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quinta-feira, 8 de março de 2012

Sete avanços que garantem maior segurança para a vida sexual feminina

Conheça os benefícios de produtos como sabonete íntimo e camisinha feminina

Medo de engravidar, dor durante a relação, dependência do uso de camisinha masculina e outras situações já fizeram parte da rotina de milhões de mulheres. Com a criação de métodos e produtos, como pílula anticoncepcional, lubrificantes, camisinha feminina e outros facilitadores, entretanto, essa história tem sido reescrita a favor do sexo feminino. Para comemorar esses avanços, o Minha Vida preparou uma lista com grandes revolucionários que contribuem muito para a vida sexual da mulher.                           


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Corrimento vaginal pode ser sintoma de algo mais grave

Durante as várias fases do ciclo menstrual, a mulher produz secreções que são naturais do seu organismo. Essas secreções podem ser transparentes, esbranquiçadas ou até levemente amareladas. Mas, conforme explica a ginecologista e diretora da clínica Curarte, no Rio de Janeiro, Elisabete Dobao, esse tipo de muco nada tem a ver com o que é diagnosticado como corrimento vaginal, ou leucorréia. "A secreção é natural quando não causa ardor, coceira, ou cheiro desagradável", esclarece.

Ao contrário disso, o corrimento muitas vezes também provoca uma espécie de mancha branco-acinzentada ou amarelo-esverdeada na calcinha e, além do cheiro forte, do ardor e da coceira, pode estar associado a uma dor na região pélvica, ou no que chamamos de baixo ventre.

Mas a especialista alerta que o corrimento vaginal em si não é uma doença, e sim um importante indicativo de que alguma coisa não vai muito bem. Esse muco é fruto de uma inflamação dos tecidos vaginais que, por conta disso, passam a produzir secreção anormal.

E as causas dessa inflamação podem ser diversas. "Muitas vezes o corrimento aparece por conta de uma reação alérgica a algum produto usado no banho ou para lavar a roupa íntima, por exemplo. Também pode ser sintoma de infecções provocadas por bactérias, fungos ou até mesmo vírus", afirma.

Uma das doenças mais comuns associadas ao corrimento vaginal é a candidíase. Provocada por um fungo, trata-se de uma espécie de micose que induz a produção de um muco bastante espesso, tipo nata de leite. Essa infecção está geralmente ligada à baixa da imunidade do organismo.

Nesses casos o tratamento é realizado com prescrição médica de antibióticos e antifúngicos via oral ou em forma de cremes vaginais. Dobao afirma que, em geral, o corrimento desaparece após oito dias de tratamento.

Mudança de hábitos Mas como o corrimento também é provocado por reações alérgicas, algumas mudanças de hábito podem ajudar a prevenir esse problema que tanto traz desconforto para as mulheres. A especialista recomenda primeiramente o uso de calcinhas de algodão. Ao contrário dos tecidos sintéticos, de renda ou lycra, o algodão não abafa a região íntima, permitindo a entrada de ar que é tão necessária para a saúde vaginal.

"Dormir sem calcinha também permite que a região íntima 'respire', evitando a umidade e, consequentemente, a proliferação de fungos e bactérias", explica. Optar por sabonete líquido apropriado para higiene íntima, com pH abaixo de 6, é outra maneira de ajudar bastante. A médica esclarece que esses sabonetes são ideais para a área genital porque protegem a pele da proliferação de bactérias e minimizam os riscos de alergia.

Outra conduta importante é evitar usar protetores de calcinha todos os dias, pois eles dificultam a transpiração do local. A umidade e o calor proporcionam ambiente extremamente propício para os micro-organismos.

"Também procure não usar absorventes com película plástica no período menstrual. Esse tipo de produto aumenta a temperatura local e pode fazer com que o suor irrite a pele", recomenda. Além disso, trocar o absorvente a cada 4 horas também é essencial.

Consulte seu médico ginecologista regularmente!

