terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Corrimento vaginal pode ser sintoma de algo mais grave

Durante as várias fases do ciclo menstrual, a mulher produz secreções que são naturais do seu organismo. Essas secreções podem ser transparentes, esbranquiçadas ou até levemente amareladas. Mas, conforme explica a ginecologista e diretora da clínica Curarte, no Rio de Janeiro, Elisabete Dobao, esse tipo de muco nada tem a ver com o que é diagnosticado como corrimento vaginal, ou leucorréia. "A secreção é natural quando não causa ardor, coceira, ou cheiro desagradável", esclarece.

Ao contrário disso, o corrimento muitas vezes também provoca uma espécie de mancha branco-acinzentada ou amarelo-esverdeada na calcinha e, além do cheiro forte, do ardor e da coceira, pode estar associado a uma dor na região pélvica, ou no que chamamos de baixo ventre.

Mas a especialista alerta que o corrimento vaginal em si não é uma doença, e sim um importante indicativo de que alguma coisa não vai muito bem. Esse muco é fruto de uma inflamação dos tecidos vaginais que, por conta disso, passam a produzir secreção anormal.

E as causas dessa inflamação podem ser diversas. "Muitas vezes o corrimento aparece por conta de uma reação alérgica a algum produto usado no banho ou para lavar a roupa íntima, por exemplo. Também pode ser sintoma de infecções provocadas por bactérias, fungos ou até mesmo vírus", afirma.

Uma das doenças mais comuns associadas ao corrimento vaginal é a candidíase. Provocada por um fungo, trata-se de uma espécie de micose que induz a produção de um muco bastante espesso, tipo nata de leite. Essa infecção está geralmente ligada à baixa da imunidade do organismo.

Nesses casos o tratamento é realizado com prescrição médica de antibióticos e antifúngicos via oral ou em forma de cremes vaginais. Dobao afirma que, em geral, o corrimento desaparece após oito dias de tratamento.

Mudança de hábitos Mas como o corrimento também é provocado por reações alérgicas, algumas mudanças de hábito podem ajudar a prevenir esse problema que tanto traz desconforto para as mulheres. A especialista recomenda primeiramente o uso de calcinhas de algodão. Ao contrário dos tecidos sintéticos, de renda ou lycra, o algodão não abafa a região íntima, permitindo a entrada de ar que é tão necessária para a saúde vaginal.

"Dormir sem calcinha também permite que a região íntima 'respire', evitando a umidade e, consequentemente, a proliferação de fungos e bactérias", explica. Optar por sabonete líquido apropriado para higiene íntima, com pH abaixo de 6, é outra maneira de ajudar bastante. A médica esclarece que esses sabonetes são ideais para a área genital porque protegem a pele da proliferação de bactérias e minimizam os riscos de alergia.

Outra conduta importante é evitar usar protetores de calcinha todos os dias, pois eles dificultam a transpiração do local. A umidade e o calor proporcionam ambiente extremamente propício para os micro-organismos.

"Também procure não usar absorventes com película plástica no período menstrual. Esse tipo de produto aumenta a temperatura local e pode fazer com que o suor irrite a pele", recomenda. Além disso, trocar o absorvente a cada 4 horas também é essencial.

Consulte seu médico ginecologista regularmente!

Fonte: minhavida.com.br

Saiba como evitar a cólica menstrual

Quando vai chegando próximo do período menstrual, a mulher, além de enfrentar a famosa TPM, precisa também lidar com outro grande desconforto: a cólica. Chamada cientificamente de dismenorreia, se manifesta através de uma dor pélvica provocada pela liberação de uma substância (prostaglandina) que faz o útero contrair para eliminar o endométrio em forma de sangramento menstrual. Quando muito forte, a cólica pode estar associada a outros sintomas como náuseas, dor de cabeça e inchaço.

E não pense que esse desconforto é incomum. Estima-se que, mais ou menos, metade da população feminina sente ou já sentiu cólicas menstruais. Conforme explica a ginecologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, Helena Junqueira, a dismenorreia, quando primária, é apenas uma reação fisiológica do organismo, e não uma doença. O que varia é que pode se manifestar de maneira mais intensa - e até incapacitante - ou apenas como um leve desconforto.

A especialista esclarece também que a intensidade das cólicas pode alterar dependendo de alguns fatores. "Quanto maior o fluxo menstrual mais dor. A presença de coágulos e o tamanho do orifício do colo do útero são igualmente variáveis importantes", ensina. Isso explica porque as cólicas são mais comuns entre as adolescentes: o seu útero ainda é pequeno e o orifício de saída mais fechado.

Tratamento

Para a ciência, a dismenorreia se divide em duas categorias - primária ou secundária. No primeiro caso, é provocada pelo aumento da produção de prostaglandina, conforme dito anteriormente. Para essas mulheres, o tratamento mais comum é à base de medicamentos antiespasmódicos. Caso não surtam efeito para diminuição da dor, Junqueira explica que outra alternativa com excelentes resultados é a administração de anti-inflamatórios.

A dismenorreia secundária é um sintoma provocado pelo organismo quando há presença de algumas alterações patológicas no aparelho reprodutivo, como a endometriose. Para esses casos, o melhor tratamento deve ser indicado pelo médico, não apenas visando o alívio da dor, mas sim, o combate à doença.

Junqueira explica também que o uso das pílulas anticoncepcionais acaba tendo indiretamente efeito positivo contra a dismenorreia, já que o medicamento à base de hormônios gera atrofia no endométrio e diminui o fluxo da menstruação, minimizando consequentemente as dores da cólica.

Recomendações

As cólicas menstruais podem ser amenizadas com algumas atitudes e mudanças de comportamento. Uma dica eficiente do tempo das avós é o uso de uma bolsa de água quente na região abdominal. Com o calor, os vasos sanguíneos sofrem dilatação, o que provoca a diminuição da dor.

Outra recomendação da médica é que a mulher aprenda, durante sua vida fértil, a se conhecer cada vez melhor. Somente assim ela será capaz de identificar como a cólica e outros sintomas característicos da menstruação se manifestam no organismo.

Além disso, é importante a prática regular de exercícios físicos, que colaboram para reduzir o fluxo menstrual e os processos inflamatórios. "Uma dieta saudável também ajuda a equilibrar o organismo para que ele funcione melhor e, com isso, é arma importante contra as cólicas. Portanto é recomendável que a mulher tome bastante líquido e coma muitas fibras", ensina Junqueira.

Para finalizar, ela alerta que, no período pré-menstrual e durante a menstruação, é aconselhável evitar a ingestão de cafeínas (café, chás, chocolate).

Consulte seu médico ginecologista regularmente!

fonte: minhavida.com.br

Conheça o verdadeiro papel dos seios na sexualidade

Os seios de uma mulher são capazes de despertar o desejo e incitar a libido. Os homens sabem disto e por isso mesmo não resistem à vontade de olhar e tocar. Para que uma relação sexual aconteça, é indispensável justamente o desejo de olhar e tocar entre duas pessoas. No corpo da mulher, especificamente, os seios e toda a região do colo expressam a sua feminilidade, tanto consciente quanto subliminar. Fisiologicamente, eles são indícios da capacidade de procriar e da função de nutrir e amamentar.

Segundo o terapeuta e médico vibracional Eduardo Navarro, a erotização das mamas estaria assim relacionada ao imaginário masculino de ser alimentado por sua parceira. "Existe um interesse consciente ou inconsciente do adulto em voltar a mamar", diz o especialista. Navarro acrescenta que nessa fase da vida, no entanto, há também o desejo do homem de proporcionar prazer à parceira.

