quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Tubos de Louvor

Quem é esse Rei da Glória? O Senhor dos Exércitos, Ele é o Rei da Glória. Salmo 24:10

A música sempre fez parte da minha vida. Aprendi quando criança a tocar piano, e depois passei para o órgão eletrônico. Tornei-me musicista na igreja, tocando sempre que houvesse necessidade. Aprendi a tocar órgão de tubos, o que resultou num cargo de expediente integral que tenho ocupado há muitos anos, encarregando-me da música para os cultos semanais, casamentos, funerais, batismos e outros programas.

Tocar o “rei” dos instrumentos tem sido um desafio, mas também uma experiência jubilosa; os sons produzidos, porém, são tão bons quanto a pessoa que os cria – o(a) organista. Podem ser vibrantes e majestosos, ou suaves como um sussurro – tudo dependendo de se puxar os devidos registros.

O compressor proporciona um abastecimento contínuo de ar para os foles, que dão o som aos tubos. Às vezes, isso é afetado por uma mudança extrema de temperatura – os registros não respondem, o som falha ou as notas saem do tom. Há pouco tempo, numa noite quente, o fusível se queimou – um forte lembrete de quão inútil se torna esse grandioso instrumento sem a energia elétrica. Grandes como possam ser, todas as invenções humanas estão sujeitas ao fracasso. Felizmente, essas ocorrências não são comuns, e podem ser desculpadas quando se leva em consideração que este órgão foi construído em 1881. Com manutenção regular feita pelo técnico, ele continua a produzir música de louvor. O instrumento que toco é considerado um dos órgãos com mais belo som em Adelaide.

Todos os anos, a igreja apresenta um culto natalino à luz de velas, um evento especial com grande auditório. É emocionante ouvir o trompete e os tímpanos acompanhando o órgão, e as palavras são inadequadas para descrever a grandiosidade de um coral de 90 vozes que se coloca ao meu redor, no consolo do instrumento.

O hino de Charles Wesley, “Oh, como é bom louvar meu Deus!” me fez pensar em quão extraordinário será cantar com corais de anjos. No Céu, não haverá notas desarmoniosas ou fusíveis queimados – Deus não depende de eletricidade ou de técnicos. Tudo será harmonioso, com louvor e glória a Ele, que nos deu a voz.

Ao contrário do “rei” dos instrumentos, Deus nunca nos deixa na mão. Ele é poder e majestade; mas, ainda assim, como uma voz mansa e suave, reafirma-nos o Seu amor como Salvador e Rei dos reis, acima de todos.

Muito obrigada, Jesus, pelo dom da música. Que eu toque sempre de modo a trazer honra e glória ao Teu nome.

Lynn Welk-Sandy

Conte a Todo o Mundo!

 Exultarei com grande alegria por Teu amor, pois viste a minha aflição e conheceste a angústia da minha alma. Salmo 31:7, NVI                    








Tenho a tendência de ser fortemente influenciada por minhas emoções. Certas circunstâncias podem me causar noites de insônia e me deixar matutando durante horas. Foi numa dessas ocasiões que meu equilíbrio emocional estava muito baixo. Durante semanas, até coisas pequenas me preocupavam noite adentro e me causavam ataques de pânico. Sou cristã e conheço o “número da ligação de emergência”; eu o havia discado; mas, por algum motivo, a conexão não funcionava muito bem.

Ao mesmo tempo, nossa igreja estava realizando uma Semana de Oração. Até o simples pensamento de assistir todos os dias me causava problemas. Não; eu não iria lá todas as noites; naquele momento, eu simplesmene não podia! Quando anoiteceu e o relógio indicava que logo começaria a reunião de oração, uma voz interior insistiu para que eu fosse à igreja. Isso se repetiu todos os dias da semana. Assim, por meio do Espírito Santo, Deus me ofereceu uma renovada conexão que fora interrompida de minha parte.

Por fim, no sábado, o último dia da Semana de Oração, Deus me proporcionou uma experiência maravilhosa. À tarde, abri o livro devocional das mulheres, para encontrar forças e coragem a partir das muitas experiências relatadas. Eu já havia lido vários devocionais, quando um título me chamou especialmente a atenção: “Senhor, ensina-me a confiar em Ti.” Sim, confiar, era disso que eu precisava naquele momento, e decidi continuar lendo aquela meditação. Após as primeiras linhas, percebi que estava lendo algo que eu havia escrito – uma experiência que tivera anos antes e que na época me influenciara fortemente a fé. E agora podia tirar forças dali. Lembrei-me da íntima parceria com Deus e de como me apegara a Ele naquela situação particular, confiando em Suas promessas, que se cumpriram, assim como Ele havia dito.