Fonte: minhavida.com.br

Saiba como evitar a cólica menstrual

Quando vai chegando próximo do período menstrual, a mulher, além de enfrentar a famosa TPM, precisa também lidar com outro grande desconforto: a cólica. Chamada cientificamente de dismenorreia, se manifesta através de uma dor pélvica provocada pela liberação de uma substância (prostaglandina) que faz o útero contrair para eliminar o endométrio em forma de sangramento menstrual. Quando muito forte, a cólica pode estar associada a outros sintomas como náuseas, dor de cabeça e inchaço.

E não pense que esse desconforto é incomum. Estima-se que, mais ou menos, metade da população feminina sente ou já sentiu cólicas menstruais. Conforme explica a ginecologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, Helena Junqueira, a dismenorreia, quando primária, é apenas uma reação fisiológica do organismo, e não uma doença. O que varia é que pode se manifestar de maneira mais intensa - e até incapacitante - ou apenas como um leve desconforto.

A especialista esclarece também que a intensidade das cólicas pode alterar dependendo de alguns fatores. "Quanto maior o fluxo menstrual mais dor. A presença de coágulos e o tamanho do orifício do colo do útero são igualmente variáveis importantes", ensina. Isso explica porque as cólicas são mais comuns entre as adolescentes: o seu útero ainda é pequeno e o orifício de saída mais fechado.

Tratamento

Para a ciência, a dismenorreia se divide em duas categorias - primária ou secundária. No primeiro caso, é provocada pelo aumento da produção de prostaglandina, conforme dito anteriormente. Para essas mulheres, o tratamento mais comum é à base de medicamentos antiespasmódicos. Caso não surtam efeito para diminuição da dor, Junqueira explica que outra alternativa com excelentes resultados é a administração de anti-inflamatórios.

A dismenorreia secundária é um sintoma provocado pelo organismo quando há presença de algumas alterações patológicas no aparelho reprodutivo, como a endometriose. Para esses casos, o melhor tratamento deve ser indicado pelo médico, não apenas visando o alívio da dor, mas sim, o combate à doença.

Junqueira explica também que o uso das pílulas anticoncepcionais acaba tendo indiretamente efeito positivo contra a dismenorreia, já que o medicamento à base de hormônios gera atrofia no endométrio e diminui o fluxo da menstruação, minimizando consequentemente as dores da cólica.

Recomendações

As cólicas menstruais podem ser amenizadas com algumas atitudes e mudanças de comportamento. Uma dica eficiente do tempo das avós é o uso de uma bolsa de água quente na região abdominal. Com o calor, os vasos sanguíneos sofrem dilatação, o que provoca a diminuição da dor.

Outra recomendação da médica é que a mulher aprenda, durante sua vida fértil, a se conhecer cada vez melhor. Somente assim ela será capaz de identificar como a cólica e outros sintomas característicos da menstruação se manifestam no organismo.

Além disso, é importante a prática regular de exercícios físicos, que colaboram para reduzir o fluxo menstrual e os processos inflamatórios. "Uma dieta saudável também ajuda a equilibrar o organismo para que ele funcione melhor e, com isso, é arma importante contra as cólicas. Portanto é recomendável que a mulher tome bastante líquido e coma muitas fibras", ensina Junqueira.

Para finalizar, ela alerta que, no período pré-menstrual e durante a menstruação, é aconselhável evitar a ingestão de cafeínas (café, chás, chocolate).

Consulte seu médico ginecologista regularmente!

fonte: minhavida.com.br

Conheça o verdadeiro papel dos seios na sexualidade

Os seios de uma mulher são capazes de despertar o desejo e incitar a libido. Os homens sabem disto e por isso mesmo não resistem à vontade de olhar e tocar. Para que uma relação sexual aconteça, é indispensável justamente o desejo de olhar e tocar entre duas pessoas. No corpo da mulher, especificamente, os seios e toda a região do colo expressam a sua feminilidade, tanto consciente quanto subliminar. Fisiologicamente, eles são indícios da capacidade de procriar e da função de nutrir e amamentar.