"Os seios são mais do que uma ferramenta para a amamentação e o imaginário masculino. Os mamilos, quando estimulados, causam a contração dos dutos de leite das glândulas mamárias proporcionando a mulher um prazer peculiar", afirma o médico. De acordo com ele, algumas mulheres, inclusive, podem chegar ao orgasmo só de ter seus mamilos estimulados, cumprindo função semelhante ao clitóris.

O colo oferece uma região rica em sensações para serem exploradas a sós ou a dois. Toda mulher deve aproveitar os momentos íntimos no banho para tocá-los, descobrir seu formato e como se sente enquanto eles são acariciados. Depois, estrategicamente, quem desejar, deve abusar dos decotes. Um decote bem explorado pode revelar tanto a consciência de si mesma quanto as intenções da sua aparência.

Silicone

É perfeitamente normal que as mulheres queiram ser atraentes, incluindo nesta busca, muitas vezes, um seio farto e firme. "A aparência das mamas está relacionada à juventude ou à velhice. Por isso, dado o grande interesse dos homens pelas mamas as cirurgias de implante de silicone são das mais procuradas", afirma o médico.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o número de mulheres que recorrem à cirurgia de mama tem aumentado todos os anos. O último levantamento da entidade, divulgado em 2009, mostrou que de um total de 629 mil procedimentos de médio e grande porte feitos no país em 2008, em primeiro lugar, com 151 mil, aparece o de mama, seguido de lipoaspiração, com 91 mil.

O envolvimento íntimo parte de alguns princípios, como, por exemplo, o respeito ao próprio corpo. Mostrar seios bonitos pode passar por processos de autoaceitação, o que seria recomendado em primeiro lugar, antes das intervenções cirúrgicas.

É bom lembrar que, assim como um único tipo de corpo não pode ser chamado de ideal, o mesmo se aplica ao formato e tamanho dos seios.

Fonte: minhavida.com.br

Incentive o bebê a andar

Veja sete dicas para estimular os primeiros passos sem prejudicar músculos da criança

Os primeiros passos do bebê são esperados com ansiedade pelos pais. Quando este momento chega, no entanto, muitas dúvidas aparecem e nem sempre é fácil lidar com elas sem temer algum tipo de prejuízo ao desenvolvimento da criança. "Nessa fase, o bebê começa a sentir mais confiante e independente dos pais. Normalmente, a partir dos oito meses, a criança começa a ficar de pé sozinha, se apoiando na parede ou em móveis da casa. Com 10 meses, a maioria começa a andar sem auxílio", afirma o pediatra José Gabel, do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Segundo o especialista, algumas crianças demoram mais a para conseguir andar. Nenhum motivo para preocupação: os primeiros passos podem ser esperados até os 18 meses de vida. Depois dessa idade, caso os movimentos não aconteçam, é aconselhável procurar um pediatra para uma avaliação mais cuidadosa.

Na fase em que a criança está deixando de engatinhar, no entanto, os pais podem ajudar com medidas que aumentam a confiança e a coordenação durante os primeiros passos. Veja o que recomendam os especialistas e tome nota das dicas para não se apressar demais.

Dispense o andador

O acessório, por mais que pareça dar segurança ao bebê, pode prejudicar o desenvolvimento dos músculos superiores das pernas e a habilidade do bebê se equilibrar. "As rodinhas facilitam demais o deslocamento, impedindo que a criança ande de maneira correta. Os bebês que ficam no andador tendem a usar apenas as pontas dos pés para se locomover, prejudicando todo o desenvolvimento da coordenação", diz a pediatra Margarida de Fátima Carvalho, presidente do Departamento Científico de Reumatologia, da SBP.

Além disso, os pais tendem a confiar muito nos andadores, e prestam menos atenção no bebê. "Há risco de o andador virar em degraus ou obstáculos no chão, podendo machucar o bebê", alerta a especialista. 

Ensine o seu filho a levantar

A partir dos oito meses de vida, a maioria dos bebês já consegue ficar de pé apoiado em móveis, mesas e cadeiras, mas a musculatura e o sistema nervoso ainda precisam ser estimulados para que os passos sejam dados sem a necessidade de apoio. "Brincando, os pais podem mostrar para os filhos como agachar e levantar. A criança tende a imitá-los, fortalecendo os músculos e a coordenação motora nas pernas", diz o pediatra José Gabel, do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da SBP.

Brinquedos de empurrar

Ao contrário do andador, brinquedos como carrinhos de empurrar, chamados de tutores, deixam a criança mais segura sem prejudicar a mobilidade ou a mecânica da caminhada. Mas o pediatra José Gabel alerta para o risco de tombos usando esse tipo de brinquedo.
Deixe a criança descalça

De acordo com a pediatra Margarida de Fátima Carvalho, o bebê precisa de estímulos táteis nos pés para desenvolver a percepção do próprio corpo nos ambientes onde pisa. Quando estão descalços, os pés recebem mais estímulos do que no uso de um tênis, por exemplo. Além disso, o uso de calçados pode ser bastante incômodo para a criança, já que até o segundo ano de vida, é comum que o bebê ainda não tenha formado a curvatura natural da planta dos pés.

Brincar com o bebê desde cedo

O reforço dos pais deve começar desde cedo para o bebê andar. "As brincadeiras devem incentivar o bebê a se movimentar o máximo possível", afirma o pediatra José Gabel. Rolar no chão, engatinhar, apoiar as mãos na parede e brincar de jogar bolinhas são exemplos de ações que estimulam o sistema nervoso e sensorial dos bebês, já que eles tentaram imitar os pais em cada uma dessas brincadeiras. 

Não tente evitar as quedas

Quando o bebê começa a ficar de pé, as quedas se tornam bastante frequentes, o que, muitas vezes, acaba assustando os pais. "É claro que os pais precisam ficar atentos, mas não é necessário tentar segurar o bebê toda a vez que ele for cair. As quedas são normais nessa época da vida do bebê e fazem parte do aprendizado", diz a pediatra Margarida de Fátima Carvalho. Além disso, tentar segurar o bebê de mau jeito pode machucar a criança mais do que a própria queda. 

Deixe o bebe ir até você

Uma das maneiras mais fáceis de estimular o bebê a andar é fazê-lo se movimentar até chegar aos pais. "Ele pode começar engatinhando. Mas, aos poucos, os movimentos vão se misturando a pequenos passos. Manter brinquedos nas mãos ajuda a atrair o bebê", afirma o pediatra José Gabel. Essa brincadeira, se feita com frequência, faz o bebê tentar chegar cada vez mais rápido aos pais, incentivando ele a deixar de engatinhar.

Educação especial e inclusão: de volta à berlinda

Em cerimônia no Palácio do Planalto, no dia 17 de novembro, a presidente Dilma Rousseff anunciou aquela que é a primeira grande iniciativa de atenção à pessoa com deficiência em seu governo. O Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, batizado “Viver sem Limite”, destaca a necessidade de viabilizar a inclusão social das pessoas com deficiência em todo o país e prevê um investimento de cerca de 7,6 bilhões de reais até 2014, em áreas como acessibilidade arquitetônica e urbanística, saúde e educação, entre outras.

Na esteira do plano, o governo também lançou um conjunto de medidas visando sustentá-lo legalmente, entre as quais os Decretos 7.611 e 7.612. Este último diz respeito ao detalhamento do plano em si mesmo, enquanto o primeiro reorganiza os serviços da educação especial, complementares ou suplementares ao ensino regular, o assim chamado atendimento educacional especializado (AEE), e a específica distribuição de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) destinadas a financiá-lo, nas diferentes modalidades de sua oferta.

