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segunda-feira, 28 de maio de 2012


Evaporação e formação de chuvas estão mais rápidas


Estudo realizado por pesquisadores da Austrália e dos Estados Unidos afirma que os eventos extremos da natureza como a seca e as chuvas, decorrentes da mudança climática global, ficarão mais intensos nas regiões onde esses fenômenos já ocorrem com frequência.

Segundo artigo publicado na revista científica “Science”, foram analisados 50 anos de medições de níveis de salinidade do mar e na atmosfera da Terra e verificou-se que o processo de evaporação e precipitação (chuva) tem ocorrido de forma mais rápida.

Os cientistas sugerem que este ciclo global da água poderá se intensificar em até 24% se as temperaturas globais aumentarem entre 2º C e 3ºC – conforme previsão feita pelo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).

O efeito é classificado como “ricos cada vez mais ricos”, ou seja, onde já há secas intensas, a probabilidade de agravamento é alta e onde as regiões já são umidas, as chuvas devem se acentuar.

Os estudiosos afirmam que essa mudança na disponibilidade de água doce (proveniente das chuvas), em resposta à mudança climática, representa um importante risco para a sociedade humana e ecossistemas. Uma redistribuição de chuvas afetaria, por exemplo, a disponibilidade de alimentos no mundo.

Fonte: Globo – Ciência e Saúde

quinta-feira, 3 de maio de 2012




Cultura: Filme para deficientes visuais



Na tela do cinema, a imagem mostra uma senhora numa cadeira, em uma sala ampla com um piano ao fundo, bordando em silêncio. No áudio, um narrador descreve detalhadamente a cena.
            A câmera fecha um ângulo nas mãos dessa mesma mulher. O narrador continua a descrever: "a imagem mostra o detalhe da agulha passando pelo tecido".
Na ampla plateia do Cine São Carlos, no interior de São Paulo, com capacidade para 540 pessoas, um grupo de 15 deficientes visuais acompanha o desenrolar do filme.
            Eles estiveram na primeira sessão do Cine+Sentidos, que começou ontem e vai exibir, quinzenalmente, filmes com audiodescrição para cegos.
O projeto, iniciativa da Prefeitura de São Carlos em parceria com o Cine São Carlos, é apontado como pioneiro no interior paulista em ter sessões permanentes para quem tem problemas na visão.
            Na primeira sessão, foram exibidos cinco comédias curtas-metragens. Uma delas, "Mr. Abrakadabra!", do diretor José Araripe Jr., feito mudo e em preto e branco.
            Na plateia, o som de risos, enquanto o narrador descreve as tentativas de um mágico que, já velho, decide morrer a qualquer custo.
            "Se não houvesse a audiodescrição, seria impossível entender. Com ela, dá para acompanhar toda a história", disse Ailton Alves Guimarães, 38, que consegue enxergar apenas vultos.
            Com exibições gratuitas quinzenalmente, às quintas-feiras, o Cine+Sentidos quer atrair mais pessoas progressivamente, diz o coordenador de Artes e Cultura de São Carlos, Almir Martins.
            Os deficientes visuais são incentivados a levar parentes e amigos que não são cegos. "É uma forma de permitir que, depois, eles trocam impressões sobre o filme", diz Maurício Zattoni, chefe da Divisão de Audiovisual.
            O projeto de São Carlos segue os passos de outros programas culturais bem-sucedidos de inclusão de pessoas com necessidades especiais.
            O principal deles em atividade no país teve início em março, no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, onde todas as peças em cartaz na temporada deste ano têm audiodescrição, Libras (Língua Brasileira de Sinais) e legendas, beneficiando não apenas deficientes visuais, mas, também, os auditivos.
            "Antes, não havia um espaço que oferecesse isso de forma permanente", diz a coordenadora de acessibilidade do projeto no Carlos Gomes, Graciela Pozzobon.
Pioneiras da audiodescrição no país, ela diz que há iniciativas do tipo em festivais ou temporadas curtas em capitais como São Paulo e Porto Alegre.
            Ela e o especialista em audiodescrição Paulo Romeu Filho afirmam não conhecer outras cidades do interior que tenham projeção do tipo permanente.

