois até mesmo no pentear pode quebrá-lo ou arrebentá-lo, então um desembaraçar suave para que isto não aconteça é o ideal. O pente tipo jacaré - com dentes em formato de gota - ajuda e muito, ou até mesmo, os modelos em garfo também não agridem este cabelo.

2) Qual a indicação do pente tipo garfo?
O pente garfo é para dar forma e soltar um cabelo muito crespo, além de ajudar a desembaraçar os cabelos afros que são sensíveis. Este tipo de pente foi muito usado nas décadas de 70 e 80, quando as discotecas lançaram a moda black power .

3) E em relação aos dentes: os largos são melhores para desembaraçar?

E por que as pontas dos dentes são arredondadas?
Sim. os dentes largos são melhores para desembaraçar, porque não seguram os fios permitindo-os que sejam penteados sem o uso da força. As pontas dos dentes são arredondadas para que as mesmas não machuquem o couro cabeludo e não causem fissuras nos fios. A distância dos dentes tem haver com cada tipo de cabelo e até mesmo para qual trabalho está sendo utilizado, pois nos casos do pente fino de cabo mais longo, ele geralmente é usado para trabalhos químicos, como coloração, já que ele consegue retirar finas mechas de cabelos para serem pintadas ou na separação para o brushing .

4) Quais pentes são mais indicados para modelar o cabelo?Os pentes mais indicados para modelagem são os do tipo jacaré que possuem dentes específicos para este trabalho, além de possuírem um desembaraçador no seu cabo. Ele também ajeita os cabelos curtos e médios, após serem escovados.

5) E quanto ao cabo dos pentes? Há diferença entre os curtos ou longos, mais grossos ou finos?
Os cabos têm função de transmitir segurança e de definir o tipo de trabalho que será executado. Geralmente, os profissionais de beleza possuem este olho clínico e já sabem qual tipo de pente usar em cada cabelo. Eles facilitam o trabalho quando usados da maneira certa e se adequando à pegada. Não terem rebarbas e serem ergonômicos.

6) Por que dizem que os pentes de madeira ou tartaruga são os mais indicados?
Os pentes de madeira possuem um fator que os de plástico ficam a desejar que é a neutralização da estática. Do tipo jacaré são usados para dar acabamento nos penteados com escova, soltar uma franja e deixar o cabelo com um ar mais natural.

7) Como deve ser feita a conservação dos pentes? É preciso lavar após o uso entre uma pessoa e outra?
Usa-se água e sabão ou álcool? A conservação dos pentes deve ser feita regularmente, pois os usados por diversas pessoas precisam de uma assepsia maior. Lavar com o auxílio de um sabão neutro, após o uso entre indivíduos diferentes é o mais indicado, porque evitará problemas de pele. Não usar os dentes do pente para retirar cabelos presos nas escovas. Isso irá entortá-los. 


Gennaro Preite é cabeleireiro e consultor técnico da Condor, líder nacional na fabricação de escovas para o cabelo.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Arroto e gases no bebê

Por que os bebês têm que arrotar?





Os bebês engolem ar junto com o leite quando mamam, e o ar também entra no sistema digestivo dele quando eles choram ou até durante a respiração. Os gases podem fazer com que o bebê se sinta satisfeito antes de tomar a quantidade necessária de leite, e provocam desconforto e dor.

Como posso saber se meu filho precisa arrotar?

Há bebês que sempre arrotam depois de mamar, sem falha. Outros quase nunca arrotam. Durante a mamada, o bebê pode parar de tomar o leite e chorar, ou se recusar a pegar o segundo seio. As caretas são facilmente reconhecíveis, principalmente quando se coloca o bebê deitado logo depois de mamar.

Bebês que mamam na mamadeira têm mais gases?

Sim, normalmente os bebês que usam mamadeira em vez de mamar no peito sofrem com mais gases. Crianças amamentadas conseguem controlar melhor a saída de leite e determinam um ritmo mais lento à mamada, engolindo menos ar. Também tendem a mamar numa posição mais ereta, com mais frequência e em quantidades menores, o que ajuda a reduzir os gases.

Mas é sempre bom colocar o bebê para arrotar, seja depois do peito ou da mamadeira.

Meu filho usa mamadeira. O que posso fazer para ele ter menos gases?

Dê a mamadeira na posição mais ereta possível, mantendo a cabeça da criança bem mais elevada que o resto do corpo, e incline bem a mamadeira, para que o bico fique sempre completamente cheio de leite.

Não use bicos com furos muito largos, nem alargue por conta própria o buraquinho para o leite sair mais rápido, por mais que parentes mais velhas a aconselhem a fazer isso. Você pode experimentar tipos diferentes de bico para ver se algum faz com que a criança tenha menos gases (já existem bicos especiais para reduzir ao mínimo a deglutição de ar).

Coloque sempre o bebê para arrotar numa posição vertical depois da mamada, por cerca de cinco minutos.

Preciso colocar o bebê para arrotar no meio da mamada?

Se o bebê está mamando feliz da vida, não interrompa para colocá-lo para arrotar. Isso só vai fazer com que ele chore, e aí é que ele vai engolir ar.

Aproveite paradas naturais para pôr a criança para arrotar (quando for passar de uma mama para outra, ou quando o bebê soltar o bico da mamadeira). Coloque-o para arrotar de novo depois que terminar. Dê leves tapinhas nas costas do bebê para que o ar saia mais fácil.

Lembre-se: com o arroto pode vir um pouco de leite também, portanto tenha sempre um paninho ou fralda de pano no ombro para proteger sua roupa.

São três as posições mais usadas para colocar a criança para arrotar. Vá experimentando, porque cada criança reage de um jeito.

No ombro: coloque o bebê no seu ombro, apoiando o bumbum com seu braço, no mesmo lado. Com a outra mão, dê tapinhas nas costas dele ou faça uma leve massagem.

Sentado: Sente o bebê no seu colo e incline o tronco dele para a frente, apoiando-o pelo ombro e no queixo. Dê tapinhas nas costas ou faça uma leve massagem.

No colo, de frente para você: coloque o bebê no seu colo, de frente para você, mas sem erguê-lo até o ombro. Dê tapinhas ou faça massagem nas costas dele.

Não deixe de conferir o vídeo sobre posições para o bebê arrotar.

Meu filho não arrota. O que faço?

Se você colocou o bebê para arrotar por cinco minutos e nada aconteceu, provavelmente ele não precisa arrotar. Há crianças, no entanto, que parecem ter dificuldade para expelir o ar, e ficam claramente desconfortáveis, e nesse caso é preciso insistir.

Talvez o sistema digestivo ainda imaturo do bebê esteja levando o ar muito longe, o que impede sua saída. Experimente várias posições até conseguir um belo e sonoro arroto.

Certos bebês só conseguem se livrar do ar no estômago quando soluçam. É normal o recém-nascido soluçar várias vezes por dia.

Posso usar remédio contra os gases?

Caso seu filho esteja sofrendo muito com os gases, o pediatra pode receitar algum remédio que contenha dimeticona ou simeticona (dimeticona ativada), uma substância que faz com que o ar seja expelido em grandes bolhas, em vez de ficar espalhado em bolhinhas pelo sistema digestivo.

É bom já perguntar na primeira consulta do bebê se o médico libera esse tipo de medicamento, e como usá-lo.

PROCURE SEMPRE SEU MÉDICO!!!!!

Anemia falciforme

O que é anemia falciforme?

A anemia falciforme é uma doença hereditária que afeta os glóbulos vermelhos do sangue. Nos doentes, chamados de falcêmicos, a hemoglobina dentro dessas células assume formato de foice ou meia-lua ao entregar o oxigênio para os tecidos e se enrijece, enquanto a hemoglobina normal é arredondada e maleável.