Posicionando o Dec. 7.611 no marco legal

O decreto consolida a legislação anterior e confirma a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, revigorando o conceito de dupla matrícula, presente desde 2007 através do Dec. 6.278, que restituiu às escolas especiais o direito de ofertar educação especial no âmbito da política governamental em vigor. Além disso, o Decreto também dispõe sobre a oferta de educação bilíngue para surdos e outros dispositivos de financiamento aos sistemas de ensino.

Do ponto de vista educacional, a dupla matrícula amplia as condições de oferta dos serviços de AEE pelas escolas especiais, agora novamente habilitadas a captar recursos do FUNDEB e a investir em qualificação, conforme os demais dispositivos do novo decreto. Já do ponto de vista político, o decreto pode ser interpretado como uma fonte de recuperação das escolas especiais, que na atual política haviam perdido a anterior preponderância no atendimento às pessoas com deficiência, uma vez que a adoção da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CPCD) e sua incorporação ao texto constitucional, em 2009, obrigou definitivamente o país a implementar e investir na educação para pessoas com deficiência em ambientes inclusivos.

O Dec. 7.611 e a oferta de educação especial

O percurso recente da educação especial no Brasil está vinculado ao estrito conceito de inclusão educacional, que diz respeito à presença dos alunos com deficiência nas escolas regulares. Todo o investimento governamental dos últimos anos dirigiu-se, portanto, a programas destinados à qualificação docente, adaptações e investimentos que pudessem garantir o acesso e a permanência dos alunos nas escolas regulares, espaço preferencial da educação das pessoas com deficiência, de acordo com a Constituição Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

A opção pela nova política, regulamentada no Dec. 6.571 de 2008 e pavimentada pela Resolução 4, de 2009, do Conselho Nacional de Educação, não se deu entretanto sem uma ruptura. Trata-se, afinal, de partir de um modelo em vigência desde a década de 60, no qual escolas e classes especiais esboçavam um gesto tímido de integração à escola regular, para um outro no qual os estudantes passaram a conviver nos mesmos ambientes e a exigir uma nova organização escolar e também a ressignificação do fazer pedagógico.

Todo esse movimento foi impulsionado nos últimos quatro anos, brevidade que explica, pelo menos em parte, as inúmeras dificuldades que ainda permeiam a escola regular, na qual a praxis educacional está ainda especialmente orientada à competitividade e ao mérito distintivo, política também fomentada pelo governo federal, que a partir de 2011 envida esforços e destina recursos ao ensino técnico e profissionalizante.

A retomada das escolas especiais

A retomada que as escolas especiais obtém com o decreto recém editado acontece sob a mesma gestão que estava à frente do Ministério da Educação há quatro anos, com o Ministro Fernando Haddad. Desde lá, as políticas públicas destinadas à educação têm tido como referência a perspectiva da educação inclusiva, recolocada no centro do debate educacional incorporando uma série de novos conceitos e valores, tais como o mútuo reconhecimento e o amplo respeito à diversidade individual das pessoas. É portanto no foco da nova política de educação especial inclusiva que o Decreto 7.611 se inscreve, modificando alguns de seus detalhes, mas não alterando sua essência, até porque deve obedecer a precedência legal e temporal de acordo com o previsto na CPCD, razão pela qual traz embutidos em seu texto vícios de inconstitucionalidade.

Uma vantagem possível para as escolas especiais de agora em diante, em relação a oferta do AEE nas próprias escolas, é o número reduzido de alunos e a possibilidade reconquistada de outras fontes de financiamento exclusivas às escolas, como convênios autônomos com o poder público nas esferas estadual e municipal, entre outros. A oferta e financiamento de seus serviços, entretanto, continua dependente da dupla matrícula, como assevera o Art. 9-A do Dec. 6.253 de 2007, que regulamenta o FUNDEB, modificado por este novo Dec. 7.611 e circunscrita ao AEE, para alunos que continuam obrigados a frequentar a escola regular para usufruir do direito à dupla matrícula. Frise-se que as modificações impostas pelo novo decreto dizem respeito exclusivamente ao financiamento a alunos matriculados na escola regular e na escola especial concomitantemente, caracterizada aí a dupla matrícula, mote principal do decreto. Fora isso, a escola especial não adquire legalmente qualquer efeito substitutivo. O decreto não se presta a essa finalidade, mas sim à orientação de diretrizes dos serviços do AEE, sua oferta pelas escolas especiais, e ao financiamento público.

Financiamento público, para a educação inclusiva

De outra parte, a desvantagem da oferta do AEE na escola pública é agravada pelas dificuldades de orçamento e recursos ordinários. Por isso, uma verdadeira e qualificada oferta de educação inclusiva compete ainda na ampliação da destinação de recursos orçamentários, como pretende a campanha pelos 10% do PIB na educação, na qualificação e valorização docente, no cumprimento imediato e integral do piso salarial dos professores, na concretização de uma educação em direitos humanos orientada ao fim do preconceito, homofobia, racismo e intolerância no ambiente escolar, apontados em inúmeras pesquisas realizadas recentemente. Estas são necessidades prementes e complementares para uma educação pública, inclusiva, universal e de qualidade para todos.

Além disso, é urgente rever as necessidades de um universo escolar em constante transformação e a crescente deturpação do interesse público e vulnerabilização da educação pública. Além das pessoas com deficiência, aquelas que podem portar um diagnóstico, há uma imensa população de alunos apresentando “necessidades educacioanais especiais”, como os casos envolvendo transtornos de atenção, hiperatividade, depressão, psicoses e aqueles que simplesmente têm imensas dificuldades porque imersos na pobreza e em condições desumanas de sobrevivência, como desnutrição e outras situações de vulnerabilidade social.

Para esta clientela, “preferencial” da escola pública, não há escola especial que abrigue nem escola privada que a deixe passar perto da porta, mas a verdadeira educação inclusiva deve estar apta a recebê-la e possibilitar sua inclusão social, porque se trata de seus legítimos interessados. A escola que estiver apta a receber e educar toda essa clientela, em igualdade de condições e proporcionar seu desenvolvimento social e humano, é que é a digna de todo o investimento público possível. Nesse sentido, outra medida do plano “Viver sem Limite”, o BPC na Escola, que monitora os estudantes de famílias que recebem o Benefício de Prestação Continuada oferecido pelo Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome às famílias de pessoas com deficiência carentes, para garantir sua escolarização, vem somar-se à perspectiva da educação inclusiva.

O que será possível verificar, a partir da vigência do Dec. 6.711 e da injeção de novos recursos na escola especial, é a sua capacidade de encontrar as necessidades presentes na sociedade contemporânea e complementar, através da oferta de seus serviços e acúmulo, lacunas na educação dos alunos com deficiência na rede pública. Por isso, trata-se de uma oferta “complementar”, porque o dever de oferecer e manter a educação pública e universal continua sendo exclusividade do Estado.

Fonte: Inclusive – inclusão e cidadania

Educação inclusiva é tema de audiência pública promovida pela PFDC

O evento acontece na próxima quinta-feira, 1º de dezembro, e reunirá membros do MP, especialistas em educação e inclusão social, além de entidades civis.

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPF) promove na próxima quinta-feira, 1º de dezembro, na sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília, a audiência pública “Educação Inclusiva: Plano Nacional de educação e Escolas Especiais”.

Além de membros do Ministério Público Federal, participam do evento operadores da área jurídica, especialistas em educação, inclusão social e educação especial e entidades civis representativas de pessoas com deficiência.