Fonte: Folha


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012



Tomada conceitual ejeta plugue de dispositivos ao serem desligados


Com finalidade de economizar seu dinheiro e recursos naturais do planeta, os designers Seong Soyeon, Kim Seonmi, Lee Jeongjae, Park Jihye e Lee Yeontaek desenvolveram uma tomada capaz de otimizar os gastos de sua residência, escritório e demais espaços. Batizado como PumPing Tap, esse sistema possui maquinaria bastante simples e eficaz.

Tomada conceito PumPing Tap (Foto: Divulgação)
Projetado para habitar ambientes em que usuários de aparelhos eletro-eletrônicos não tem o (bom) hábito de desplugá-los da rede elétrica após uso, a PumPing Tap realiza essa ação em duas frentes.

Tomada conceito PumPing Tap (Foto: Divulgação)
Em um primeiro instante, quando algum dispositivo é desligado sem a retirada de seu plugue da tomada, um círculo iluminado em vermelho alerta e ensina aos presentes que aquela conexão elétrica deveria ser desfeita, a fim de evitar desperdícios de energia (que ocorrem mesmo quando sua TV ou torradeira estão sem uso, mas conectados).
Caso a sugestão não seja acatada, a PumPing Tap põe em ação sua segunda ferramenta, que possui em seu centro um sistema com mola, capaz de ejetar o plugue da tomada após dez minutos de perdas. Apesar de muitos advogarem ser o gasto medido nessas situações muito pequeno para gerar preocupações, o uso elétrico desnecessário ganha ótima visibilidade quando avaliado sob ótica mais ampla.
Por esse perfil de colaboradora na manutenção da sustentabilidade do planeta, a PumPing Tap foi premiada como vencedora do concurso de design Red Dot 2011. Apesar de não haver nenhuma data concreta a respeito de quando este projeto poderia ser lançado, não haveria novidade caso passemos a ver produtos equivalentes à PumPing Tap em breve nas lojas.


Toyota inventa bengala robótica



Estado de equilíbrio
A Toyota inventou uma bengala robótica que promete ajudar o usuário de forma ativa se ele começar a cair.

O controle da bengala robótica fica na empunhadura, na forma de sensores de força que controlam o torque disponibilizado pelas rodas. (Imagem: USPTO)
O aparelho, projetado em parceria com engenheiros do Instituto de Tecnologia de Illinois, nos Estados Unidos, também pode ser usado em fisioterapia, durante exercícios de reabilitação.
A bengala possui vários acelerômetros, que detectam seu “estado de equilíbrio” – em termos simples, ela “sabe” quando está de pé ou o quanto está inclinada.
Na extremidade que vai no chão, pequenas rodas de borracha com dois eixos giram em qualquer direção, acionadas por minúsculos motores elétricos – imagine as rodas de uma cadeira de escritório, com a diferença de que o giro no próprio eixo também é motorizado.
Bengala ativa
O controle da bengala robótica fica na empunhadura, na forma de sensores de força que controlam o torque disponibilizado pelas rodas – quanto mais força o usuário fizer, mais energia vai para os motores.
Se o usuário tender a cair, ele automaticamente apertará a manopla mais fortemente, o que fará as rodas girarem de forma lenta, mas com grande torque, tendendo a reequilibrar o usuário.
Qualquer que seja a direção da queda, os acelerômetros em múltiplos eixos detectarão a direção que as rodas devem ser movidas, com sorte mantendo o usuário de pé.
Como as bengalas robóticas deverão chamar muito a atenção – imagine andar de skate empurrado por uma bengala que “acredita” que você está caindo – a Toyota afirmou que os modelos deverão vir equipados com reconhecimento de digitais.


Chip-farmácia


Biochip implantável libera medicamentos automaticamente

A versão usada no teste ainda é pequena, para 20 doses, mas a empresa afirma trabalhar em uma versão para 400 doses. (Imagem: Farra et al./Science/AAAS)
Pacientes com osteoporose logo poderão trocar as injeções diárias por um biochip implantável.
Essa verdadeira “farmácia em um chip” libera os medicamentos por meio de um controle remoto externo, ou de forma programada.
O primeiro teste em humanos do biochip implantável e controlado remotamente foi realizado com sucesso na Dinamarca.
“Os pacientes não vão mais precisar se lembrar de tomar os medicamentos, e não vão mais passar pela dor de tomar múltiplas injeções,” afirmou o Dr. Robert Farra, do MIT, que desenvolveu a tecnologia com colegas de várias outras universidades.
Apesar de ter sido testado em pacientes com osteoporose, o aparelho poderá ser usado também em outras doenças crônicas, como esclerose múltiplas, doenças cardíacas ou mesmo câncer.
Medicamento automatizado
Ao contrário da maioria dos outros dispositivos de aplicação automática de medicamentos, que liberam pequenas doses continuamente ao longo do tempo, o biochip libera o remédio quando recebe o comando do sistema de controle externo, que opera sem fios.