Por isso, essas células acabam ficando presas nos vasos sanguíneos, atrapalhando a circulação e provocando dor.

O baço, um órgão que fica no lado esquerdo do abdome, é responsável por filtrar anormalidades e corpos estranhos do sangue. As hemoglobinas normais passam por esse filtro, mas as defeituosas ficam retidas e voltam a circular pelo corpo.

Com isso, o número de glóbulos vermelhos cai e o organismo fica anêmico. ("Anemia" é a palavra técnica para o número reduzido de glóbulos vermelhos.)

Como a criança pega anemia falciforme? Ela é comum?

A anemia falciforme é uma doença hereditária, mais comum na população negra ou de ascendência africana. Segundo o Ministério da Saúde, em alguns Estados brasileiros, como a Bahia, a doença chega a atingir 1 em cada 500 recém-nascidos.

Os pais podem ser portadores assintomáticos da doença, que é causada por um gene recessivo. Se dois portadores tiverem filhos, a criança pode nascer com a doença, se herdar um gene recessivo de cada progenitor.

Crianças que possuem apenas um dos genes podem ser assintomáticas ou apresentar uma leve anemia, com a possibilidade de crises em situações muito extremas, como em grandes altitudes.

Como a anemia falciforme é diagnosticada?

A anemia falciforme é um dos exames presentes na fase 2 do teste do pezinho ampliado. Alguns Estados adotam a fase 2 do Programa Nacional de Triagem Neonatal do governo federal, outros não (existe até a fase 3).

Procure se informar sobre os testes gratuitos realizados na maternidade em que você deu à luz. Nos casos em que o exame não está incluído no teste do pezinho, ele pode ser feito sob recomendação médica, e às vezes é preciso pagar à parte.

Caso o teste do pezinho dê positivo para a doença, novos exames serão feitos para confirmar o diagnóstico.

O exame que diagnostica o problema é uma análise de sangue específica chamada eletroforese da hemoglobina. Pelo exame, dá para saber se a criança tem a doença ou se é portadora assintomática do gene recessivo.

Também dá para diagnosticar a doença antes mesmo do nascimento do bebê, assim como outras hemoglobinopatias (como a talassemia), com exames como a amniocentese e a biópsia do vilo corial.

Quais são os sintomas?

Os sintomas começam a aparecer quando os bebês têm entre 4 e 6 meses. A hemoglobina deformada fica retida nos vasos sanguíneos e atrapalha a circulação normal. Por isso, a criança pode ter dor nos braços, nas pernas, nas costas e na barriga.

A dor pode ser bastante intensa. A anemia falciforme também provoca inchaço nas mãos e nos pés, rigidez e dor nas articulações e forte sensação de cansaço -- as chamadas crises dolorosas. A gravidade dos problemas varia muito: há pessoas que têm sintomas muito leves e quase não sentem dor, e há outras que têm muitas crises.

A maioria das crianças afetadas passa por fases difíceis e fases melhores. Crianças falcêmicas também correm mais risco de ter infecções, por isso muitas vezes os médicos prescrevem a administração diária de penicilina até os 5 anos. Um esquema de vacinação mais completo é recomendado.

Outro sintoma é a própria anemia, que pode ser intensa nas chamadas crises aplásicas (insuficiência da medula em produzir hemácias). O tratamento para a anemia pode incluir várias transfusões de sangue.

O que devo fazer se meu filho tiver uma crise?

É preciso procurar atendimento médico imediato sempre que há uma crise. Quando a criança está tendo uma crise dolorosa, mesmo que ela ainda seja muito pequena, a diferença no comportamento será perceptível.

Uma pessoa em crise sente-se mal e reclama de forte dor de barriga e no peito, dor de cabeça e rigidez no pescoço, além de tontura. A temperatura do corpo sobe e a pessoa transpira, e pés e mãos podem inchar.

Quais são as opções de tratamento?

A anemia falciforme é uma doença para a vida toda, mas é possível administrar os sintomas e complicações. Para evitar infecções, a criança terá que tomar uma dose diária de penicilina. Os médicos também receitam suplementação de ácido fólico para ajudar na produção de sangue.

É possível aliviar a dor com medidas simples como compressas mornas. Analgésicos costumam ser usados, e o médico pode receitar medicamentos mais fortes.

Transfusões sanguíneas também podem ser usadas para controlar o quadro.

O que posso fazer para evitar que meu filho falcêmico fique doente?

Existem vários fatores e situações que podem deflagrar a deformação dos glóbulos vermelhos, por isso é importante tentar evitá-los. Fazer atividades físicas muito cansativas ou ir para lugares de grande altitude, por exemplo, podem reduzir o suprimento de oxigênio que a criança recebe e provocar uma crise falcêmica.

O estresse e a depressão também podem deflagrar um episódio. Se a criança precisar de uma cirurgia, a anestesia também pode aumentar a deformação dos glóbulos vermelhos. Outro fator que causa crises são infecções em geral, tanto bacterianas como virais.

Tente manter seu filho sempre bem hidratado, e é importante deixá-lo descansar bastante. O ideal é que ele fique sempre aquecido e no seco, e longe de pessoas doentes. A atividade física, no entanto, não deve ser desencorajada.
 
 PROCURE SEMPRE O SEU MÉDICO!!!!!
créditos:http://brasil.babycenter.com/baby/saude/anemia-falciforme/

Alergia (0 a 1 ano)

Qual é a definição de alergia?

A alergia é uma reação imunológica a alguma substância que tenha entrado em contato com o corpo -- inalada, ingerida ou simplesmente tocada. O sistema imunológico do organismo reage ao alérgeno (a substância que causa a reação) secretando histamina e outros compostos químicos no sangue, o que provoca sintomas como congestão nasal, irritação na garganta, diarréia, coceira no nariz e nos olhos e urticária.

A alergia é hereditária?

A tendência a ser alérgico normalmente é hereditária, mas os tipos de alergia entre pessoas da mesma família podem ser bem diferentes. Um filho pode ter asma e outro, rinite alérgica. O aleitamento exclusivo nos primeiros seis meses de vida ajuda a reduzir o risco de alergia na infância.

É fácil distinguir se o bebê tem alergia?

Não. Não é incomum, por exemplo, que bebês apresentem algum chiado no peito quando têm uma infecção respiratória nas vias aéreas superiores. Não é obrigatoriamente um sinal de alergia, e boa parte das crianças que apresentam algum chiado no peito durante processos virais como resfriados vai deixando aos poucos de ter o sintoma, à medida que crescem.

Se o chiado continuar aparecendo, mesmo sem resfriado, e se permanecer depois que ela tiver 3 anos, existe a possibilidade de alergia, e pode valer a pena fazer um diário com todas as atividades e alimentações da criança para que o médico identifique se há algo causando o problema. A asma normalmente é diagnosticada pelo histórico médico da criança e pela resposta dela aos broncodilatadores (medicamentos que aumentam o calibre dos brônquios).

As alergias mais comuns, como asma, dermatite e rinite, são mais fáceis de diagnosticar. O problema é que a pessoa pode ter alergia a quase tudo, de pêlo de gato a poliéster. Se seu filho tiver os sintomas e você e o pediatra não conseguirem identificar a causa, ele pode encaminhá-lo a um especialista.

Uma das maneiras de detectar a causa de uma alergia é com exames de contato com a pele, em que várias substâncias são colocadas na pele para verificar a reação. O resultado é rápido, mas esse tipo de teste não tem resultados confiáveis em bebês de menos de 1 ano e meio. Outro exame possível é o de sangue (Rast), que pesquisa vários elementos que podem ser os causadores da alergia, presentes em alimentos, poeira doméstica, pêlos de animais, fungos, insetos etc.