Segundo o terapeuta e médico vibracional Eduardo Navarro, a erotização das mamas estaria assim relacionada ao imaginário masculino de ser alimentado por sua parceira. "Existe um interesse consciente ou inconsciente do adulto em voltar a mamar", diz o especialista. Navarro acrescenta que nessa fase da vida, no entanto, há também o desejo do homem de proporcionar prazer à parceira.

"Os seios são mais do que uma ferramenta para a amamentação e o imaginário masculino. Os mamilos, quando estimulados, causam a contração dos dutos de leite das glândulas mamárias proporcionando a mulher um prazer peculiar", afirma o médico. De acordo com ele, algumas mulheres, inclusive, podem chegar ao orgasmo só de ter seus mamilos estimulados, cumprindo função semelhante ao clitóris.

O colo oferece uma região rica em sensações para serem exploradas a sós ou a dois. Toda mulher deve aproveitar os momentos íntimos no banho para tocá-los, descobrir seu formato e como se sente enquanto eles são acariciados. Depois, estrategicamente, quem desejar, deve abusar dos decotes. Um decote bem explorado pode revelar tanto a consciência de si mesma quanto as intenções da sua aparência.

Silicone

É perfeitamente normal que as mulheres queiram ser atraentes, incluindo nesta busca, muitas vezes, um seio farto e firme. "A aparência das mamas está relacionada à juventude ou à velhice. Por isso, dado o grande interesse dos homens pelas mamas as cirurgias de implante de silicone são das mais procuradas", afirma o médico.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o número de mulheres que recorrem à cirurgia de mama tem aumentado todos os anos. O último levantamento da entidade, divulgado em 2009, mostrou que de um total de 629 mil procedimentos de médio e grande porte feitos no país em 2008, em primeiro lugar, com 151 mil, aparece o de mama, seguido de lipoaspiração, com 91 mil.

O envolvimento íntimo parte de alguns princípios, como, por exemplo, o respeito ao próprio corpo. Mostrar seios bonitos pode passar por processos de autoaceitação, o que seria recomendado em primeiro lugar, antes das intervenções cirúrgicas.

É bom lembrar que, assim como um único tipo de corpo não pode ser chamado de ideal, o mesmo se aplica ao formato e tamanho dos seios.

Fonte: minhavida.com.br

terça-feira, 21 de junho de 2011

Escolha o contraceptivo que combina melhor com seu perfil

Especialistas ajudam a optar entre os vários tipos disponíveis no mercado

 O uso de contraceptivos é cada vez mais comum na sociedade moderna. Os casais, em busca de evitar a gravidez e praticar sexo seguro, acabam impulsionando a ciência e a indústria para o desenvolvimento de novos métodos que sejam eficazes e, ao mesmo tempo, confortáveis. A opção por um ou outro contraceptivo precisa ser feita de acordo com as características da mulher. E a opinião do especialista pode ser decisiva na escolha do método mais adequado para cada uma.

Hoje o mercado oferece uma gama enorme de opções. Temos os métodos de barreira (preservativos e diafragma), os métodos hormonais (pílulas), intrauterinos (DIU) e cirúrgicos (laqueadura e vasectomia). Fique atenta às indicações e contraindicações de cada um:

Preservativos
A ginecologista da Unifesp, Carolina Ambrogini, recomenda que a camisinha seja opção de todas as mulheres, mesmo que elas já se utilizem de um outro método contraceptivo. Quando usado corretamente, o preservativo, além de prevenir a gravidez, também é eficaz na proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis.
Escolha o contraceptivo que combina melhor com seu perfil - Foto: Getty Images
Diafragma
O diafragma é um pequeno anel flexível recoberto por uma película de borracha ou silicone que é colocado pela mulher dentro da vagina. De acordo com a especialista, é um dos contraceptivos menos usados pelas brasileiras especialmente pela dificuldade na hora de colocá-lo. "O diafragma precisa ser inserido com espermicida pelo menos uma hora antes da relação sexual. Nem todas as mulheres conseguem controlar esse fator", explica Ambrogini. O diafragma também não pode ser usado por quem tem problemas no colo do útero ou é sensível ao látex. Quando usado corretamente, apresenta cerca de 94% de eficácia na prevenção da gravidez.