O corpo das pacientes desenvolveu uma membrana que recobriu todo o biochip implantado. Mesmo assim, os resultados foram positivos. (Imagem: M. Scott Brauer/MIT)
Ao receber o comando, o implante libera rapidamente o medicamento na corrente sanguínea.
Mas não é preciso “apertar o botão do controle remoto” todas as vezes: a liberação pode ser programada no próprio biochip, ou no aparelho de controle externo, liberando o paciente da preocupação com os horários.
“Os médicos vão poder ajustar as terapias dos seus pacientes usando uma conexão pela internet ou pelo celular,” prevê o Dr. Farra.
Reação do corpo
O medicamento fica depositado no interior de pequenos furos, cobertos por uma nanocamada de ouro ou de uma liga de platina e titânio.
Essa nanocamada é forte o suficiente para manter o medicamento bem guardado, mas funde-se quando é submetida a uma corrente elétrica, liberando o remédio.
A versão usada no teste ainda é pequena, para 20 doses, mas a empresa emergente MicroCHIP, que os pesquisadores criaram para comercializar a tecnologia, afirma já estar trabalhando em uma versão para até 400 doses.
O teste foi considerado um sucesso, embora o corpo das pacientes – 7 mulheres entre 65 e 70 anos – tenha desenvolvido uma membrana fibrosa, à base de colágeno, que recobriu todo o biochip implantado.
Aparentemente isto não atrapalhou a liberação da droga teriparatide, padrão no tratamento da osteoporose – o tratamento teve resultados similares aos obtidos com a aplicação do medicamento por injeções.

Nasa quer desenvolver ‘táxis’ para visitas à Estação Espacial


Agência poderá investir até US$ 500 milhões em cada empresa escolhida.
Atualmente, transporte de astronautas norte-americanos é feito pela Rússia.
Cartaz mostra empresas que participam do Programa de Tripulação Comercial da Nasa. (Foto: Nasa)
A Nasa espera que pelo menos duas empresas norte-americanas projetem e fabriquem táxis espaciais para levar e trazer astronautas no trajeto entre a Terra e a Estação Espacial Internacional, disseram gerentes do programa na terça-feira (7).
A Nasa planeja investir US$ 300 a 500 milhões em cada uma das firmas selecionadas sob uma parceria prevista para durar 21 meses, disse Ed Mango, gerente do programa de Tripulação Comercial da Nasa, em um evento no Centro Espacial Kennedy, no mesmo dia da oficialização da iniciativa.
O novo programa incrementa investimentos anteriores da agência espacial norte-americana em firmas voltadas para a construção de naves. Com a aposentadoria da frota de ônibus espaciais dos EUA, no ano passado, a Rússia passou a ter o monopólio no transporte de tripulantes da Estação. A China, único outro país a manter voos espaciais tripulados, não participa do projeto do laboratório orbital.
A Rússia cobra da Nasa cerca de 60 milhões de dólares por tripulante transportado até a estação, que orbita a Terra a cerca de 385 quilômetros da altura, e recebe seis tripulantes por vez – dos EUA, Rússia, Europa, Japão e Canadá.
As firmas que ganharem a concorrência terão até maio de 2014 para concluir os projetos, e se as verbas permitirem a intenção é testar as naves até meados da década, segundo Mango.
No voo de demonstração, a nave, com capacidade para pelo menos quatro astronautas, deve ser capaz de alcançar uma altitude de pelo menos 370 quilômetros, manobrando no espaço e permanecendo em órbita por pelo menos três dias, segundo o executivo.
Desde 2010, a Nasa já investiu US$ 365,5 milhões em empresas privadas, sendo US$ 130,9 milhões na Boeing, US$ 125,6 milhões na Sierra Nevada Corp. e US$ 75 milhões na SpaceX.
A Boeing está desenvolvendo uma cápsula chamada CST-100, que voaria a bordo do foguete Atlas 5. A SpaceX, já escolhida pela Nasa para levar cargas à Estação Espacial, pretende modernizar sua nave cargueira Dragon e o foguete Falcon 9, para que também possam voar com tripulantes.
A Sierra Nevada está desenvolvendo um veículo alado chamado Dream Chaser, que parece um ônibus espacial em miniatura. Assim como a nave da Boeing, essa também seria lançada com o Atlas 5, que é fabricado e vendido pela United Launch Alliance, joint-venture da Boeing e Lockheed Martin.
A Nasa tem US$ 406 milhões de dólares para gastar em novos programas para voos comerciais tripulados no ano fiscal que começa em 1O de outubro. Mango disse que cerca de três quartos da verba estão disponíveis para a próxima fase do programa, e que os escolhidos devem ser anunciados em julho ou agosto.
A agência espacial dos EUA espera que seus astronautas possam usar os voos comerciais a partir de 2017, aproximadamente.
Fonte: G1