Dentre os debatedores está a promotora na área de Educação do Ministério Público do Rio de Janeiro, Bianca Motta; a coordenadora geral de Articulação de Políticas de Inclusão nos Sistemas de Ensino do Ministério da Educação, Sandra Zanetti Moreira; a diretora de Políticas Educacionais da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis), Patrícia Luíza Ferreira Resende; a Frente Parlamentar do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, representada pela deputada Rosinha da Adefal (PTdo B/AL); e representantes do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade), do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) e da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência.
O objetivo é obter conhecimentos multidisciplinares, dados e subsídios de instituições públicas e organizações da sociedade comprometidas com a promoção de políticas públicas educativas a favor do respeito aos direitos das pessoas com deficiência, de modo a aprimorar a atuação do Ministério Público Federal na área.
O audiência acontece entre 9h e 18h, no auditório do 5º andar do B da Procuradoria Geral da República. Mais informações podem ser encontradas no hotsite do evento, que disponibiliza ainda a íntegra do Plano Nacional de Educação e outras legislações na área:http://audienciapublicaeducacaoinclusiva.blogspot.com/
Fonte: JusBrasil

Fórum de Arte Inclusiva promove discussões sobre questões artísticas das p essoas com deficiência em Salvador

No dia 06 de dezembro acontecerá o Fórum de Arte Inclusiva, no Teatro UNEB, das 08:00 às 18:00; o Arte Inclusiva em Foco faz parte do projeto Fórum Permanente de Formação em Educação Inclusiva do Núcleo de Educação Especial da UNEB (NEDE / UNEB), de autoria da profª Jaciete B. dos Santos.

Na ocasião, comemoraremos o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (que é celebrado em todo dia 03 de dezembro por vários países). Esse dia foi escolhido pela comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas com o intuito de gerar conscientização, compromisso e ações que transformem a situação das pessoas com deficiência no mundo.

O Fórum em questão objetiva problematizar as políticas públicas referentes à arte e inclusão, bem como a profissionalização das pessoas com deficiência (PcD´s) no contexto artístico. Pretende, ainda, refletir sobre acessibilidade e inclusão sócio-artístico-cultural de PcD´s na contemporaneidade; debater sobre o preconceito contra as produções artísticas das PcD´s no contexto midiático.

O evento acontecerá em dois turnos: pela manhã com uma mesa sobre Políticas Públicas Culturais para pessoas com deficiência – “Eu sou uma Pessoa: Todo o Artista tem que ir aonde o povo está” – com Aline Camilla Romão Mesquita (MinC), Taiane Fernandes (SECULT/ BA), Alexandre Baroni (SUDEF), Fernando Marinho (SATED/BA). E, na parte da tarde, a discussão será voltada para o papel da mídia na divulgação dos trabalhos artísticos criados e desenvolvidos por pessoas com deficiência – Eu sou uma Pessoa: Mídia e Preconceito – com Póla Ribeiro (IRDEB), Juliana Ribeiro, Edu O., Ninfa Cunha (Organização Perspectivas em Movimento).

A programação contará também com diversas apresentações artísticas:

Performance AUTOBIOGRAFIA — Ana Rita Ferraz e Ninfa Cunha (Organização Perspectivas em Movimento); “Samba: Quem bossa?” — Grupo Samba Quem Bossa (Samba de raiz) e Fábio Martins & Iracema Vilaronga (Dança de salão); Grupo de Percussão (Espaço Via Ponte e Associação Amiga); Daléty Souza & Júlio Cerqueira – Voz e violão Lu Encena – “Monólogos” – (UESB/Jequié/Bahia); DJ Zig & Lula Dut – “180º”– Projeto Mergulho Cidadão Déo Carvalho & Ninfa Cunha – Coreografia “Fogo” – Companhia de Dança Inclusiva Rodart Ademilton Ferreira – “Tambores em Cena” – APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Salvador Marcus Welby – MPB voz e violão.

Todo o evento será transmitido por videoconferência para todos os campus da UNEB.

As inscrições serão feitas via online, através do site da UNEB (Universidade do Estado da Bahia).

Maiores informações: NEDE: (71) 3117.2331 Iracema Vilaronga: (71) 8880.3166 Ninfa Cunha: (71) 8744.2378 / 8104.8884

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Steve Jobs e a revolução na área da deficiência

Quando criou o iPad, Steve Jobs não tinha ideia do quanto aquela ferramenta iria ajudar um grupo de pessoas em geral esquecido. Sem querer, a comunidade de pessoas com deficiência ganhou um aliado de peso. O iPhone e iPad – influenciando os demais smartphones e tablets – acumulam um mundo de possibilidades para desenvolver as habilidades de pessoas com deficiência,  facilitar  sua vida, além de entretê-las e divertí-las, como nunca antes se imaginou possível.
Como forma de homenagear este visionário que infelizmente se foi, compartilho abaixo alguns dos usos possíveis do iPad e seus aplicativos por pessoas com deficiência. Melhor ainda quando chegarem ao Brasil os tablets de US$ 35 lançados na India, que assim poderão efetivamente chegar às mãos das pessoas com deficiência no país e no mundo.
Os vídeos abaixo estão em inglês, mas podem ser entendidos em grande parte apenas pelas imagens.
Minha filha, Amanda, jogando memória com o iPad
http://youtu.be/dgAXg14pZ5A
O iPad é uma mudança radical para pessoas com autismo
http://youtu.be/GEqV_8ahr90
Aqui um menino com apraxia pede para comer queijo e biscoito usando o iPad.
http://youtu.be/Tp2ROyyyqjo
Neste um menino com autismo aprende a escrever as letras usando o iPad.
http://youtu.be/o0eiovHNzAM
Menino com autismo ganha um iPad e começa a descobrir suas múltiplas funções
http://youtu.be/OYT5jUOH38g
O mesmo menino usando o iPad para ajudar com o que está estudando na escola
http://youtu.be/kdpjIR8KjLU
Menina com síndrome de Down aprendendo a ler, escrever e falar com o iPad
http://youtu.be/WQsltI9Yyu0
Proloquo2go customizado para uma menina pequena se comunicar
http://youtu.be/fMM7scevmZU
Criança com síndrome de bebê sacudido usa o iPad para usar mão
http://youtu.be/3pDjc8DTYlI
Bebê com holoprosencefalia brinca com o iPad
http://youtu.be/-d8INgbyEP8
Homem surdo mostra aplicativos úteis
http://youtu.be/N6bRxzWDbM8
Homem surdo apresenta aplicaticos, inclusive o telefone com imagem no iPad2
http://youtu.be/yPjfx3RLTNc
Acessibilidade – Voice Over, Zoom e White on Black
http://youtu.be/yLSaWwbuhfc
Fonte – Inclusive

Cerca de 200 mil jovens com deficiência estão fora da escola, diz MEC

Ilustração de 10 alunos de diferentes cores e habilidades,
alguns sentados, outros de pé, em sala de aula e um
professor com o braço nos ombros de dois dos alunos


Quase metade das crianças e adolescentes que possuem algum tipo de deficiência, ou seja, 48%, e que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) está fora da escola. A proporção equivale a cerca de 200 mil jovens que deveriam estar estudando, mas não conseguiram vaga nas escolas ou as famílias não efetuaram a matrícula.

Os números são do Ministério da Educação (MEC) que no dia 21 lançou em Brasília a 2ª edição do Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas. De acordo o ministro Fernando Haddad, o grande contingente é fruto de problemas culturais e também da “falta de iniciativa” do Poder Público local.

Haddad espera que as secretarias de Educação dos estados e dos municípios busquem as crianças e os adolescentes que não estão na escola. “Eu tenho o cadastro de todas as crianças que recebem por lei um salário mínimo em virtude de uma deficiência [o BPC]. Eu tenho esse cadastro e cruzo com o do MEC. Se eu não encontro a criança matriculada, eu tenho que visitar essa criança”, recomendou o ministro ao salientar que a busca ativa está sendo feita desde 2008. “Cem mil crianças já foram resgatadas com esse processo, nós temos que buscar essas 200 mil.”