Se seu filho estiver com dificuldade de respirar, ficar ofegante, parecer desorientado, ficar com o coração disparado ou ficar pálido e gelado, procure ajuda médica imediatamente.

Há alguma época do ano mais propensa a alergias?

Os sintomas podem aparecer em qualquer época. As alergias a fungo costumam aparecer nos meses mais frios, e às vezes é difícil distingui-las do resfriado comum. Alergias a pólen são mais frequentes na primavera e no outono. Quando a congestão nasal e a irritação das mucosas dura todo o ano, em especial de manhã, é mais provável que a alergia seja provocada por ácaros (presentes na poeira doméstica) ou por animais de estimação.

Meu filho vai ser alérgico pelo resto da vida?

Em alguns casos, a criança se livra da alergia quando cresce. Isso é bem comum quando se trata de alergia a leite. Em outros, a alergia fica mais forte na vida adulta. E, às vezes, a criança desenvolve um novo tipo de alergia quando é mais velha.

Qual é o tratamento?

O tratamento com medicamentos é feito com anti-histamínicos e corticosteróides, sempre sob orientação médica, mas o modo mais simples de acabar com a alergia é eliminar o agente causador. Entre os alérgenos em potencial estão a fumaça de cigarro, travesseiros de pena, perfume, pelo de animais e cobertores de lã. Evite também manter bichos de pelúcia -- um criadouro de ácaros -- no quarto do seu filho, e lave com frequência aqueles de que ele mais gostar.

Se você já tiver percebido que a alergia do seu filho piora na primavera, ou quando ele está ao ar livre, pode ser que o pólen seja o culpado. Nesse caso, evite deixá-lo exposto a muito vento e dê banhos frequentes. Quando o problema é a dermatite, o pediatra pode recomendar um hidratante especial para aliviar os sintomas. Se a pele estiver muito irritada, o médico pode receitar pomadas ou cremes com corticosteróides, que precisam ser usadas com muita parcimônia.

Caso o culpado da alergia seja um animal doméstico, vale a pena restringir o acesso dele a determinadas áreas da casa. Se a situação ficar insustentável, pode não haver outra saída senão achar uma outra casa para o bichinho -- a casa dos avós (com um bom trabalho de convencimento) ou de alguém conhecido pode ser uma boa alternativa, para não perder o vínculo com o animal querido.

Evite ao máximo a poeira no quarto da criança. O problema na verdade não é a poeira em si, mas os ácaros que vivem nela. Parentes das aranhas, os ácaros são organismos microscópios e se alimentam de células mortas da pele humana e que produzem alérgenos.

É impossível eliminar completamente a poeira, mas medidas simples podem ajudar. São elas:

• abrir sempre as janelas
• evitar carpetes e tapetes
• lavar os lençóis com frequência (se possível, com água quente)
• fazer a limpeza com pano úmido, em vez de usar vassoura ou aspirador de pó (a não ser aspiradores de pó com filtro especial, chamado "hepa", que não espalha a poeira)
• usar roupas de cama antiácaro
• limpar o ambiente com substâncias antiácaro

Alergia e intolerância alimentar

Às vezes os bebês têm alergia a alimentos, como trigo, ovo, leite, soja, castanhas, frutos do mar e frutas cítricas e vermelhas. Os sintomas de uma alergia alimentar genuína, como urticária ou chiadeira no peito, ou ainda inchaço dos lábios e da língua, normalmente aparecem até uma hora depois da ingestão do alimento. Se você desconfiar que seu filho é alérgico a alguma comida, converse com o pediatra, que pode determinar a realização de exames.

Os bebês também podem começar a ter intolerância a certos alimentos, coisa que é diferente da alergia. Os sintomas da intolerância alimentar costumam afetar o sistema digestivo, como dor de barriga, cólica, barriga estufada, gases, diarréia, vômitos. Uma das maneiras de detectar a intolerância alimentar é fazer uma dieta especial em que determinados alimentos são retirados do dia-a-dia da criança e depois começam a ser reintroduzidos um a um, para observar bem os sintomas e tentar associá-los ao agente causador.
e eventualmente
Se seu filho toma fórmula de leite em pó e o médico diagnosticar a intolerância ou alergia ao leite de vaca, como a intolerância à lactose, ele pode sugerir que ele passe a tomar fórmula de soja ou então uma fórmula de leite de vaca especialmente tratada para ser dada a bebês com alergia ou intolerância. Essas fórmulas costumam ser bem mais caras que as tradicionais. 
 
Procure sempre o seu médico.
créditos:http://brasil.babycenter.com/baby/saude/alergia/
 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Agressores e vítimas formam esquadrão anti-bullying em escola na periferia de São Paulo

É hora do intervalo na escola estadual Jornalista David Nasser, no Capão Redondo, em São Paulo. Ao perceber que um amigo estava sendo ofendido – de novo – por termos como “bicha” e “viadinho”, Amanda Soares do Nascimento, 13, resolveu partir para a briga. O grupo agressor revidou e, para não apanhar, Amanda e o amigo sairam correndo. Depois, eles tiveram de ser “escoltados” por um professor para evitar qualquer tipo de vingança. A cena, que era comum há um ano, virou caso raro.
Atualmente, vítimas e agressores fazem parte do mesmo grupo e divulgam pela escola a importância da tolerância e do respeito pela diferença. Dois estudantes de cada classe são escolhidos para integrar esse tipo de esquadrão contra o bullying e outras violências na escola. A ideia é resultado da combinação de dois programas — o JCC (Jovens Construindo a Cidadania), promovido pela PM (Polícia Militar) e outro, da secretaria estadual de Educação, que institui a figura do professor-mediador [de conflitos] — por meio de dois profissionais: a professora-mediadora Fabiana Laurentino da Silva e o policial militar Fausto Alves Ramalho.

Pode crer

Os alunos desenvolvem discussões, produção de propagandas e apresentações culturais. Para pôr fim aos maus-tratos, o teatro e a música mostraram-se bastante eficientes. O funk, ritmo apreciado por muitos, ganhou uma letra específica para o tema, redigida pelos próprios alunos. Diz um trecho: “a amizade é muito boa, estamos na escola para aprender. O bullying é muito errado e nisso você pode crer”.
Além de acalmar os ânimos, o contato com a arte e o fato de encontrar meios de se expressar revelou alguns talentos. Gustavo Soares da Rocha, 15, por exemplo, é o centro das atenções com as músicas que toca para difundir ideias de tolerância. Antes do programa, o garoto era o terror da escola — com histórico de depredação do prédio e brigas com os colegas. “[Fazia aquilo] para fazer graça e ganhar respeito dos outros”, conta. “Mas tem outras maneiras de fazer isso”, explica.
Até agosto deste ano, o grupo se reunia em horário de aula, mas passou a fazer parte do conjunto de atividades extracurriculares. Os professores e a direção avaliaram que os estudantes não podiam abrir mão desse tempo em classe, apredendo as matérias do currículo.

De agressor a exemplo

Combinando as iniciativas, Ramalho e Fabiana têm trabalhado para tornar os causadores dos maus-tratos em combatentes da violência. Eles aproveitam o potencial de liderança e mobilização dos antigos agressores, usando essas características para evitar o bullying.
Maria Luiza Goes, 13, já experimentou os dois lados. Pernambucana, a menina debochava dos colegas estudiosos, perseguindo-os e chamando-os de “nerds” quando morava no Nordeste. Quando chegou à capital paulista, ela passou à posição oposta: “Fui chamada de nerd várias vezes”, conta. Depois de ter entrado no grupo, ela, que já havia se arrependido do que fazia na antiga escola, tenta passar sua experiência aos outros para que a história não se repita.
A história de Laiane Lopes Neres, 12, é parecida: ela já foi vítima e agressora. Ao representar uma personagem que se enforca por causa das seguidas agressões, a aluna se emociona e chora ao lembrar dos sentimentos que vieram à tona. “Nunca imaginei como seria estar numa situação assim”, afirma.