Dispositivo Intrauterino
O dispositivo intrauterino, mais conhecido como DIU, é uma estrutura de cobre inserida pelo médico no útero da mulher. Sua ação, conforme explica a especialista, interfere no transporte do óvulo, na migração dos espermatozoides e provoca uma irritação no endométrio, dificultando a fixação do óvulo. "O método é bastante indicado para as mulheres que não podem se utilizar de hormônios. Por outro lado, pode causar alguns efeitos colaterais, como aumento das cólicas e do sangramento menstrual", esclarece. O DIU é um método contraceptivo com eficácia em torno de 97% e pode permanecer no útero da mulher de 5 a 10 anos.  
Escolha o contraceptivo que combina melhor com seu perfil - Foto: Getty Images
Sistema Intrauterino
Também chamado de SIU, o Sistema Intrauterino consiste em uma pequena estrutura em forma de "T" que contém um reservatório de hormônio progestogênico. Da mesma maneira que o DIU, esse dispositivo é inserido dentro do útero pelo médico e, de acordo com Ambrogini, provoca atrofia do endométrio, além de deixar o muco hostil à passagem do espermatozóide. É um método bastante seguro, com ação de até 5 anos e eficaz em 99% dos casos. Pode, no entanto, provocar como reação adversa alterações nos padrões de sangramento menstrual que são mais comuns durante os primeiros meses após a inserção do dispositivo.

Pílulas
Hoje em dia as mulheres podem escolher dentre inúmeras pílulas anticoncepcionais que variam em componentes, quantidade de hormônio e combinação entre eles. As muitas opções, conforme esclarece a médica, permitem que a mulher possa testar para escolher a qual dos tipos ela se adapta melhor. "Hoje as pílulas provocam efeitos colaterais muito pequenos. Algumas mulheres, no entanto, relatam diminuição do desejo sexual e também ressecamento vaginal", afirma. Quanto ao receio de que a pílula pode provocar dificuldade de engravidar, não há motivo para preocupações. A especialista esclarece que esses anticoncepcionais não têm efeito acumulativo no organismo e, com a interrupção do uso, param de provocar efeitos.  
Escolha o contraceptivo que combina melhor com seu perfil - Foto: Getty Images
Mini pílula
Para as mulheres que têm receio de engravidar durante a amamentação, a ciência também já desenvolveu a mini pílula, que é um contraceptivo à base de progesterona e pode ser administrado pela lactante.

Pílula do dia seguinte
A pílula do dia seguinte é um método anticoncepcional de emergência que deve ser usado até 72 horas após a relação sexual desprotegida. Quando administrada em até 24 horas pós-coito, seu índice de falha gira em torno de 5%, aumentando consideravelmente com o tempo. Mas Ambrogini adverte que esse método não deve ser utilizado com frequência, pois vai perdendo gradativamente a eficácia. "Essa pílula é composta de maior dosagem de progesterona, podendo provocar alterações no ciclo menstrual", afirma.  

Laqueadura / Vasectomia
Os métodos cirúrgicos da laqueadura (ligadura das trompas da mulher) e a vasectomia (ligadura do ducto deferente dos homens) são os procedimentos com maior eficácia contraceptiva. Mas, de acordo com a legislação brasileira, a realização desses procedimentos somente é permitida "em homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de vinte e cinco anos ou, pelo menos, com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de sessenta dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico, período no qual será propiciado à pessoa interessada acesso a serviço de regulação da fecundidade, incluindo aconselhamento por equipe multidisciplinar, visando desencorajar a esterilização precoce".