Graças Te dou, querido Pai celestial, por haveres tomado minha mão outra vez, e me feito atravessar um rio profundo. Sempre sabes de que necessito! Também sou grata às mulheres que escrevem para o livro devocional, por partilharem suas experiências que têm ajudado, a mim e a outras, a superar nossos momentos de pessimismo.

Sim, conte a todo o mundo o que o Senhor tem feito por você!

Anita Eitzenberger

Memória Celular

                        
Até a terceira e quarta geração. Êxodo 20:5, NVI
Melissa passou saltitando pela cozinha, com o rabo-de-cavalo a balançar na parte traseira do seu boné. “Simplesmente amo o beisebol!” Pulinhos. Pulinhos. – Meus filhos vão gostar do jogo tanto quanto eu, certo?

– Não é garantido – respondi –, mas, se continuar praticando, você pode passar adiante um pouco de memória celular.

– Vou ter nove filhos; poderemos formar nossa própria equipe –

Ela parou abruptamente. – Memória celular?! – Isso provocou uma discussão acerca de pesquisas recentes, segundo as quais começamos a vida com duas células vivas que já contêm memória celular relacionada com o comportamento e os hábitos do pai e da mãe. Como exemplo pessoal, mencionei que minha mãe havia sido uma dançarina de sapateado e...

– Você nunca me contou isso! – interrompeu Melissa.

– Eu não sabia até pouco antes de ela morrer – respondi. – Era um segredo de família. – O corpo delgado de Melissa se curvou com a forma de um ponto de interrogação. – Desde as minhas lembranças mais antigas – continuei –, toda vez que eu via alguém dançar sapateado, cada célula do meu corpo queria movimentar-se com o ritmo. Não conseguia entender esse impulso; dançar era impensável na nossa família. – Fiz uma pausa, relembrando. Pouco antes do falecimento de minha mãe, ela respondera a um dos meus comentários, dizendo: “Bem, eu dançava sapateado, como você sabe.” Não; eu não sabia! “Na verdade, eu dançava pela casa como exercício, durante pelo menos sete meses da minha gestação, enquanto esperava você.”

– Com essa informação – expliquei a Melissa –, tudo fez sentido. Minhas células do cérebro e do corpo haviam guardado lembranças cinestésicas da dança de sapateado. Consequentemente, eu passava por impulsos inexplicáveis de fazer a mesma coisa.

Silêncio. Então, Melissa disse, devagar: – Puxa! É conveniente, nesse caso, escolher meus comportamentos com cuidado, para o bem dos meus filhos!

Bingo! Em voz alta, eu disse: – Boa decisão, garota. É melhor começar agora mesmo, já que você tem todos os óvulos de que vai precisar na vida, e eles estão armazenando memória celular com cada pensamento, palavra e ato seu. – Mas Melissa já se dirigia ao telefone, para perguntar à sua mãe o que ela costumava fazer durante a gravidez. Ri sozinha. Nove filhos. Ela seria bem capaz disso!

Arlene Taylor

Cuidado Divino


Em 1974, eu trabalhava num consórcio de mineração em Nova Lisboa, Angola, África; era responsável pelo laboratório de pesquisa. Numa tarde, minha amiga, diretora da escola primária localizada perto do palácio do governador, telefonou para me dizer que houvera um tiroteio perto da área da escola e que devíamos, sem pânico, ir buscar nossos filhos. Eu também precisava avisar algumas das minhas colegas que tinham filhos no jardim da infância, acerca do que estava ocorrendo. Tão calmamente quanto me foi possível, expliquei a situação a elas e lhes disse que fossem, uma de cada vez, com um intervalo entre uma e outra. Aguardei até ser a última.

Perto do palácio do governador, havia soldados atrás das colunas dos prédios que rodeavam a praça central. Notando que o estacionamento da escola estava lotado, estacionei fora da área da escola, perto da casa do presidente. Ao caminhar na direção da escola, passei junto ao carro do presidente e ouvi um zumbido estranho ao meu lado. Entrei num jardim próximo, no momento em que alguém gritava: “Maria, jogue-se no chão!”