Diálogo

O grupo sabe de cor o que é bullying: “agressões físicas ou verbais repetidas que podem levar à depressão e até ao suicídio”. A definição, burocrática, ganha outras cores com casos como o de Mateus da Conceição, 13, que fala pelos cotovelos e não tem problemas para se expressar em público. Quem o vê hoje em dia não imagina que já sofreu depressão, parou até de comer e cogitou o suicídio. “Era tão humilhado que perdi a vontade de tudo”, conta. Para descontar a tristeza que sentia, resolveu atazanar um colega. “Puxava o cabelo dele, batia até deixar a cara roxa. Hoje vejo que coisa horrível eu fiz”, conta.
Para esses alunos, o grupo anti-bullying representou o fim de uma longa e triste história. “Agora sei que nunca deveria ter partido para a agressão”, diz Amanda. A intenção é justamente essa: substituir a violência pelo diálogo na resolução dos conflitos entre as crianças e os jovens — conflitos esses que sempre vão existir.
“Queremos também mostrar à vítima que ela tem com quem contar dentro da escola”, diz Fabiana que sempre tenta colocar agressores e vítimas frente a frente para ajudá-los a resolver os conflitos. Muitas dessas duplas acabam se tornando amigos, como é o caso de Juliana Neres, 15, e Gustavo Soares da Rocha, 15. O garoto costumava xingá-la “por causa dos cadarços coloridos que [ela] usava”. Atualmente, eles não se desgrudam e têm o hábito de realizar longos duelos ao estilo Harry Potter.
A turma está pensando agora em promover uma passeata pelo bairro para promover a luta contra o bullying. Eles querem até chamar uma fanfarra para animar a caminhada. Também negociam uma participação no programa “Altas Horas”, da Rede Globo, para mostrar o trabalho desenvolvido. “Vamos levar a discussão a outras escolas e até a países estrangeiros, pois o bullying não é um problema só do Brasil”, diz um dos alunos, apoiado em seguida pelos outros.
Fonte: UOL

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A onda


a onda anda
aonde anda
a onda?
a onda ainda
ainda onda
ainda anda
aonde?
aonde?
a onda a onda

Vou-me embora pra Pasárgada


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que eu nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água.
Pra me contar histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
Lá sou amigo do rei
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
(Manuel Bandeira)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Editora moderna lança série que apóia escolas e professores na educação inclusiva de alunos com deficiências

A Editora Moderna acaba de lançar uma série de livros sobre Atendimento Educacional Especializado (AEE). Os cinco títulos, que fazem parte da coleção “Cotidiano Escolar: ação docente”, são dirigidos a professores e a todos os interessados em conhecer um pouco mais os desafios e também as possibilidades de inclusão escolar das pessoas com deficiência.

Renomados especialistas em educação especial, os autores da série oferecem subsídios para a ação inclusiva na sala de aula, como informações científicas, relatos de experiências e sugestões para o atendimento às necessidades educacionais dos alunos com deficiência auditiva, visual, física e intelectual. A série ainda traz um volume voltado para a discussão das políticas públicas na área da educação especial na perspectiva da educação inclusiva, tema que integra o Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020), na meta de número 4.

Meta 4. Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino. (PNE 2011-2020)

Segundo o Ministério da Educação, no ano passado, 484.332 estudantes com deficiência estavam matriculados em colégios regulares. “Por lei, nenhuma escola, pública ou privada, pode recusar a matrícula de estudantes com deficiência. Mas sabemos que a inclusão envolve o desafio de atender às necessidades educacionais de todos os alunos, portanto, ela depende principalmente da capacitação do professor, e não apenas da matrícula assegurada. Por isso, a série tem o objetivo de orientar e apoiar os docentes da rede regular de ensino em suas práticas pedagógicas voltadas para esse atendimento”, diz Sônia Cunha, diretora editorial da Editora Moderna, responsável pela coleção.

Cada livro da série aborda prioritariamente um tipo de deficiência. No volume “AEE do aluno com surdez”, por exemplo, o leitor, além de se informar sobre o que a Política Nacional de Educação Especial versa sobre a deficiência, conhecerá mais sobre o ensino e o aprendizado da Libras – Língua Brasileira de Sinais.

O ensino do Braille e a compreensão das necessidades e potencialidades de pessoas cegas e com baixa visão, no processo de escolarização, são debatidos no volume “AEE do aluno com deficiência visual”. Recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que obriga as escolas públicas e privadas a oferecer a seus estudantes com deficiência o ensino de linguagens que lhes permitam a inclusão no ambiente escolar, como a Libras e o método Braille.

A gestão, a avaliação e o acompanhamento da aprendizagem de alunos com deficiência intelectual, assim como o papel da acessibilidade para a efetiva participação do estudante com deficiência física no cotidiano escolar, são analisados em livros específicos.

“Cada volume traz informações sobre a deficiência e suas implicações no processo de construção do conhecimento, além de apresentar estudos de casos e estratégias específicas, como a adaptação do material didático, sempre visando ampliar as possibilidades de interação e participação desse aluno em situações de aprendizagem na sala de aula regular. São orientações e reflexões úteis para professores, gestores, pais e familiares, todos peças fundamentais no processo de inclusão da pessoa com deficiência”, diz Sônia Cunha.

Os livros “Atendimento Educacional Especializado” estão disponíveis nas filiais e nos distribuidores da Editora Moderna, em todo o território nacional.

Conheça os autores da coleção
“Atendimento Educacional Especializado – Políticas Públicas e Gestão nos Municípios”
Maria Teresa Eglér Mantoan – Pioneira no movimento brasileiro em favor da inclusão escolar, integrou o grupo de trabalho que sistematizou a nova Política Nacional de Educação Especial. Coordena o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diferenças da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas – SP.
Maria Terezinha Teixeira dos Santos – Autora do livro “Bem-vindo à escola: a inclusão nas vozes do cotidiano”, ex-secretária Municipal de Educação e Cultura de Três Corações (MG).
“Atendimento Educacional Especializado do aluno com deficiência intelectual”

Rita Vieira de Figueiredo – Mestre em educação, doutora em psicopedagogia pela Université Laval (Canadá), e pós-doutorada em Linguagem Escrita e Deficiência Intelectual pela Universidade de Barcelona, na Espanha.
Jean-Robert Poulin – Pesquisador na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará, vinculado à linha de pesquisa de educação especial. Canadense, graduado pela Université Laval.
Adriana Limaverde Gomes – Coordenadora da área de Deficiência Intelectual do Curso de Especialização em Atendimento Educacional Especializado pela Universidade Federal do Ceará. Graduada em Pedagogia e mestre em Educação pela Universidade Estadual do Ceará, especialista em Psicomotricidade pela Universidade de Fortaleza.

“Atendimento Educacional Especializado do aluno com deficiência visual”
Elizabet Dias de Sá – Psicóloga pós-graduada em Psicologia Educacional, coordena o Centro de Apoio Pedagógico para o Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP) de Belo Horizonte, junto à Secretaria Municipal de Educação.
Myriam Beatriz Campolina Silva – Psicopedagoga e professora especializada em deficiência visual. Integra a equipe da Coordenadoria Municipal das Pessoas Portadoras de Deficiência de Belo Horizonte (MG).
Valdirene Stiegler Simão – Graduada em Educação Física, com especialização em Metodologia do Ensino e Avaliação e aperfeiçoamento na Área da Deficiência Visual; mestre em Educação, é professora pesquisadora do curso de Formação de Professores em Atendimento Educacional Especializado, da Universidade Federal do Ceará em parceria com o MEC.