De acordo com a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), Cláudia Pereira Dutra, muitas famílias têm medo de perder o benefício ao matricular os filhos porque, na visão dessas pessoas, a frequência escolar seria a comprovação de que não existe invalidez. Cláudia afirma que não há essa possibilidade e esclarece que a Constituição Federal determina que a educação é “direito de todos e dever do Estado e da família”.

“Esse recurso é para promover a qualidade de vida das pessoas, entre eles, o exercício do direito à educação”, salientou.

Segundo Cláudia, desde 2007, mais de 24 mil salas de recursos multifuncionais foram instaladas nas escolas públicas. Anualmente, o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) oferece R$ 100 milhões para a adequação física de escolas, como por exemplo, construção de rampas, instalação de corrimão, adaptação de banheiros.

Na opinião da secretária, além da adequação física e da formação dos professores, é fundamental a compreensão dos profissionais que atuam nas escolas de que muitas pessoas com deficiência necessitam do apoio de um acompanhante permanentemente – como parentes que possam ficar na escola para ajudar em atividades em sala, na locomoção, na alimentação e no uso dos banheiros.

No ano passado, escolas públicas de 420 municípios de todo o País inscreveram 713 iniciativas para concorrer ao Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas. Uma escola em cada região foi premiada. Este ano, o prêmio terá três categorias: escolas públicas, secretarias de Educação, e estudantes de escolas públicas. O primeiro colocado recebe um notebook.

As inscrições devem ser feitas até 31 de dezembro, o regulamento pode ser acessado através da página eletrônica. http://peei.mec.gov.br/interna.php?page=1

Fonte: Agênica Brasil

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Componha uma maquiagem básica para o dia a dia

Base: escolha o produto que fica melhor para o seu tom e tipo de pele. Opte por um com filtro solar na fórmula, ou não se esqueça de aplicar o protetor antes da maquiagem. Espalhe uma camada bem fininha de base com uma esponja por todo o rosto (inclusive lábios, para fixar o batom) e pescoço.

Curvex e rímel: com o curvex, pegue os cílios bem próximos da raiz, cuidando para não beliscar a pálpebra. Em seguida, dobre o aplicador do rímel ao retirá-lo do frasco. Isso ajuda a evitar que o rosto seja borrado. Usando mais a ponta da escovinha, passe bem na raiz dos cílios, "sujando a pele". Se quiser um olhar mais aberto, passe a máscara nos cílios inferiores também. O rímel preto é clássico. Mas se quiser um look ainda mais natural, o marrom é mais indicado.

Sombra: use um blush como sombra. A ideia é dar uma cor para o olho, mas sem brilhos ou exageros. Utilize um pincel mais grosso ou a ponta dos dedos e passe só no côncavo da pálpebra.

Lápis de olho: se você tem os olhos pequenos, o lápis branco é uma boa forma de deixá-los maiores. Ele não chama muito atenção como o preto.

Sobrancelhas: use um rímel incolor, apenas para pentear os pelos. Se tiver alguma falha, uma dica é passar um pouco de lápis da cor dos pelos no dorso da mão. Em seguida, passe o esfumador (um tipo de esponja que geralmente acompanha o lápis) e aplique suavemente na linha externa superior da sobrancelha.
Blush: prefira um tom rosa bem clarinho e passe só sobre as bochechas (dê um sorrisinho para saber o local exato) e em cima do nariz, de baixo para cima.

Marcar o rosto ou disfarçar o papo: se quiser disfarçar o papo, marque o maxilar. Com um pincel não muito carregado adote um tom de blush mais escuro e passe em cima do osso do maxilar.

Batom: passe um hidratante labial com filtro solar e aplique batom ou contorno labial cor de boca, podendo utilizá-lo também para o preenchimento.

Por utilizá-lo somente nessa etapa, prefira um corretivo líquido. Passe sobre o nariz, acompanhando até acima da sobrancelha. Faça um pontinho nas marquinhas que deseja esconder, embaixo de cada sobrancelha, nas olheiras e descendo para a maçã do rosto. Espalhe o produto com uma esponja.

Pó: passe uma camada fina na região do T (testa, nariz e queixo), sem esquecer de tirar o excesso do pincel com uma assoprada ou uma batidinha. Se o blush ficar muito forte, dê uma passadinha de leve com o pó por cima.

Resultado final: essa é uma maquiagem básica, discreta e recomendada para o dia a dia


Conheça mais um método para acabar com a gordura localizada

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No consultório, uma das mais recorrentes reclamações femininas é a gordura localizada. Muitas não conseguem resultados realmente efetivos com exercícios, dietas ou tratamentos estéticos não invasivos, pois a células de gordura depositadas em determinadas regiões são, de fato, muito difíceis de serem removidas.

Por isso, muitas vezes a única solução para resolver esse problema é recorrer à cirurgia plástica. Uma das técnicas que mais emprego para esses casos é a Hidrolipoclasia Aspirativa Ultrassônica (HLPA), que apresenta ótimos resultados.

Ela surgiu da associação de dois métodos já consagrados no mundo da beleza: a lipoaspiração (com micro-cânulas) e a Hidrolipoclasia Ultrassônica, que oferece o melhor resultado em lipoaspiração já existente no mercado. A grande vantagem do procedimento é a não obrigatoriedade da internação hospitalar, pelo fato de ela retirar pequenos volumes de diferentes regiões do corpo.
O procedimento também é chamado de Hidrolipoclasia Aspirativa ou Lipoaspiração sob anestesia local, sendo a HLPA uma opção bastante segura de tratamento para gordura localizada, por combinar a técnica infiltrativa e a utilização de ultrassom estético.

Particularmente, já realizei mais de duas mil cirurgias deste tipo e a HLPA é realmente uma das melhores alternativas. Ela combina a técnica infiltrativa, que diminui consideravelmente o sangramento na região, e o trabalho conjunto de dois médicos em um mesmo local, sendo um deles cirurgião plástico e o outro especialista em estética.
Além disso, vale destacar que a HLPA causa menor trauma local, possibilitando assim uma recuperação mais rápida. O paciente não precisa ficar internado, podendo retornar às suas atividades normais já no dia seguinte, o que expõe a menos riscos de contrair infecções, por exemplo.

No entanto, deve ser realizada em sala cirúrgica totalmente equipada e preparada para dar ainda mais segurança aos pacientes. A HLPA tem, ainda, outros diferenciais, como a aplicação de anestesia local e a remoção de até 1.500 ml por área tratada. Em geral, se aspira uma área por vez para não ultrapassar a dose tóxica de anestésico no organismo.

Outro dispositivo interessante é a participação ativa do (a) paciente em todo processo, inclusive no final quando ele (a) opina sobre o resultado.
Entretanto, antes de fazer a HLPA são necessárias algumas medidas, como realizar uma anamnese minuciosa, pois a indicação do procedimento é a mesma de uma lipoaspiração clássica de pequeno porte. Também são solicitados exames pré-operatórios e o médico fica encarregado de esclarecer detalhadamente o procedimento ao paciente para que possa estar ciente de todos os aspectos que envolvem o procedimento.