Segundo a especialista, também é preciso se ter em mente que a laqueadura e a vasectomia devem ser considerados métodos permanentes. "Dependendo da técnica de realização, a reversão não é possível. São procedimentos caros e sem cobertura pelo SUS", finaliza. 
Fonte:minhavida.com

Saiba como a gravidez interfere no apetite sexual



Saiba como a gravidez interfere no apetite sexual - Foto: Getty Images

Gestação pode causar certa aversão como também aumento da libido da mulher
A gravidez não é somente uma consequência natural de relacionamentos sexuais, é também a realização de um sonho para muitos casais. Enquanto ela não acontece, o sexo acontece livremente, tendo como guia apenas o ritmo, a disposição e as preferências das pessoas envolvidas. Mas tão logo ela se concretiza, a coisa tende a mudar de figura e passa a ser um desafio voltar ao que já foi uma vez. "Desde o começo a gestante se identifica com o feto, o que a torna mais sensível e mais vulnerável, querendo constantemente proteção e carinho. Naturalmente, o sexo deixa de ser o foco da relação", afirma a psicoterapeuta e sexóloga Magda Gazzi.

Algumas gestantes sofrem mais intensamente os desconfortos do início da gravidez, perdendo assim o interesse pelas relações sexuais. Sintomas como náuseas, vômitos, sono e fragilidade emocional acabam comprometendo a vida sexual do casal. No segundo trimestre da gestação o desejo sexual tende a voltar ou se acentuar, principalmente, como consequência da própria sensualidade feminina, que fica mais evidenciada pelas novas formas. O corpo que se prepara para gerar uma nova vida fica mais sinuoso, os seios avolumados, a barriga crescendo mexe com a libido das mulheres que esbarram na maioria das vezes em pensamentos vencidos a respeito do sexo na gravidez.  
"Alguns homens chegam a estranhar o comportamento de suas mulheres, pois a figura de 'mãe' sugere pureza e santidade, sendo associado a um ser assexual. E aí, passa a evitar o contato físico com suas parceiras como se isso fosse 'pecado' e incompatível com a situação da gravidez", explica a psicoterapeuta.

O terceiro trimestre exige cuidados, tanto para o bem-estar da futura mamãe quanto para o distanciamento entre os parceiros não se tornar irreversível. Com a gravidez avançada, as grávidas tendem a sofrem mais desconfortos. A barriga crescida altera o centro de gravidade e muita energia passa a ser despendida para manter-se equilibrada, literalmente. Por isso, a prática de exercícios como Yoga ou Tai Chi pode ser muito útil neste período. Além disto, o desconforto com o próprio corpo, que começa a restringir algumas posições e o medo de ambos, futuras mamães e papais de que o sexo incomode o bebê.

É importante ter em mente que a gravidez é também um período de descoberta para o casal. O que antes funcionava muito bem precisará ser revisto. O objetivo é que não se perca a intimidade, para isto, vale lembrar que sexo não é somente penetração. A masturbação, o sexo oral e as brincadeiras na cama são uma alternativa caso você sinta dificuldade para encontrar uma posição que a deixe confortável. Na hora H vale lembrar que as melhores posições são as que deixam a barriga livre. Ficar de lado ou usar uma almofada para apoiar a barriga pode ajudar. O mais importante é não ter medo de experimentar o que dá mais prazer.  
Segundo a terapeuta em consciência corporal Sandra Bisawa, a prática de um sexo de qualidade mantém o casal unido para enfrentar as transformações do período. "O casal que se dispõe a experimentar durante a gestação sua sexualidade plena presenteia a si mesmo e a seus filhos com doses generosas de harmonia e alegria geradas pela intimidade sadia", afirma.

Com certeza a gravidez é um período que exige cuidados com a saúde e o bem-estar da mulher e do bebê. Mas também, é preciso muita atenção para não descuidar da relação e não cair em comportamentos padrão. "Somente cerca de 10% dos casais recuperam o ritmo sexual de antes do nascimento do filho", aponta Magda.  

Saiba como a gravidez interfere no apetite sexual - Foto: Getty Images

Uma gestação saudável passa também pela manutenção da vida sexual. O ideal é aproveitar o período para se redescobrir e fortalecer os laços que ligam você e seu parceiro. A intimidade e a liberdade para falar de suas vontades é fundamental para depois que o bebê nascer e começar a crescer.