“Atendimento Educacional Especializado do aluno com deficiência física”
Rita Bersch – Consultora da Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação, fisioterapeuta especialista em Reeducação das Funções Neuromotoras pela Universidade Luterana do Brasil.
Rosângela Machado – Coordenadora geral da Política de Educação Especial da Secretaria de Educação Especial do MEC no período de 2008 a 2009. Pedagoga pela Universidade Federal de Santa Catarina.
“Atendimento Educacional Especializado do aluno com surdez”

Mirlene Ferreira Macedo Damazio – Pedagoga com mestrado em Educação e Educação para a Diversidade Humana pela Universidade de Salamanca, é consultora do MEC/Seesp/Seed/UFC no Programa de Educação Inclusiva: Direito à Diversidade, na área da Surdez.
Carla Barbosa Alves – Pedagoga e especialista em Metodologia do Ensino Superior e em Educação Especial pela Universidade Federal de Uberlândia. Supervisora escolar da Prefeitura de Uberlândia, no setor responsável pela Educação Especial.

Sobre a participação das pessoas com deficiência nas tomadas de decisão

Mais uma vez a participação de pessoas com deficiência intelectual em importantes eventos em que elas próprias são o assunto principal é posta em cheque. Parece que não adiantam tratados internacionais, leis nem campanhas de conscientização para que mesmo aqueles que estão dentro do movimento das pessoas com deficiência, entendam que esta participação não é uma opção. “Nada sobre nós sem nós”, não é apenas um lema, é um direito constitucional.


Com o intuito de ajudar a convencer esta parcela resistente às mudanças, que inclusive não vêm de hoje – na verdade começaram a acontecer em 1978, no Congresso de Viena e portanto há 33 anos (!),.traduzi trechos da biografia do ativista Peter Mittler, da Inclusion International, que descrevem conferências mundiais sobre deficiência intelectual e contam a história dos auto-defensores.

Inclusion International – Uma história pessoal, de Peter Mittler.

“VIENA – 1978

O Congresso de Viena sobre deficiência mental de 1978 foi memorável por ter sido a primeira ocasião em que grupos de pessoas com deficiência intelectual participaram.

(…)
Houve algumas discussões sobre que “acomodações especiais” teriam de ser feitas para eles, mas logo foi decidido apenas deixá-los vir como participantes comuns, juntamente com os seus acompanhantes, e misturarem-se com todos os outros em sessões, eventos sociais e passeios .

NAIROBI 1982

Uns 300 auto-defensores chegaram, junto com acompanhantes e alguns com seus pais.
…
A sessão plenária foi uma experiência inesquecível. Cada membro do painel veio de um país diferente e nem todos falavam em Inglês. Ake Johansen, o mais antigo membro do painel, passou décadas em uma instituição de longa permanência sueca e mais tarde publicou um livro sobre suas experiências. Alguns tiveram algum apoio, mas a maioria falou sem notas e se manteve dentro do tempo estipulado. Todos eles falaram sobre os seus direitos – o direito de ir à escola e trabalhar na comunidade, o direito de escolher como e onde viver, o direito de escolher os amigos.

No final, Ake Johansen nos presenteou com uma lista de recomendações sobre como fazer a próxima conferência mais acessível – os palestrantes não deveriam falar por tanto tempo, usar frases curtas, lembrar-se que nem todo mundo sabia tantas palavras como eles. Todos os conselhos admiráveis mas nem sempre são atendidos, como ele mesmo se queixou muitos anos depois.

Poucos de nós havia visto um evento como esse e o público oscilava entre silêncio atordoado e aplausos histéricos. Mas, mais estava por vir: perguntas e respostas. Todos nós tínhamos medos sobre como essa parte iria se desenrolar. Será que as perguntas serão muito complicadas, irrelevantes, até mesmo hostis? Será que os debatedores entenderão as perguntas e serão capazes de responder? Pelo que me lembro, embora houvesse obstáculos e dificuldades, as sessões de perguntas e respostas excederam todas as nossas expectativas.

HAMBURGO 1985

Hamburgo marcou uma virada na histórica não só da Liga (Liga de Sociedades de Pessoas com Deficiência Mental, ILSMH, que deu origem à Inclusion International), mas do movimento de auto-defensores, porque o que aconteceu não foi planejado e pegou todos de surpresa. Foi na verdade uma manifestação de todos os auto-defensores, protestando contra a sua exclusão da conferência.

O evento de Hamburgo era uma conferência regional europeia, muito bem organizada e planejada pela Lebenshilfe da Alemanha, liderada por Tom Mutters, um dos três fundadores da Liga. Após o encontro de Nairobi, houve uma forte mobilização para a participação do maior número de auto-defensores possível.

Mais de 300 auto-representantes vieram de toda a região. Os organizadores tinham feito arranjos para que visitassem uma variedade de serviços e locais de interesse e organizado muitas atividades de lazer, bem como oportunidades de discussão entre si. Mais uma vez, uma sessão final foi planejada em que alguns deles fariam uma breve apresentação e recomendações sobre temas específicos, seguido por uma rodada de perguntas e resposta.

Havia uma atmosfera de expectativa no auditório lotado e parecia que os membros da mesa e a moderadora da sessão estavam prestes a subir ao palco. Ao invés disso, assistimos a uma procissão interminável de auto-defensores deixando os seus lugares reservados nas filas da frente e andando de maneira calma e ordenada para a palco. Quando estavam todos reunidos, eles cuidadosamente desfraldaram um banner enorme, da largura do palco, onde se lia:

“Por que fomos excluídos desta conferência?”

Ninguém falou uma palavra. Os auto defensores mantiveram-se firmes, de frente para o público, mas com uma atitude amigável. Houve um longo silêncio, atordoador. Ninguém sabia o que fazer. A moderadora e os membros da mesa não estavam à vista.

O silêncio foi finalmente quebrado pelas palmas e gritos de pessoas da platéia, muitas estavam de pé, algumas estavam chorando. Outros permaneceram impassíveis. Os organizadores alemães estavam em estado de choque. Nem eles nem ninguém tinha ideia do que iria acontecer. Os auto-defensores sorriram e acenaram de volta, mas ficaram onde estavam.

Eventualmente, eles voltaram para seus lugares, e a sessão que estava programada começou. Depois do que aconteceu, poderia ter sido um anti-clímax, mas não foi. A mesa explicou que os auto-defensores estavam felizes por estar em Hamburgo, mas eles pensavam que iriam assistir a uma conferência. Em vez disso, visitaram vários centros de convivência, residências terapêuticas e fizeram atividades de lazer. Eles gostaram de estar uns com os outros, fizeram algumas amizades e tinham aprendido muito, apesar dos problemas de linguagem. Mas não tinham participado da conferência – até agora.

A sessão terminou e, como presidente, coube-me encerrar a conferência. Em vez das palavras convencionais, eu disse que tínhamos acabado de presenciar um evento histórico – não apenas para a Liga, mas para pessoas com deficiência intelectual em todo o mundo. Pela primeira vez, que eu soubesse, eles não estavam apenas falando por si próprios, mas estavam fazendo isso sem a mediação de seus pais, de profissionais, nem dos membros da Liga. Eles também se mostraram solidários uns com os outros, o que lhes daria força para voltar aos seus países e continuar a lutar por seus direitos e por aquilo que em acreditavam. Disse que todos nós deveríamos dar as mãos a eles até onde eles quisessem o nosso apoio, e deixá-los prosseguirem.