Já no pós-operatório, é preciso utilizar uma cinta elástica compressiva entre, aproximadamente, duas e quatro semanas e o paciente ainda é orientado a iniciar sessões de drenagem linfática manual dois dias após o procedimento. A massagem poderá ser realizada de de duas a três vezes por semana por um período de quatro a cinco semanas.
Dr André Eyler
Especialidade: Cirurgia plástica

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Descubra a máscara para cílios ideal para maquiagem dos seus olhos

Valorize a maquiagem dos olhos - Foto: Getty Images
Os olhos dizem muito sobre as pessoas. E a escolha da máscara para cílios mais indicada para cada um pode potencializar essa marca pessoal. "Deixar os cílios mais longos, volumosos, curvilíneos e abrir o olhar. Essas são os principais efeitos do produto", destaca a maquiadora Lourdes Paiva Neto, do Grazi Hair, de São Paulo. Confira alguns detalhes que são úteis na hora de escolher o cosmético mais apropriado para os seus cílios.

Cor
Transparente: discretíssimo, modela os fios e é indicado para ocasiões mais informais e um look natural. Também pode ser usado para pentear e definir a sobrancelha.
Marrom: escurece os fios, mas não carrega tanto o olhar como a máscara preta. Indicado para quem tem a pele e os cabelos mais claros.
Preto: o clássico e preferido de todos. Alonga e dá volume aos cílios, escurecendo os fios e garantindo um olhar mais aberto.
Branco: serve para aumentar e dar ainda mais volume aos fios. É como uma base para a máscara preta ou colorida e não deve ser usada sozinha.
Coloridos: garantem um ar mais fashion. Indicados para quem gostar de chamar atenção e de criar um visual diferente e divertido para os olhos. 
Aplicadores
Escovinha: o modelo mais tradicional. Indicado para dar volume.
Pente: serve para pentear ao mesmo tempo em que não deixa os fios grudarem enquanto se aplica o produto. Define e alonga os cílios.
Escovinha e pente: costuma ter um lado com cerdas mais grossas, para dar volume, e outro com o pente, mais duro, que alonga.
Cerdas curtas e grossas: retêm o produto entre as cerdas. Dá mais volume aos fios.
Cerdas finas e duras: é quase um pente. Alongam os cílios sem que os fios se grudem.
Cerdas abertas e separadas: mais fácil de passar. Deixam os cílios mais soltos e bem penteados.
Cerdas alternadas: definem bem os cílios. Recomendado para quem tem fios ralos e curtos.
Em curva ou formato C: indicado para quem tem cílios caídos ou menores na parte interna e/ou externa em relação ao centro da pálpebra. Ajuda a curvá-los para cima.
Em forma de ouriço: permite passar a máscara em qualquer ângulo, sem deixar um fiozinho sem produto.
Com motorzinho: injeta mais máscara nos pelos a medida que se aperta um botãozinho.
Cerdas coloridas: indica se o produto está ressecado ou acabando. 

Normal ou à prova d' água?
"Por que preferimos máscara para cílios à prova d' água? Porque dura mais e não borra no caso de suar ou chorar, dando aquela sensação de olheira", explica a maquiadora.

Ela é mais difícil de passar do que o normal, mas se fixa por horas. Por isso é preciso ter cuidado, já que os cílios ficam muito duros e podem se quebrar facilmente. A melhor maneira de removê-la é com demaquilante à base de óleo.

Lembre-se que, independente de ser resistente à água ou não, qualquer produto enfraquece os cílios devido à falta de oxigenação dos pelos. Por isso a importância do demaquilante e o perigo de dormir com a máscara para aproveitá-la no dia seguinte.
Aplicação
O principal cuidado é com o excesso. Em vez de carregar o aplicador, passe mais de uma vez camadas finas. Caso os fios fiquem grudados, Lourdes ensina que é só esperar secar um pouquinho e passar uma escovinha limpa.

Cílios inferiores:
passar ou não a máscara? Talvez a maior questão seja como fazer sem borrar. É só inclinar o pincel lateralmente e aplicar bem próximo à raiz dos pelos. O olhar ganha mais força, valorizando e alongando os cílios superiores e definindo os inferiores.

Curvex: serve para alinhar e curvar os cílios. Nunca o utilize com a máscara ainda molhada ou os pêlos podem ficar marcados. Para evitar que isso ocorra, não se esqueça de checar sempre se o silicone (aquela parte que entra em contato com os cílios) está bem encaixado.

Prazo de validade
A vida útil de uma máscara para cílios é de 3 a 6 meses. Depois de aberta, o produto vira um prato cheio para bactérias. Caso sinta qualquer coceira, vermelhidão ou ardência, dispense o produto. 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Alie terapias naturais aos tratamentos médicos



Elas agem minimizando a carga emocional negativa que as doenças podem provocar



Medicamentos, internação, exames, injeção e controle dos hábitos são comuns na rotina de quem está em tratamento contra algum problema físico. Graves ou passageiras, as doenças acabam levando a algum tipo de mal-estar, principalmente de ânimo, situação que pode prejudicar a evolução do tratamento e fazer você amargar uns dias extras de limitações. É nesse espaço que as terapias naturas podem fazer grande diferença, desde que você não abandone as prescrições convencionais. O segredo é usar os modelos alternativos como um reforço para trabalhar o emocional ganhar em bem-estar. Veja a seguir algumas opções para enfrentar a imunidade em baixa com mais serenidade.

Floral de Bach
Os florais são indicados para recuperar um paciente que vive algum tipo de desequilíbrio emocional "Uma pessoa diagnosticada com câncer não será curada pelos florais. Mas a notícia causa um choque, que pode ser encarado de forma mais equilibrada com as gotas certas. Além disso, o floral de Bach pode auxiliar a lidar melhor com essa situação, além de ajudar a superar o medo da morte", afirma a terapeuta Patrícia Alves, especialista do Minha Vida e autora do livro ABC dos Florais de Bach. A escolha do tipo de floral vai depender da sua personalidade, e não dos sintomas apresentados, por isso a consulta a um especialista é fundamental antes de se submeter ao tratamento.

Aromaterapia
O lema dessa terapia é o relaxamento. Óleos essenciais puros de lavanda ou laranja, por exemplo, podem ajudar a combater insônia, estresse e nervosismo. Já o de hortelã age contra enjoo. "A aromaterapia melhor a relação do indivíduo consigo mesmo, por isso é um coadjuvante de outros tratamentos", afirma a aromaterapeuta Sâmia Maluf, da By Sâmia. As formas mais comuns de usar os óleos são por inalação, massagem e escalda-pés. Grávidas e crianças, no entanto, precisam de orientação especial antes do uso, evitando efeitos desagradáveis: o óleo de essencial de alecrim, por exemplo, pode elevar a pressão.

Terapia de cores
Segundo o professor Henrique Cirilo, do curso de Naturologia da Anhembi Morumbi, essa terapia entende que o corpo humano é um sistema bioelétrico, ou seja, suas funções dependem da correta distribuição de carga elétrica para serem eficientes. Quando adoecemos, o sistema bioelétrico entra em curto circuito e é preciso repará-lo.

"A luz é uma onda eletromagnética e as cores são a decomposição da luz. Portanto, quando utilizamos as cores em determinadas áreas ou pontos do corpo humano, estamos gerando um estímulo elétrico com o objetivo de reestabelecer esse equilíbrio bioelétrico", conta o profissional.

Além do estímulo elétrico, é possível utilizar o princípio das cores a partir do processo associativo. "Esse processo promove reações emocionais a determinadas cores. Um exemplo é pessoa que, quando criança, tinha uma avó que se vestia muito de verde. Essa pessoa pode ter boas lembranças em relação à avó e, toda vez que vir o verde, sentirá uma sensação de bem- estar", esclarece Henrique. Esses dois processos podem ajudar a combater depressão, ansiedade, insônia e até dores.