Obedeci imediatamente. Deitada na grama, entre arbustos e flores, pude ver um grupo de jovens que também se protegiam. Por trás do portão da casa do presidente, vi alguns soldados com armas na mão. Então, soube que o zumbido que eu tinha ouvido viera das balas que voavam acima de nossa cabeça. Não sei por quanto tempo permaneci ali, antes de ouvir movimento e passos em minha direção. Eram os alunos do ensino médio e um dos seus professores, aproveitando a calma e voltando para casa.

Levantei-me, corri até o meu carro, fui ao estacionamento e peguei meus filhos. Pedi-lhes que se deitassem entre os bancos para que ninguém os visse, e voltei para casa, indo por um caminho mais longo e menos conhecido.

Embora a escola se localizasse entre as sedes dos dois grupos em conflito, Deus nos protegeu, bem como a cada criança, jovem, professor e funcionário que trabalhava na escola. Jamais me esquecerei de quão misericordioso foi o Senhor e como cuidou de nós naquela ocasião. Ele é fiel.

Maria Sales

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Howard Gardner - O cientista das inteligências múltiplas (realismo)

A idéia de que existem várias aptidões além do raciocínio lógico-matemático, apresentada pelo psicólogo, causou grande impacto nos meios pedagógicos

Formado no campo da psicologia e da neurologia, o cientista norteamericano Howard Gardner causou forte impacto na área educacional com sua teoria das inteligências múltiplas, divulgada no início da década de 1980. Seu interesse pelos processos de aprendizado já estava presente nos primeiros estudos de pós-graduação, quando pesquisou as descobertas do suíço Jean Piaget (1896-1980). Por outro lado, a dedicação à música e às artes, que começou na infância, o levou a supor que as noções consagradas a respeito das aptidões intelectuais humanas eram parciais e insuficientes.
Até ali, o padrão mais aceito para a avaliação de inteligência eram os testes de QI, criados nos primeiros anos do século 20 pelo psicólogo francês Alfred Binet (1857-1911) a pedido do ministro da Educação de seu país. O QI (quociente de inteligência) media, basicamente, a capacidade de dominar o raciocínio que hoje se conhece como lógico-matemático, mas durante muito tempo foi tomado como padrão para aferir se as crianças correspondiam ao desempenho escolar esperado para a idade delas. "Como o aprendizado dos símbolos e raciocínios matemáticos envolve maior dificuldade do que o de palavras, Binet acreditou que seria um bom parâmetro para destacar alunos mais e menos inteligentes", diz Celso Antunes, coordenador-geral de ensino do Centro Universitário Sant’ Anna, em São Paulo. "Mais tarde, Piaget também destacou essa dificuldade e, dessa forma, cresceu exponencialmente
a valorização da inteligência lógico-matemática."


Biografia
Howard Gardner nasceu em Scranton, no estado norteamericano da Pensilvânia, em 1943, numa família de judeus alemães refugiados do nazismo. Ingressou na Universidade Harvard em 1961 para estudar história e direito, mas acabou se aproximando do psicanalista Erik Erikson (1902-1994) e redirecionou a carreira acadêmica para os campos combinados de psicologia e educação. Na pós-graduação, pesquisou o desenvolvimento dos sistemas simbólicos pela inteligência humana sob orientação do célebre educador Jerome Bruner. Nessa época, Gardner integrou-se ao Harvard Project Zero, destinado inicialmente às pesquisas sobre educação artística. Em 1971, tornou-se co-diretor do projeto, cargo que mantém até hoje. Foi lá que desenvolveu as pesquisas sobre as inteligências múltiplas. Elas vieram a público em seu sétimo livro, Frames of Mind, de 1983, que o projetou da noite para o dia nos Estados Unidos. O assunto foi aprofundado em outro campeão de vendas, Inteligências Múltiplas: Teoria na Prática, publicado em 1993. Nos escritos sobre educação que se seguiram, enfatizou a importância de trabalhar a formação ética simultaneamente ao desenvolvimento das inteligências. Hoje leciona neurologia na escola de medicina da Universidade de Boston e é professor de cognição e pedagogia e de psicologia em Harvard. Nos últimos anos, vem pesquisando e escrevendo sobre criadores e líderes exemplares, tema de livros como Mentes Extraordinárias. Em 2005, foi eleito um dos 100 intelectuais mais influentes do mundo pelas revistas Foreign Policy e Prospect.