A sessão terminou, mas pequenos grupos permaneceram em cada canto do auditório em animada discussão. Eu dei uma volta pelo auditório e pude ouvir divergências profundas e perturbadoras entre os grupos e dentro deles. Familiares, amigos e colegas de profissão que pensavam que conheciam as opiniões uns dos outros encontravam-se em extremos opostos.

Algumas pessoas elogiaram o que eu tinha dito no encerramento, mas muitas não gostaram. Eu não posso estimar quantas pessoas simpatizaram com os manifestantes, mas entre aqueles que levantaram dúvidas e demonstraram até mesmo hostilidade, eu pude identificar algumas reações bastante perturbadoras:

“-Eles não estavam falando por si próprios;

-Eles foram manipulados;

-Eles não eram deficientes mentais, eram?

-Quem são eles para falar por nossos filhos
-Eles deveriam estar agradecidos a nós por termos deixado-os vir. ”
(…)

Para mim, o movimento de auto-defesores atingiu a maioridade quando Goode Barb dirigiu uma sessão plenária da Assembléia Geral da ONU para marcar o fim da Década das Pessoas com Deficiência das Nações Unidas em 1992. Ela disse o seguinte:

“Falo em nome de pessoas com deficiência mental. Somos pessoas primeiro lugar e só em segundo lugar nós temos deficiência mental.

Queremos avançar nos nossos direitos e queremos que outras pessoas saibam que estamos aqui. Queremos explicar aos nossos companheiros seres humanos que podemos viver e trabalhar em nossas comunidades.

Queremos mostrar que temos direitos e responsabilidades.

Nossa voz pode ser uma novidade para muitos de vocês, mas é melhor se acostumar a ouvi-la. Muitos de nós ainda temos que aprender a falar. Muitos de vocês ainda tem que aprender a ouvir e nos entender.

Precisamos de pessoas que têm fé em nós. Você tem que entender que nós, como você, não queremos viver em instituições. Queremos viver e trabalhar em nossas comunidades. Contamos com seu apoio às pessoas com deficiência mental e suas famílias. Contamos com seu apoio a ILSMH e suas associações-membros.

Acima de tudo, exigimos que vocês nos dêem o direito de fazer escolhas e tomar decisões sobre nossas próprias vidas “.

O protocolo da ONU não permite aplausos, mas as palmas – e as lágrimas nos olhos – mostraram que esta não era uma ocasião comum.

Fonte: http://www.inclusion-international.org/about-us/history/

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Governo do Estado investe para ampliar inclusão digital no interior

 


    O Governo do Pará está ampliando a oportunidade de acesso da população aos cursos de introdução à informática e internet gratuita aos cidadãos. Até o fim deste ano, 116 novos Infocentros devem ser implantados em 60 cidades do interior, garantindo a inclusão digital para uma parcela considerável - quase 80% - da população do Estado.

    De acordo com o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Estado, Alex Fiúza de Mello, a expansão do projeto continua a partir de agosto com o apoio do Governo Federal, a partir do programa Telecentros BR, que assegura os recursos necessários para a implantação desses espaços. "Com o auxílio dos Infocentros o cidadão pode ser alfabetizado digitalmente, o que confere à ação do governo um caráter de cidadania, pois dá a pessoas de baixa renda que nunca tiveram contato com computadores a oportunidade de aprender e ter acesso à era digital”, afirma o secretário.

    Alex Fiúza ressaltou, ainda, que os benefícios oferecidos pelos Infocentros vão além da inclusão digital: “Os cidadão são incentivados a procurar os seus diretos, buscar informações e conhecimento por meio de pesquisas na rede mundial de computadores”.  

    Neste primeiro semestre, quatro Infocentros já foram entregues à população, sendo dois em Belém e outros dois em São João de Pirabas, nordeste paraense. Todos possuem o mesmo padrão, com 11 microcomputadores e dois monitores capacitados, que supervisionam as máquinas e repassam noções de informática básica.

    Uma nova unidade em Paragominas já está em fase de instalação. Outros municípios receberão o projeto até o final do ano, com os recurso do Governo Federal. De acordo com Valéria Sousa, coordenadora dos Infocentros pela Sedect, já são 186 as unidades de acesso em todo Pará, e até 2015 a meta é disponibilizar mais 300 centros em todas as regiões parenses. 

    “O projeto está passando por uma estruturação que permitirá a ampliação do acesso à informática e à internet para toda a população”, garante a coordenadora. Segundo Valéria, com a estruturação dos Infocentros será possível disponibilizar também aos cidadãos serviços públicos como a emissão de documentos, registros de Boletim de Ocorrência e outros.

    Melhor conexão – Paralelamente à ampliação dos Infocentros, o Governo do Estado está ampliando e potencializando a rede Navegapará por meio do projeto Novas Redes Metropolitanas (NRM). O novo sistema garantirá a mesma qualidade de internet oferecida na capital, com a instalação de anéis de fibra ótica nas cidades do interior. 

    A meta é implantar o projeto em Santarém até o final do ano, melhorando o acesso da população à internet. A fase de implantação deve durar cerca de três meses, atendendo ainda os municípios de Marabá, Altamira e Castanhal. A rede oferecerá o mesmo sinal para os municípios vizinhos, otimizando o uso de aplicativos de última geração capazes de fornecer diversos serviços à sociedade como Telemedicina, Ensino à Distância (EAD), videoconferência, internet em banda larga e telefonia sobre internet, entre outros, disponíveis até então somente em Belém.

    Thiago Melo - Secom

    Audiodescrição na TV brasileira ! Agora vai!