Musicoterapia
A música ativa regiões responsáveis pela produção e liberação de hormônios, como a serotonina (felicidade) e a noradrenalina (hormônio ligado ao estresse e à dor), informa a musicoterapeuta Therezinha Jardim, coordenadora do setor de Musicoterapia da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR). "Ela também ativa o hipocampo, área da memória, e outras áreas cerebrais ligadas à atenção, emoção e coordenação motora", diz.

A terapeuta conta que doenças como Alzheimer, AVC e esclerose múltipla eliminam a autonomia, o desejo e o prazer, prejudicando a auto-estima. A música ajuda a combater esses males ao desenvolver a afetividade, os sentidos e as emoções. "Em uma sessão musicoterápica, o paciente redescobre o contato consigo mesmo e com o outro, obtendo melhora da autoestima, ativando funções intelectuais e motoras e diminuindo o estresse e a ansiedade", conta a profissional.

Contato com animais
A Terapia Assistida por Animais é um processo que utiliza os bichos como ferramenta para a reabilitação de seres humanos. "Esta terapêutica é muito utilizada em idosos e crianças com autismo, síndrome de Down ou paralisia cerebral", afirma o neurocientista Alexandre Monteiro, coordenador do Projeto Animallis, que trabalha esse método em idosos com demências - como Alzheimer - e depressão.

O especialista conta que os benefícios observados em seus pacientes são diversos: estabilização da pressão arterial, alívio do tédio imposto pela rotina, aumento da comunicação e estímulo à convivência, sentimento de segurança, socialização e motivação. A técnica pode, inclusive, ajudar a amenizar o sofrimento de dores provocadas pelas doenças. No trabalho de Alexandre, por exemplo, os idosos que sentiam dores em período pós-cirúrgico mudavam o foco da dor para o contato com os animais, depois de realizarem atividades propostas com base na terapia.

Saúde ao ar livre
A terapia que aproveita os benefícios que a natureza traz à saúde ganhou o nome de Ecoterapia. Vale desde passar alguns minutos ao ar livre diariamente até realizar exercícios de relaxamento, descontração e respiração, aproveitando o bem-estar que os recursos naturais proporcionam. Um estudo japonês, realizado em 2010, verificou que os elementos do ambiente (como odor de madeira, som da água correndo no riacho e a paisagem da floresta) podem ajudar a relaxar e reduzir o estresse. Os participantes do experimento tiveram níveis mais baixos de cortisol, hormônio do estresse, e diminuição da pressão arterial.

Já pesquisadores da Universidade de Essex, no Reino Unido, constataram que ficar apenas cinco minutos em um ambiente natural, que pode ser até o jardim no quintal de casa, melhora o humor, a autoestima e a motivação. Além disso, 71% dos parcipantes analisados na pesquisa tiveram redução da depressão ao adotarem a caminhada ao ar livre como uma prática cotidiana.

Chás
Há diversos estudos que indicam propriedades terapêuticas dos chás. Na Universidade Federal de Santa Catarina, constatou-se que o chá mate pode ajudar a combater o colesterol ruim (LDL). Já pesquisadores de University College London (Inglaterra) comprovaram que o chá preto alivia os sintomas do estresse. O chá verde, por sua vez, é apontado como aliado no combate a sintomas da depressão, em estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition. É certo que essas bebidas naturais não substituem medicamentos, mas podem ajudar a acelerar o tratamento, amenizando os sintomas negativos. Use o chá de capim-cidreira, por exemplo, para estimular o sistema digestivo e aliviar gases, ou aproveite o de camomila para combater ansiedade, insônia e até aliviar enxaqueca.


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Referencial sobre Avaliação da Aprendizagem na área de Deficiência Intelectual (RAADI)

A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo lançou, na sexta-feira (30/09), uma nova etapa do Referencial sobre Avaliação da Aprendizagem na área de Deficiência Intelectual (RAADI). Este documento inédito no país irá medir, a partir de 2012, os níveis de aprendizagem dos alunos com deficiência intelectual do ciclo II do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos da rede municipal paulistana. No ciclo I ele já é aplicado desde 2009. O lançamento aconteceu no Centro Educacional Unificado (CEU) Meninos, no Sacomã, em São Paulo.

Com base em referenciais teóricos que adaptam as Orientações Curriculares - expectativas do que os alunos precisam aprender a cada ano - para as condições de aprendizagem desses estudantes, o RAADI possibilita mapear os níveis do estudante com necessidade educacional especial, sem fazer uma comparação incorreta com outros colegas.

O RAADI é um instrumento de avaliação com indicadores em todas as áreas curriculares, para que a escola seja capaz de perceber as competências e possibilidades do aluno com deficiência intelectual na língua portuguesa, matemática, história, geografia, ciências, artes e educação física. No Ciclo II e EJA também serão medidas as competências em língua inglesa.

O novo documento abordará em seus capítulos a conceituação da deficiência intelectual, a discussão sobre a competência leitora e escritora, além de questões sobre a sexualidade. Ressalta ainda, o papel dos gestores escolares e a questão do olhar do professor no processo inclusivo.

Em outubro e novembro, coordenadores pedagógicos e professores das 13 Diretorias Regionais de Educação da cidade receberão formação sobre o uso do novo referencial que começa a ser aplicado em 2012. A rede municipal possui hoje 3.683 alunos com deficiência intelectual matriculados no Ciclo II e EJA.

Resultados
Criado em 2008, o RAADI reuniu professores e técnicos da Secretaria envolvidos com a Educação Especial em parceria com a Universidade Estadual Paulista - Unesp, para a elaboração de um material inovador, que apontasse caminhos para o professor conseguir entender e avaliar o aluno com deficiência intelectual.

Em 2009, iniciou-se a aplicação do documento pelas escolas e foram, então, avaliados 1.170 alunos, do 2º ao 5º ano do ciclo I do Ensino Fundamental. Por meio do RAADI concluiu-se que os alunos melhoram seu desempenho no decorrer de sua escolarização, demonstrando que não apenas estão cumprindo suas trajetórias escolares, como também apresentam avanços em seus desempenhos. Os indicadores também apontaram que a aprendizagem é melhor quando ela é colaborativa. Ou seja, quando o aluno com deficiência intelectual recebe apoio de outro colega mais experiente ou do professor.

Fonte: Secretaria Municipal de Educação de São Paulo

XIII Congresso Nacional das Associações Pestalozzi

Nome do Evento: XIII Congresso Nacional das Associações Pestalozzi
Categoria do Evento: Congresso
Nome do Responsável: Pestalozzi
Data de início do Evento: 23/10/2011
Horário do Evento: 15:00
Endereço: Rua São Cristóvão, Setor Solar de Caldas Novas - GO , S/N
Complemento: Centro de Eventos e Convenções do Grupo Di Roma
Cidade: Caldas Novas
Estado: GO
Tema: Um olhar multidisciplinar e intersetorial na construção de propostas inclusivas
Investimento (R$): 180,00
Realização: FENASP
Mais informações: www.congressopestalozzi.org.br

Lançamento: PROJETO DIVERSA



Lançamento
No dia 04 de outubro será lançado em Brasília, no evento GT das Grandes Cidades, o projeto DIVERSA. O projetoé uma iniciativa do Instituto Rodrigo Mendes, com o apoio do Ministério da Educação (MEC), que pretende, por meio de um portal (www.diversa.org.br), produzir e compartilhar conhecimento e boas práticas em educação inclusiva. O portal vai contar com estudos de caso - em texto e vídeo - relatos de experiência de educadores de todas as regiões do Brasil, artigos de especialistas, entre outros serviços. "Um dos nossos grandes objetivos é mostrar como escolas do Brasil e do mundo vêm trabalhando para promover a inclusão dos alunos com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento em suas turmas regulares. A partir dessas boas experiências, pretendemos apresentar caminhos e possibilidades para que outras escolas também avancem em suas práticas de inclusão", explica Rodrigo Mendes, diretor do Instituto.