Trabalho dos gênios
Sob a influência do norte-americano Robert Sternberg, que estudou as variações dos conceitos de inteligência em diferentes culturas, Gardner foi levado a conceituá-la como o potencial para resolver problemas e para criar aquilo que é valorizado em determinado contexto social e histórico. Na elaboração de sua teoria, ele partiu da observação do trabalho dos gênios. "Ficou claro que a manifestação da genialidade humana é bem mais específica que generalista, uma vez que bem poucos gênios o são em todas as áreas", afirma Antunes. Gardner foi buscar evidências também no estudo de pessoas com lesões e disfunções cerebrais, que o ajudou a formular hipóteses sobre a relação entre as habilidades individuais e determinadas regiões do órgão. Finalmente, o psicólogo se valeu do mapeamento encefálico mediante técnicas surgidas nas décadas recentes. Suas conclusões, como a maioria das que se referem ao funcionamento do cérebro, são eminentemente empíricas. Ele concluiu, a princípio, que há sete tipos de inteligência:
1. Lógico-matemática é a capacidade de realizar operações numéricas e de fazer deduções.
2. Lingüística é a habilidade de aprender idiomas e de usar a fala e a escrita para atingir objetivos.
3. Espacial é a disposição para reconhecer e manipular situações que envolvam apreensões visuais.
4. Físico-cinestésica é o potencial para usar o corpo com o fim de resolver problemas ou fabricar produtos.
5. Interpessoal é a capacidade de entender as intenções e os desejos dos outros e conseqüentemente de se relacionar bem em sociedade.
6. Intrapessoal é a inclinação para se conhecer e usar o entendimento de si mesmo para alcançar certos fins.
7. Musical é a aptidão para tocar, apreciar e compor padrões musicais

ENFOQUES VARIADOS PARA HABILIDADES DIVERSAS
Inteligência espacial: aptidão para o desenho pode ser desenvolvida
Muitas escolas, inclusive no Brasil, se esforçaram para mudar seus procedimentos em função das descobertas de Howard Gardner. A maneira mais difundida de aplicar a teoria das inteligências múltiplas é tentar estimular todas as habilidades potenciais dos alunos quando se está ensinando um mesmo conteúdo. As melhores estratégias partem da resolução de problemas. Segundo Gardner, não é possível compensar totalmente a desvantagem genética com um ambiente estimulador da habilidade correspondente, mas condições adequadas de aprendizado sempre suscitam alguma resposta positiva do aluno – desde que elas despertem o prazer do aprendizado. O psicólogo norteamericano atribui à escola duas funções essenciais: modelar papéis sociais e transmitir valores. "A missão da educação deve continuar a ser uma confrontação com a verdade, a beleza e a bondade, sem negar as facetas problemáticas dessas categorias ou as discordâncias entre diferentes culturas", escreveu. Pela própria natureza de suas descobertas, o trabalho de Gardner favorece uma visão integral de cada indivíduo e a valorização da multiplicidade e da diversidade na sala de aula.
Mais tarde, Gardner acrescentou à lista as inteligências natural (reconhecer e classificar espécies da natureza) e existencial (refletir sobre questões fundamentais da vida humana)
e sugeriu o agrupamento da interpessoal e da intrapessoal numa só.