    A partir do dia 1º de julho, as emissoras de TV aberta que operam o sinal digital vão ter de transmitir pelo menos duas horas por semana de programas com audiodescrição. Conheça o recurso na reportagem da TV MiniCom, produzida pela Assessoria de Comunicação Social do Ministério das Comunicações. Versão com audiodescrição.
    Ofício ONCB sobre Audiodescrição
    Em cerimônia realizada no auditório da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República dia 20 de junho de 2011, a ministra-chefe de direitos humanos Maria do Rosário, o secretário-executivo do Ministério das Comunicações César Alvarez, o Secretário Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência Antonio José Ferreira, na presença de representantes de diversas instituições da sociedade civil, além de dezenas de pessoas com deficiência e jornalistas, anunciaram o início inadiável e irrevogável das transmissões de programas de televisão com o recurso de acessibilidade da audiodescrição, conforme previsto na Portaria 188/2010 do Ministério das Comunicações. A ONCB compareceu ao evento representada por Mizael Conrado, bi-campeão paraolímpico de futebol.
    A ONCB apóia a declaração da ministra Maria do Rosário ao dizer que duas horas semanais de programação audiodescrita são muito pouco e que nossa meta é chegarmos à totalidade da programação sendo transmitida com o recurso. Cumpriremos o que nos solicitou o secretário-executivo César Alvarez, ao dizer que a participação das pessoas com deficiência será muito importante, fiscalizando a aplicação da Portaria 188 pelas emissoras de televisão e denunciando os casos de descumprimento.
    No dia seguinte à realização deste evento, o presidente da Abert – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, Emanuel Carneiro, divulgou no site da entidade uma nota que demonstra a insatisfação dos radiodifusores com a obrigação de veicularem programas audiodescritos.
    A respeito das declarações contidas nesta nota, a Organização Nacional de Cegos do Brasil, entidade representativa e de defesa de direitos de um segmento da população que o censo realizado pelo IBGE em 2000 estimou em mais de 16 milhões de brasileiros com algum grau de deficiência visual, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:
    1. A exigência de duas horas semanais de programação audiodescrita representa irrisórios 1,2% da programação exibida no mesmo período. Daqui há distantes dez anos, quando a exigência será de vinte horas semanais, representará menos de 12% da totalidade da programação.
    Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) realizada pelo IBGE em 2009 revelou que 95,7% dos lares brasileiros possuem pelo menos um aparelho de televisão. Portanto, é inquestionável que a televisão constitui-se no mais democrático e mais abrangente meio de difusão de cultura, informação, educação e lazer.
    Consideramos estes percentuais um flagrante desrespeito a nossa Carta Magna, emendada pelo Decreto Legislativo 186/2008 – Convenção Sobre Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas, que garante a todos os brasileiros, sem distinção, o direito inalienável à cultura, à informação, à educação e ao lazer.
    2. Pesquisas realizadas por diversas universidades brasileiras, norte-americanas e européias comprovam que o entendimento, por pessoas com deficiência, de filmes, peças de teatro, programas de televisão e demais produtos audiovisuais aumenta em até 80% quando acompanhados da audiodescrição.
    Pesquisadores e produtores comerciais de audiodescrição em todo o mundo são unânimes ao afirmar que o recurso deve ser “preferencialmente” inserido nos intervalos dos diálogos, sendo “necessária” a sobreposição sempre que a informação que estiver sendo transmitida de forma visual for mais importante que a informação falada para a compreensão da trama. Mesmo em programas em que os diálogos predominam sobre as imagens, haverá menos necessidade de intervenções do audiodescritor, mas sempre haverá informações visuais importantes para contextualização que deverão ser descritas para as pessoas com deficiência.
    Apesar de existir e ser aplicada em outros países desde a década de 1980, a audiodescrição ainda é uma novidade para os radiodifusores brasileiros, portanto, é compreensível alguma confusão da Abert em relação à aplicação do recurso, mas salientamos que esta questão já foi exaustivamente discutida em diversas consultas públicas e reuniões realizadas entre o Ministério das Comunicações, a Abert e representantes da ONCB. Em diversas ocasiões demonstramos que o Brasil possui audiodescritores em quantidade e qualidade suficiente para atender a demanda inicial estabelecida na Portaria 188. Estamos seguros de que esta confusão será desfeita na medida em que as emissoras de televisão passarem a produzir e veicular programas audiodescritos.
    3. Grande parte dos países europeus estão bastante avançados no que se refere à promoção da acessibilidade para pessoas com deficiência, o próprio Parlamento Europeu publicou farta legislação neste sentido, em especial no campo da acessibilidade na comunicação.
    Na Inglaterra, por exemplo, o Ofcom exige que todas as emissoras de televisão, abertas e por assinatura, apresentem relatórios trimestrais da quantidade de programas veiculados com legendas para surdos, audiodescrição e ainda com interpretação na língua de sinais. No relatório consolidado de 2010, o próprio Ofcom destaca que, das 72 emissoras de televisão, abertas e por assinatura, existentes naquele país, 69 não apenas cumpriram como voluntariamente excederam a quota exigida de 10% da programação, algumas ultrapassando o índice de 40% de suas transmissões com audiodescrição.
    Esta informação do Ofcom (disponível no site Accessibility Full Report for 2010demonstra e comprova que o custo da produção e transmissão de programas audiodescritos não representa qualquer ônus excessivo para as emissoras. Reforçamos: várias emissoras, por iniciativa própria, praticaram o dobro do percentual a que estão obrigadas, outras o triplo, algumas chegaram a quadruplicar, conforme se pode constatar no link indicado.
    4. Mas a implantação de audiodescrição nos programas de televisão tem sido mal compreendida pelos radiodifusores de alguns países. Em Portugal, a norma editada pela ERC – Entidade Regulamentadora da Comunicação está suspensa por medida judicial provocada por algumas emissoras comerciais. Nos Estados Unidos, norma editada pelo FCC – Federal Communications Commission esteve judicialmente suspensa entre 2002 e 2010.
    Nos Estados Unidos, a suspensão da norma do FCC deu origem a um movimento conhecido como Vídeo Description Restoration Act. Após oito anos de luta, em outubro de 2010 o presidente Obama sancionou a lei conhecida como 21 th Century Communication and Information Act, que determina a transmissão de pelo menos 50 horas de programação audiodescrita pelas emissoras de televisão daquele país. A princípio, 50 horas por trimestre pode parecer uma quantidade bastante pequena, e realmente o é, mas, se transformarmos a exigência brasileira de duas horas semanais para o mesmo período de apuração estabelecido na legislação americana, veremos que os radiodifusores brasileiros estão obrigados a apenas 24 horas por trimestre.
    Por outro lado, há países que, mesmo não possuindo legislação específica, já aplicam a audiodescrição em parte de sua programação. Pode-se tomar como exemplo a Argentina, país que já anunciou sua opção pelo SBTVD, vem inserindo a audiodescrição em alguns de seus programas por meio do SAP analógico, mesmo antes da Lei de Medios ser regulamentada. Certamente, a aplicação no Brasil de todos os recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência é um importante diferencial competitivo para nosso sistema de televisão digital que pretendemos difundir em outros países.
    5. Outro ponto que gostaríamos de discutir nas declarações do presidente da Abert é a afirmação de que os transmissores de várias emissoras não têm capacidade de transmitir o segundo canal de áudio, e que o sinal distribuído por satélites sofre interferências.
    Desde quando o Ministério das Comunicações realizou a primeira consulta pública para discutir com os empresários da comunicação e com a sociedade a aplicação de recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência na televisão, a Abert vem insistindo em que a audiodescrição fosse exigida somente na televisão digital, alegando que este sistema é o que oferece melhores recursos para esta finalidade, no que foi plenamente atendida com as alterações introduzidas pela Portaria 188/2010 do Ministério das Comunicações. Todos os aparelhos de TV digital disponíveis no mercado têm capacidade para até quatro canais de áudio, dois deles de alta qualidade. A informação que temos é de que a audiodescrição será transmitida por um dos canais de baixa resolução. Portanto, totalmente compatível com os requisitos definidos para o SBTVD ainda em 2006.
    Notícia publicada algumas semanas atrás no site da Abert, informava suas afiliadas sobre a intenção de realizar seminários regionais para esclarecimentos de dúvidas sobre os recursos de acessibilidade. Parabenizamos a entidade por esta iniciativa que, mesmo tardia, certamente será muito produtiva e importante para fazer que os sinais da audiodescrição e do closed caption sejam recebidos com qualidade por milhões de brasileiros ávidos e ansiosos para se tornarem consumidores dos programas televisivos.
    6. Finalmente, também não podemos deixar de alertar para o fato de que os aparelhos de televisão digital são hoje os mais caros existentes nas lojas e, de acordo com estatísticas oficiais, aproximadamente 80% dos 25 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência estão justamente entre os cidadãos de menor poder aquisitivo. Talvez, muito mais que qualquer possível dificuldade técnica, seja este o maior empecilho para a difusão da acessibilidade na televisão para as pessoas com deficiência.
    Sendo estes os esclarecimentos que consideramos necessários, a Organização Nacional de Cegos do Brasil coloca-se a disposição para, a partir de 1º de julho, trabalhar de mãos dadas com o Ministério das Comunicações e a Abert por uma televisão que promova a equiparação de oportunidades e igualdade nas possibilidades de participação para todos os brasileiros, com e sem algum tipo de deficiência. “Nada Sobre Nós, Sem Nós”, este é o lema adotado pelas pessoas com deficiência de todo o mundo após a publicação da Convenção Sobre Direitos das Pessoas com Deficiência, que o Brasil foi um dos primeiros países a assinar.
    Fonte: Organização Nacional de Cegos do Brasil

    Sentir frio demais foge da normalidade

    É só baixar a temperatura dos termômetros para tirar casacos e cobertores do fundo do armário Afê, que frio! - com o objetivo de aquecer o corpo e esquentar os pés e mãos gelados. Na maioria das vezes, o casulo de roupas quentinhas dá mais do que conta do recado, mas, mesmo assim, tem gente que pena com a tremedeira, boca roxa e bateção dos dentes. E, de fato, para determinadas pessoas, a sensação de frio é bem mais intensa. Porém, na maioria das vezes, esta hipersensibilidade pode esconder algum problema de saúde.