Os estudos de caso (leia mais abaixo) que integrarão o portal DIVERSA em seu no lançamento foram feitos ao longo de 2011 a partir das visitas da equipe do projeto a três escolas: Escola Municipal de Ensino Fundamental Amorim Lima- caso piloto do projeto - localizada em São Paulo, capital; Escola Estadual de Ensino Fundamental Clarisse Fecury, localizada em Rio Branco, Acre e Escola Municipal de Ensino Fundamental Alexandre Bacchi, localizada em Guaporé, Rio Grande do Sul (as últimas foram vencedoras do prêmio Experiências Educacionais Inclusivas, organizado pelo Ministério da Educação em 2009).

O portal também contará com uma experiência internacional, da escola Henderson School, localizada em Boston, Estados Unidos. A Henderson School tem turmas que vão da educação infantil ao equivalente ao 5º ano brasileiro. "Procuramos identificar nos estudos de caso aspectos relacionados às políticas públicas regionais, à gestão da escola, às práticas pedagógicas, à forma como a escola se relaciona como as famílias e as parcerias que estabelece para favorecer a inclusão. Estes itens integram a metodologia de pesquisa do DIVERSA porque são centrais para o sucesso da educação inclusiva", explica Augusto Galery, coordenador do projeto.

Os primeiros estudos de caso
Os dois primeiros estudos de caso completos elaborados pelo DIVERSA e compartilhados no portal são a escola Clarisse Fecury, em Rio Branco, Acre, e a escola Alexandre Bacchi, localizada em Guaporé, Rio Grande do Sul. Há ainda o estudo de caso piloto, realizado na escola Amorim Lima, de São Paulo, capital.

A escola Clarisse Fecury fica na periferia de Rio Branco. Tem 611 alunos, 27 deles com algum tipo de deficiência. "Apesar de saber que encontraríamos em Rio Branco uma experiência bastante interessante de educação inclusiva, o que vimos e pudemos pesquisar durante os três dias em que estivemos na Clarisse Fecury excedeu todas as nossas expectativas", conta Rodrigo. "Há uma percepção geral de que a inclusão é uma missão de todos - professores, alunos, funcionários da escola, pais, parceiros, secretarias municipal e estadual - e a equipe da escola tem muita clareza de que a educação é um direito de todas as crianças, independente de suas características".

Augusto explica alguns diferenciais da escola Clarisse Fecury: "em primeiro lugar há essa clareza sobre o direito de todos à educação. Assim, a escola mantém um relacionamento constante com as secretarias estadual e municipal de modo a garantir as condições para o bom desenvolvimento do seu trabalho. O poder público local por sua vez, também prioriza a inclusão na rede de ensino e vem trabalhando para ampliar a qualidade dos serviços especializados oferecidos a essa população, investindo na formação dos educadores, adequação das estruturas físicas e na implementação das Salas de Recurso Multifuncionais. Em relação à gestão da escola encontramos um ponto importante: na Clarisse Fecury temos uma gestão articuladora.

Isso significa que há um esforço realmente grande em buscar formação para os educadores e, sobretudo, acionar parceiros estratégicos que possam contribuir com a inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais nas turmas regulares. Esses parceiros, por sua vez, colaboram com a escola pensando em informações, recursos e materiais que possam auxiliar os professores na sala de aula. Há ainda um trabalho focado nas estratégias pedagógicas e na flexibilização do ensino, considerando o tempo e a forma de aprendizado de cada estudante. Nesse sentido, merece destaque o trabalho articulado entre as coordenadoras pedagógicas, as professoras regentes e as profissionais da Sala de Recursos - o planejamento de todas as aulas é feito conjuntamente. Por fim, é importante destacar o contato próximo da escola com as famílias - para a escola, pais e responsáveis são os principais parceiros e a participação da comunidade é fundamental".

Já a escola Alexandre Bacchi está localizada em Guaporé, cidade de 22 mil habitantes, na serra gaúcha. Tem 570 alunos, 15 deles com algum tipo de deficiência. "Algumas iniciativas que vimos nas práticas pedagógicas na Escola Alexandre Bacchi se mostraram bastante inovadoras", conta Rodrigo. "Há um compromisso sério da escola em aprimorar suas práticas de inclusão. O trabalho que a escola vem desenvolvendo por lá é muito promissor", conta Rodrigo.

Augusto explica alguns diferenciais da escola Alexandre Bacchi: "Guaporé é uma cidade pequena, mas que tem na estrutura da Secretaria Municipal de Educação uma Coordenadoria de Educação Inclusiva. Isso faz diferença porque a Coordenadoria tem a oportunidade de estabelecer um relacionamento próximo com as escolas, de modo a auxiliar a comunidade escolar nas demandas cotidianas relacionadas à inclusão. No âmbito das estratégias pedagógicas, a Alexandre Bacchi utiliza uma ferramenta interessante, chamada PEI - Plano de Ensino Individualizado. O PEI é um modelo trazido para o Brasil pelo Professor Romeu Kazumi Sassaki, consultor em inclusão, e é um instrumento destinado ao planejamento de ensino dos alunos com necessidades educacionais especiais. Nele, todos os educadores que interagem com um determinado aluno identificam potencialidades, habilidades e aspectos que esse aluno ainda precisa desenvolver. A partir deste mapa inicial, os educadores traçam os planos de aula e avaliam o aluno continuamente, de acordo com seu desenvolvimento.

O PEI é atualizado quase que diariamente, de forma coletiva, e é avaliado trimestralmente", explica Augusto. "A escola também vem firmando parcerias com instituições importantes, que podem contribuir muito com o processo de inclusão, como a APAE, por meio da escola especial Sementes do Amanhã, e o Ministério Público que direciona recursos de processos ganhos pelo Estado para projetos da escola", conta. "Por fim, a comunidade escolar parece comprometida em aprimorar a prática inclusiva na escola. A presença dos educadores das Alexandre Bacchi no grupo de estudos mensal sobre inclusão organizado pela Coordenadoria é significativa".

Metodologia e funções dos estudos de caso
Augusto conta que os estudos de caso produzidos pelo projeto DIVERSA seguem a estrutura utilizada pela Universidade de Harvard. O coordenador explica ainda que "os estudos de caso são importantes ferramentas para a formação dos educadores, porque partem de situações reais, com as quais professores e gestores das escolas se identificam. Os estudos de caso promovem uma profunda reflexão e trabalham as possibilidades de ações que os profissionais da educação podem tomar diante dos desafios cotidianos relacionados à inclusão".

Relatos de experiência e outros serviços
Além dos estudos de caso, o portal DIVERSA vai contar com uma área de destaque na qual os educadores poderão relatar suas experiências com a inclusão ou mesmo indicar uma experiência que conheçam. "A troca de experiências entre os educadores é muito rica. Ainda há muitas dúvidas sobre como promover a inclusão e um professor que está no Mato Grosso do Sul, por exemplo, pode, com seu depoimento, contribuir com a prática de um outro professor em Santa Catarina", conta Rodrigo Mendes. No futuro, os relatos de experiência que apresentarem maior potencial poderão se transformar também em estudos de caso.
O portal também trará artigos de renomados especialistas em educação inclusiva, um calendário de eventos e o apanhado diário das notícias mais importantes no campo da inclusão.

Fonte: Comunicação Instituto Rodrigo Mendes