O que aconteceria se a Lua desaparecesse?



Foi no dia 20 de julho de 1969 que o mundo assistiu ao pouso do Apollo 11 no solo lunar. Duas horas após a chegada, Neil Armstrong saiu da nave e entrou para a história como o primeiro homem a pisar na Lua. Até hoje, há quem duvide desse feito dos americanos, mas a verdade é que a Lua sempre despertou curiosidades.

Foto: Getty Images
Como é formada a superfície do único satélite natural da Terra? A Lua influencia no corte de cabelo? Os lobos só uivam para a Lua cheia? O que aconteceria se o nosso satélite desaparecesse? Confira as respostas de especialistas para estas e outras curiosidades.
A Lua influencia no corte de cabelo?

Foto: AFP
Segundo o professor Enos Picazzio, do departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IGA-USP), não há nenhuma prova científica de que a Lua influencie no corte de cabelo. “Se influenciasse positivamente, evitando queda ou fazendo crescer cabelo, não haveria astrônomos calvos”, brinca o professor.
O dermatologista Paulo Zubaran, especializado em medicina estética e tricologia, explica que esse mito surgiu no passado. “As pessoas formularam o seguinte pensamento: se o corpo humano é constituído por 70% de água, por que não poderia sofrer também a mesma influência que a Lua exerce sobre as marés?”. A associação é errada, pois a influência deste astro sobre as marés é devida à força gravitacional, que, por ser ínfima, só se percebe quando uma massa muito grande – como os oceanos – está envolvida. Conclusão: independentemente do dia em que você corte, seu cabelo seguirá crescendo cerca de 1 cm por mês.
Como a Lua influencia nas marés?

Foto: Getty Images
Com a sua força gravitacional, a Lua “puxa” os oceanos em sua direção. Essa força tem a ver com a massa dos corpos e a distância entre eles. Quanto maior e mais perto, maior a força. O Sol também afeta as marés, mas menos, já que está mais longe da Terra do que a Lua. As marés mais altas ocorrem quando Sol e Lua estão do mesmo lado da Terra, somando as suas forças.
Do que é feita a superfície da Lua?

Foto: AFP
A superfície lunar é basicamente constituída de rocha e recoberta por poeira fina. Os continentes são as regiões claras e brilhantes, que podem ser vistas a olho nu da Terra. Segundo o professor Enos Picazzio, da USP, eles são compostos essencialmente de rochas ricas em silicatos e são bastante acidentados, com depressões, enrugamentos e crateras de impacto.
Já os mares, que não possuem água, são regiões mais escuras e planas, ricas em basalto (rocha resultante de vulcanismo ocorrido no passado, já que, atualmente não há vulcanismo na Lua).
Os lobos só uivam para a Lua cheia?

Foto: Getty Images
Não, os lobos não uivam para a Lua. Aparentemente, o motivo para fazermos essa associação, destaca Carlos Camargo Alberts, professor de Zoologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), é porque eles ficam mais ativos durante a Lua cheia. “Essa maior atividade, no entanto, não tem a ver com a caçada, já que na luminosidade mais intensa da Lua cheia, as presas do lobo podem percebê-los mais cedo”, explica. Portanto, a Lua cheia acaba sendo um período de fome para os lobos e a maioria dos outros predadores noturnos.
Entre outras motivações, os lobos uivam para renovar os laços sociais dentro da alcateia. “Quando um lobo começa a uivar, outros membros do grupo se aproximam”, observa Alberts. Outra função do uivo é usá-lo para reencontrar o bando por meio do som.
Por que, às vezes, a Lua aparece de dia?