    Hipotiroidismo e Síndrome de Raynaud são exemplos de doenças que provocam constrangimento nos pacientes. O MinhaVida conversou com especialistas para tirar as dúvidas sobre o assunto.

    Tireóide em pane
    A tireóide é responsável pela produção de uma série de hormônios que regulam todas as funções do nosso organismo, inclusive as responsáveis pelo controle térmico. Mas, quando essas susbstâncias estão com níveis abaixo do normal, caracteriza-se o hipotiroidismo.

    "Com esses hormônios desregulados, o corpo perde um pouco da sua capacidade de se aquecer com o próprio metabolismo e a pessoa sente mais frio", explica o endocrinologista Frederico Marchisotti, do laboratório Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica, de São Paulo.

    Outro sintoma da baixa hormonal da tireóide é que o coração também bate em uma frequência menor do que o normal. Essa situação desacelerada é caracterizada como bradicardia o contrário de taquicardia, quando os batimentos são acelerados.

    "Com o tratamento hormonal e o uso de medicamentos, este sintoma desaparece e as funções cardíacas voltam ao normal", explica a especialista em cirurgia vascular Aline Lamaita, de São Paulo.

    Síndrome de RaynaudNos dias frios, o corpo humano reage naturalmente à mudança de temperatura gerando uma vasoconstrição das artérias.Quando há um desequilíbrio deste mecanismo natural, acontece a falta de irrigação do sangue nas extremidades do corpo. É quando mãos, pés, pontos de dedos e até o nariz chegam a ficar roxos. Com o comprometimento da irrigação, o sangue deixa de aquecer o corpo e a pessoa sente mais frio.

    Nos casos mais simples, basta agasalhar os membros mais afetados para aquecer. Já nos casos mais delicados, que têm origem cardiovascular, o aparecimento de Raynaud se dá em razão de alguma doença reumática e o paciente pode sentir pontadas fortes nas extremidades e ficar com as mãos e pés ainda mais escurecidos.

    Baixa ingestão de calorias
    Pessoas mais magras são mais friorentas? O assunto gera controvérsias. Para Ellen Simone Paiva, diretora clínica do Centro Integrado de Terapia Nutricional, de São Paulo, a hipersensibilidade ao frio não está relacionada à ingestão calórica em si, mas a sua consequência, que é o peso do indivíduo. "Assim, pessoas mais gordinhas sentem menos frio, já que a gordura é um isolante térmico, e pessoas magras sentem mais frio por lhes faltarem maior quantidade deste isolante", explica

    Por outro lado, o endocrionologista Frederico Marchisotti acredita que frio e calorias podem estar relacionados se levarmos em conta o fato de que o organismo precisa de energia para produzir calor e que só a obtemos através da ingestão de alimentos, embora não haja nenhuma teoria cientificamente comprovada sobre o assunto.

    Aprenda a combinar botas com calças, saias e vestidos

    Comprimentos e modelos podem ter efeitos variados no look
    Elas são versáteis e, quando usadas da maneira certa, compõem um look moderno e cheio de estilo. Cada dia com mais opções de modelos e texturas, as botas de couro e materiais sintéticos permitem parcerias com a maioria das peças do guarda-roupa feminino. "A mulher hoje tem muitas alternativas. O importante não é saber o que está certo ou errado, mas sim conhecer seus pontos fracos e fortes para disfarçar defeitinhos e evidenciar o que se tem de melhor", explica a personal stylist Cris Viana.

    Por exemplo, mulheres de baixa estatura ou com excesso de peso devem evitar as de comprimento médio, que cortam o meio da panturrilha e encurtam as pernas. De modo geral, lembre-se: botas de salto alto e cano longo sempre deixam qualquer produção com muita classe. Como o investimento costuma ser salgado, mas também duradouro, confira algumas das versões mais usadas nas últimas temporadas e veja se encaixam no seu perfil:
    Descubra qual bota faz mais o seu estilo - Foto: Getty Images
    Ankle boot
    Vestida com calça, parece uma bota comum, mas é curtinha e vai só até o tornozelo (ankle, em inglês). Pode ou não ter os dedinhos à mostra, daí a mistura: peep ankle. Boa substituta dos escarpins, ela tende a alongar as pernas quando há alguma fenda no peito dos pés. Se você tem pernas grossas, afine-as com meia-calça da cor da bota. Essa também é a saída para as mais baixinhas, já que o contraste do calçado com a pele pode achatar seu corpo.

    Cano médio
    São ideais para quem quer, além de ficar quentinha, parecer mais magra. De comprimento até quase o joelho, vão bem com calça skinny por dentro ou com meia-calça da mesma cor. Cores diferentes "fatiam" a silhueta. Para não errar, lembre-se de que bota clara engrossa as pernas, enquanto a escura, afina.
    Botas podem ser usadas com vários tipos de roupas - Foto: Getty Images
    Cuissarde ou over boot
    Até as coxas, o cano tem tamanho suficiente para proteger as pernas e fazê-las brilhar na produção. O ideal é usá-las em composições monocromáticas, com peças sobrepostas, como maxicardigans, trench coats e casacos compridos. As cuissardes só ficam bem em mulheres de pernas finas. Se você não tem muita altura, as botas podem deixar seu visual pesado e desarmônico. A melhor saída é investir no pretinho básico. "Elas ficam ótimas com minissaias, vestidos e peças justas, desde que sejam mais fechadas e menos decotadas, para balancear o visual. Como esse tipo de bota já tem forte apelo sensual, ousar nas roupas pode deixar seu look vulgar", afirma Cris.

    Cowboy
    Cheia de detalhes e texturas mescladas, a bota cowboy compõe melhor os looks despojados. Se quiser fugir do visual caipira, evite a dupla com roupa xadrez. Prefira combiná-las com jeans, shorts, vestidos românticos ou estampados. 

     

    De saltos
    A bota de salto alto ajuda a compor produções elegantes e formais, além de deixar você mais alta. Pode ser usada tanto por dentro como por fora da barra da calça. Também fica ótima com saias e vestidos de pouco comprimento. Os modelos de bico fino ajudam a alongar ainda mais a silhueta.

    Montaria
    Inspiradas nos modelos de equitação - de cano médio, bico redondo e fivelas ou elásticos - elas garantem produções casuais e descontraídas. Use-as por cima de calças mais justas, como leggings e skinny. Neste caso, vista peças soltas na parte de cima para equilibrar o visual. "Além disso, são boas para pessoas com pernas grossas, porque fica mais fechadinha na panturrilha", afirma a especialista.

    Veja outros truques para:
    - Parecer mais estreita: Use botas com meia-calça da mesma cor. A parceria deixa o corpo em uma única linha, alongando a silhueta. Adicione cor em detalhes e acessórios como bolsa, batom ou esmalte.
    -Ganhar formalidade: A combinação de vestido reto, meia-calça e bolsa de mão fica elegante em qualquer uma. Aposte em cores neutras como a cinza e o preto.
    -Ficar atual: Ankle boots ou peep ankle são a cara da atualidade. Combine-as com outras tendências como legging de renda, blazer de ombros estruturados e bolsa com alça de correntes.