Se você tiver dúvidas, procure um profissional que a oriente e busque práticas que a coloquem em contato com seu próprio corpo. Ninguém melhor do que você para descobrir como proceder diante de seus desejos e medos. Tornar-se mãe é parte de ser mulher, não abra mão deste papel e aproveite a gravidez para descobrir como equilibrar maternidade e sexualidade

Acesse: http://www.minhavida.com.br/

Infertilidade aflige mulheres que buscam a maternidade



Infertilidade aflige mulheres que buscam a maternidade - Foto: Getty Images

No Brasil, um em cada seis casais apresenta problemas de fertilidade
Conforme a mulher conquistou seu espaço no mercado de trabalho, a experiência da maternidade passou a ser uma escolha que ela considera enquanto trilha um caminho de realização muito mais abrangente do que, exclusivamente, casar e ter filhos. Poder de escolha que agrava a dor daquelas que esperam ansiosas a confirmação de uma gravidez que insiste em não acontecer, seja por disfunções suas ou de seus maridos.

A infertilidade feminina mexe diretamente com a característica que mais evidentemente diferencia a mulher de muitos outros seres vivos. O corpo da mulher é capaz de gerar uma nova vida dentro de si. A princípio, ele possui toda a engenharia de órgãos e processos biológicos para que ela seja um meio natural para a perpetuação da espécie. Mas, não tão raramente quanto se pensa, algum distúrbio altera esta capacidade inata e coloca em xeque a escolha desta mulher em ser mãe. 
Para a obstetra Mila Ribeiro Cerqueira, situações como esta fazem parte da rotina. Segundo a médica, no Brasil, um em cada seis casais apresenta problemas de fertilidade. "O casal é considerado infértil quando não consegue engravidar após o período de um ano de vida sexual ativa, sem o uso de qualquer método contraceptivo", explica.

Mila acrescenta que ao contrário do que se pensa, a mulher não é mais afetada disfunções reprodutoras e está longe de ser a única responsável pela dificuldade de concepção de um casal. "Nos casos de infertilidade, 40% são motivados por problemas na mulher, 40% por problemas no homem, 10% por problemas em ambos e 10% por causas indefinidas", afirma a médica.

Considerando esta divisão bastante equilibrada entre homem e mulher das causas da infertilidade, é fundamental que cada um faça a sua parte. Algumas das principais causas de infertilidade podem ser minimizadas com hábitos saudáveis, como boa alimentação e atividades físicas regulares. 
O cigarro e o álcool são vilões que precisam ser evitados por quem pretende um dia engravidar. Outros cuidados incluem reduzir o estresse, atenção ao excesso de peso, praticar sexo seguro evitando as doenças sexualmente transmissíveis e respirar ar tão puro quanto possível.

A especialista ressalta que a investigação diagnóstica das causas de infertilidade deve ser realizada sempre com o casal, independente de um dos dois já terem filhos de outra união. Assim, as causas da dificuldade em engravidar podem ser identificadas com mais precisão potencializando o resultado do tratamento escolhido.

Segundo Mila, a infertilidade feminina pode ter sua origem em distúrbios hormonais, distúrbios da ovulação, obstrução tubárea, fatores anatômicos, incompatibilidade muco-sêmen ou fatores genéticos. Mas afirma que o avanço da medicina oferece possibilidades de solução para cada um deles.
Infertilidade aflige mulheres que buscam a maternidade - Foto: Getty Images
"Os tratamentos para vencer as dificuldades de engravidar vão desde os mais simples, como medicamentos orais, coito programado e inseminação artificial, até o mais complexo que seria a fertilização in vitro. Todos dependem da causa de infertilidade do casal e considera-se sempre a idade feminina um fator muito importante", diz a especialista.

É importante lembrar que infertilidade não é o mesmo que esterilidade. A infertilidade é caracterizada por uma baixa taxa de óvulos ou espermatozoides próprios para a reprodução, mas que aliada a um estilo de vida saudável e um tratamento série e adequado pode ter seu quadro alterado. Segundo Mila, há motivos para ser otimista: "A taxa de gravidez nos tratamentos em reprodução assistida, por tentativa, é de 40%, para mulheres abaixo de 35 anos e de 30%, para as mulheres entre 35 e 42 anos de idade. A chance acumulada em 3 tentativas chega a 70%".