Foto: Getty Images
Como a Lua não tem luz própria, só a vemos quando está iluminada pelo Sol. Conforme ela se move ao redor da Terra, vai ficando mais ou menos iluminada para nós. É o que chamamos de fases da Lua, explica a professora do departamento de Astronomia da UFRGS. A fase em que mais vemos nosso satélite durante o dia é na quarto-crescente, quando 50% da sua superfície está iluminada para quem a vê da Terra. Neste período, ela nasce ao meio-dia e se põe à meia-noite. Na fase nova, ela também fica suas 12 horas acima do horizonte durante o dia (das 6h às 18h). Contudo, como neste momento a posição da Lua é entre o Sol e a Terra, sua face voltada para o planeta não está iluminada, portanto, não a vemos, nem à noite nem de dia.
Na fase cheia, a Lua nasce quando o Sol se põe, por volta das 18h, ou seja, já está anoitecendo quando ela surge no horizonte. No início desta fase, a Lua se põe às 6h. “A cada dia a Lua nasce 48 minutos mais tarde. Uma semana depois da cheia, quando chega na fase quarto-minguante, ela nasce mais ou menos à meia-noite. Quando o sol estiver nascendo, ela ainda vai estar no céu, e a gente vai poder vê-la até meio-dia”, esclarece a professora.
O que é um eclipse lunar?

Foto: AFP
É um fenômeno que ocorre quando a Terra fica entre o Sol e a Lua, e esta última é encoberta total ou parcialmente pela sombra do nosso planeta. Isso ocorre apenas na fase de Lua cheia e quando Lua, Terra e Sol estão quase alinhados, explica o professor Enos Picazzio, do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IGA-USP).
O que aconteceria se a Lua desaparecesse?

Foto: AFP
Dentre as possíveis consequências, o professor Enos Picazzio destaca duas: mudanças climáticas e no ecossistema marinho. “As estações sazonais são consequência da inclinação do eixo de rotação da Terra. Se essa inclinação variar, o ciclo sazonal muda, alterando as zonas climáticas e provocando longos períodos de glaciação nos hemisférios”, explica. Como a Lua influencia as marés, seu desaparecimento afetaria a vida marinha.
“A circulação de correntes marinhas arrasta pequenos organismos vivos, como o plâncton, fundamentais na base da cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos”, afirma o professor.
A lua da Terra tem um nome próprio, como as luas de outros planetas?

Foto: Nasa
O nome próprio do satélite da Terra é Lua, por isso deve ser escrito em maiúsculo. Segundo o professor Enos Picazzio, tornou-se comum usar “lua” como sinônimo de satélite natural, mas isso deve ser evitado. “Muitos fazem essa associação, mas é bom evitar. Imagine alguém ouvindo a frase ‘a lua da Terra é a Lua’. Parece declaração de doido! Para uma criança, isso é grave porque ela vai se confundir”, comenta o professor do Departamento de Astronomia do IGA-USP.
Quanto maior a massa do planeta, maior será sua família de satélites. Enquanto a Terra tem apenas um satélite natural, Mercúrio e Vênus não têm nenhum. Marte tem dois: Fobos e Deimos. Já Júpiter tem 63, sendo que o maior é Ganímedes (que é maior que o planeta Mercúrio).
A Lua pode ser vista de outros planetas?

Foto: Getty Images
Sim, mas de acordo com o professor Enos Picazzio, do Departamento de Astronomia do IGA-USP, de Marte em diante, é necessário o uso de telescópio. De Mercúrio e Vênus é possível vê-la a olho nu.
Por que o homem não voltou mais para a Lua?
Foram seis missões de pouso na Lua, todas do programa americano Apollo (Apollo 11, 12, 14, 15, 16 e 17), que durou de 1968 a 1972. Desde então, optou-se por enviar sondas espaciais. “Além de serem mais baratas e evitarem risco de vida humana, as sondas permitem a observação global do satélite”, explica o professor Enos Picazzio.
Foi em 20 de julho de 1969 que o mundo assistiu ao pouso do módulo lunar da Apollo 11, batizado de Eagle, no solo de nosso satélite. Duas horas após o pouso, Neil Armstrong saiu da nave e entrou para a história como o primeiro homem a pisar na Lua, seguido por seu companheiro Edwin Aldrin. Posteriormente, outros 10 astronautas pisaram na Lua.
Interessante, não é?
Fonte: Portal Terra