A primeira implicação da teoria das múltiplas inteligências é que existem talentos diferenciados para atividades específicas. O físico Albert Einstein tinha excepcional aptidão lógico-matemática, mas provavelmente não dispunha do mesmo pendor para outros tipos de habilidade. O mesmo pode ser dito da veia musical de Wolfgang Amadeus Mozart ou da inteligência físico-cinestésica de Pelé. Por outro lado, embora essas capacidades sejam independentes, raramente funcionam de forma isolada.
DESVENDANDO A MENTE HUMANA
Tomografia computadorizada da cabeça: símbolo da década do cérebro
Os anos 1990 ficaram conhecidos como a década do cérebro graças aos novos procedimentos de visualização do interior do corpo humano e, principalmente, ao grande número de estudos desafiadores sobre o assunto. "A teoria das inteligências múltiplas não poderia ter ganho as mesmas diversidade e dimensão sem as admiráveis conquistas das ciências da cognição nesse período", diz Celso Antunes. Alguns dos cientistas que mais contribuições trouxeram à área foram António Damasio, Oliver Sacks, Joseph LeDoux e Steven Pinker. Entre as descobertas recentes que contrariam crenças antigas estão a de que o cérebro mantém o potencial de evolução durante toda a vida e que funções de regiões lesionadas podem ser assumidas por outras, se estimuladas. Apesar dos avanços, a mente humana continua a ser um vasto território a explorar. A intensificação das pesquisas faz prever muitas novidades para os próximos anos.
O que leva as pessoas a desenvolver capacidades inatas são a educação que recebem e as oportunidades que encontram. Para Gardner, cada indivíduo nasce com um vasto potencial de talentos ainda não moldado pela cultura, o que só começa a ocorrer por volta dos 5 anos. Segundo ele, a educação costuma errar ao não levar em conta os vários potenciais de cada um. Além disso, é comum que essas aptidões sejam sufocadas pelo hábito nivelador de grande parte das escolas. Preservá-las já seria um grande serviço ao aluno. "O escritor imita a criança que brinca: cria um mundo de fantasia que leva a sério, embora o separe da realidade", diz Gardner.
Para pensar
Uma das conseqüências nefastas da valorização exclusiva da inteligência lógico-matemática é a tendência de definir o desempenho dos alunos mais pelo que eles não são (dada a impossibilidade de que todos se destaquem numa única área de conhecimento) do que pelo que são. Ainda prevalece o hábito de valorizar as habilidades relacionadas às artes e aos esportes apenas nas chamadas atividades extracurriculares. Você acha que, em sua prática diária, isso pode começar a ser mudado? De que forma?
Quer saber mais?
As Inteligências Múltiplas e seus Estímulos, Celso Antunes, 144 págs., Ed. Papirus
Inteligência – Um Conceito Reformulado, Howard Gardner, 348 págs., Ed. Objetiva
Jogos para a Estimulação das Inteligências, Celso Antunes, 312 págs., Ed. Vozes
O Verdadeiro, o Belo e o Bom, Howard Gardner, 364 págs., Ed. Objetiva

Espante a sonolência que ataca durante o dia


A sonolência durante o dia é um problema que afeta mais de sete milhões de brasileiros segundo um levantamento feito pelo IBGE em 2009. De acordo com a instituição, esse problema traz malefícios para o bem-estar e saúde dos indivíduos, já que o desânimo prejudica, e muito, a execução de tarefas diárias.

Segundo o coordenador do setor de ritmos biológicos Sílvio Júnior, do Centro de Estudos em Sonolência e Acidentes da Unifesp, os jovens sofrem ainda mais com a sonolência. Isso acontece porque entre 14 e 22 anos, o ciclo do sono tende a ser mais vespertino. "O corpo do jovem está mais disposto a dormir tarde e acordar tarde. Quando uma pessoa de até 22 anos passa a conviver com a rotina de trabalho, ela passa a ter um déficit de sono". 
Além disso, como a vida social é muito comum nessa faixa etária, e o jovem não quer gastar o tempo livre dormindo, é comum que ele durma apenas cinco horas por noite. Com tão poucas horas de sono, o resultado é você caindo pelas tabelas em plena luz do dia. Mas dá para vencer a batalha contra a sonolência. Logo abaixo, você confere algumas dicas, mas a regra número 1, e mais eficiente, e tentar passar melhorar a qualidade do seu sono.  


Prato saudável
De acordo com Sílvio Júnior, uma vida mais regrada diminui a fadiga durante o dia. "Estabelecer um horário para fazer as refeições, atividades físicas, leitura e, principalmente, uma hora para dormir, regula o ritmo hormonal e faz com que o sono chegue na hora certa", explica.

No entanto, o isso não é o bastante para acabar com a sonolência. Outro fator  importante é a alimentação. Fazer as refeições em um horário pré-determinado é uma das principais aliadas contra a sonolência. É ela que vai regular o ritmo da produção de hormônios no organismo. "Além disso, exagerar na comida pode levar a um quadro de obesidade, que prejudica ainda mais a sensação de sonolência, já que pessoas com sobrepeso têm mais dificuldade para dormir", aponta Silvio.  

Fazer as refeições em um horário pré-determinado é a principal aliada contra a sonolência. É a alimentação que vai regular o ritmo da produção de hormônios no organismo.





Vale o cuidado para o consumo de alimentos ricos em carboidratos simples, como pães, massas e doces. O nosso organismo leva muito mais tempo para digeri-los, o que significa que o corpo irá gastar mais energia no processo digestivo, muito menos nas outras funções. Isso deixará a pessoa mais cansada. Invista em alimentos como nozes, legumes e frutas ricas em vitamina C, como laranja, limão, tangerina e caju, que deixam o corpo com mais energia durante o dia.

Efeito rebote
Café, refrigerantes do tipo cola e alguns chás: eles são ricos em cafeína, um poderoso estimulante que faz o corpo reagir assim: o sistema nervoso é acionado, glândulas liberam adrenalina, o coração bate mais rápido e o sangue ganha mais glicose. Por isso, a cafeína é conhecida como uma grande aliada para aumentar a disposição, melhorar a concentração e aplacar o sono.

Mas, quando é consumida em exagero, ela acelera o ritmo cardíaco, faz a pressão subir e os rins trabalharem mais, aumentando a vontade de urinar. O ideal é consumir, no máximo, 300 mg de cafeína por dia, o que equivale a três xícaras de café. Porém, esse limite pode variar (para menos ou para mais), já que cada pessoa tem um grau diferente de sensibilidade à cafeína.  
Principalmente as bebidas que contém cafeína na composição agem como um estimulante, deixando a pessoa mais disposta por algumas horas e pronta para realizar tarefas. No entanto, uma vez que o efeito passa, o problema da sonolência pode permanecer e até piorar. Tomar bebidas estimulantes causa um efeito cumulativo, ou seja, no dia seguinte é bem provável que a pessoa sinta mais sono e cansaço do que antes.

Na hora de dormir
A qualidade do sono é essencial para evitar a sonolência no dia seguinte. "Dormir em um lugar escuro, com temperatura amena e sem muito barulho é um ótimo método de evitar a sonolência no dia seguinte", diz Silvio. Essa dica é importante, principalmente para as pessoas que não podem aumentar o número de horas dormidas.

"O que importa nem sempre é a quantidade, e sim a qualidade do sono." Uma medida simples que ajuda a acabar com a insônia e previne a sonolência no dia seguinte é uma das mais populares: tomar leite quente. "O leite não faz diferença, o que ajuda a pessoa a dormir é elevar a temperatura do corpo. Quando o corpo está "morno" há uma série de reações que servem como sinais para que o organismo diminua o ritmo e sua temperatura. Por isso que bebidas como leite, chá ou qualquer outra com a temperatura mais elevada, ou até mesmo um banho quente, ajudam a pegar no sono por causar uma resposta termorreguladora", explica Silvio

Terapias
Existem alguns tratamentos que podem ajudar a controlar o sono e diminuir a sonolência durante o dia. Dois delas são a ioga e a aromaterapia. Segundo um estudo feito TriHealth Sleep Center, em Cincinatti, a ioga pode auxiliar nos problemas do sono relaxando músculos tensos, liberando a tensão e colocando o corpo em um profundo estado de relaxamento.

Os exercícios de respiração e alongamento são feitos para diminuir a ansiedade e o estresse. Fazer esse exercício um pouco antes de dormir melhora o sono e a disposição no dia seguinte. Depois de um tempo, as aulas de ioga servem como estimulantes e ajudam a regular o metabolismo.  
A aromoterapia também pode atenuar e até acabar com a sonolência e regular a produção de hormônios que regulam o sono. Pesquisadores da American Herb Association Quarterly constataram que o aroma de canela reduz a sonolência, a irritabilidade e a frequência de dores de cabeça. Além da canela, aromas de limão e menta são usados para reduzir a sonolência no meio do expediente de trabalho.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Toques carinhosos têm efeito analgésico sobre a dor

Nos dias mais cinzentos, um abraço carinhoso ou um simples toque de mais afeto fazem toda a diferença. Por mais difícil que seja a situação, o gesto simples consegue até mesmo arrancar um sorriso. E, segundo a Ciência, não se trata apenas de uma resposta educada: é uma reação de alívio.

Pesquisadores da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, acabam de identificar que a pele conta com terminações nervosas capazes de diminuir a sensação de dor. Os estudiosos têm chamado esses nervos de receptores de prazer .

Os estudiosos entendem que pode estar aí a chave para entender por que algumas pessoas gostam tanto de passar cremes, escovar os cabelos ou ganhar massagens: a presença dos nervos estimularia o bem-estar proporcionado por essas atividades. A maioria dos receptores de prazer, no entanto, concentra-se na palma das mãos e na sola dos pés.

Isso explica por que, muitas vezes, é preferível receber um abraço a ouvir palavras de conforto. O simples toque de outra pessoa já produz um efeito anestésico sobre o corpo, diminuindo o sofrimento.

Enxaqueca: Seis hábitos que você deve evitar para não piorar a dor


A dor de cabeça parece que já faz parte do nosso dia a dia. São tantas as atividades, os problemas, o estresse e as cobranças que é inevitável sentir, ao final do dia, aquelas pontadas latejantes lá no fundo. Pior é quando essas dores passam a ser constantes e intensas. Aí vem aquela sensação de que a cabeça vai explodir, os olhos ficam sensíveis à luz e a qualidade de vida cai muito. O nome disso? Enxaqueca.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC), existem mais de 150 tipos de dor de cabeça. Dentre elas, a enxaqueca é, talvez, a que mais afeta a qualidade de vida dos pacientes. "A enxaqueca é muito mais que uma dor. Dá a sensação de que a cabeça está enorme, pulsando, martelando ou que o cérebro está sendo pressionado num ritmo enlouquecedor. Tudo passa a incomodar: a luz é uma tortura, os odores são um sacrifício, os sons transformam-se em ruídos ensurdecedores, o estômago revira e os vômitos são a consequência natural. Esse martírio pode durar dias, num vai e vem de intensidade maior e menor que impede a realização da maior parte das atividades do dia", explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, da Unifesp.  

Segundo a SBC, cerca de 30 milhões de brasileiros sofrem com esse problema e, dentre esses, 75% são mulheres. "Muitas podem ser as causas da enxaqueca, desde problemas tensionais, normalmente associados ao estresse, até resultantes de tumores, aneurismas, medicamentos fortes e até ressaca", ensina a especialista. Uma pesquisa recente publicada na Nature Medicine descobriu que o DNA pode fazer umas pessoas serem mais propícias a ter enxaqueca do que outras. Tudo por conta da presença de um gene conhecido como Tresk, que faz com que fatores do ambiente ativem áreas do cérebro que controlam a dor, inativando-as. Os especialistas agora estão focados na formulação de um medicamento que ative essa área do cérebro.

Quem sofre com a dor insuportável sabe o quanto é difícil ficar simplesmente esperando que ela passe. Mas, para além dos vários tratamentos para o problema, existem alguns hábitos que quem quer se livrar de vez da enxaqueca, deve abandonar. Confira a lista abaixo:  

1. Abuso de analgésicos
Quem abusa de analgésicos para se livrar da dor, ou seja, toma mais de um comprimido por semana corre o risco de alimentar a própria dor. "O analgésico bloqueia todos os mecanismos de defesa natural para combate da dor de cabeça. O uso prolongado e indiscriminado desse tipo de medicamento faz com que o corpo fique dependente do medicamento", explica a neurologista Claudia Klein, especialista do Minha Vida.

Em outras palavras, o organismo fica viciado a tal ponto que passa a "produzir" a dor para que o analgésico precise agir. Além disso, o analgésico também impede a produção de serotonina, hormônio neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e relaxamento, agravando a dor depois de certo tempo. "Muitas pessoas costumam tomar o analgésico ao menor sinal de dor e, assim, esquecem de tratar o problema. É preciso buscar tratamentos reais com medicação indicada o médico especialista", aconselha Claudia Klein.  

2. Má alimentação
De acordo com a neurologista, alguns alimentos devem ser evitados por quem sofre de enxaqueca, como, por exemplo, o aspartame, condimentados, leite e derivados, alimentos cítricos, chocolate e café. "Esses alimentos contêm substâncias que interagem com a bioquímica cerebral do organismo, alterando a ação de determinadas enzimas e diminuindo a quantidade de serotonina, hormônio ligado à enxaqueca", explica Claudia Klein. Além disso, a especialista afirma que pior do que o consumo desses alimentos, é ficar em jejum por tempo prolongado - mais de 4 horas sem comer - ou ter uma alimentação baseada em frituras e doces, por isso, ter um cardápio equilibrado e controlado é uma ótima medida preventiva.  

3. Tabagismo
Que fumar é uma bomba para o organismo, todo mundo já sabe. A novidade é que, além de todos os males, a nicotina ainda é associada à alteração da circulação sanguínea e enrijecimento dos vasos sanguíneos, o que, segunda a neurologista Claudia Klein, também pode acabar provocando a enxaqueca.

Além disso, um recente estudo norueguês publicado pela revista médica Neurology avaliou 6 mil estudantes e descobriu que o tabagismo, associado ao sobrepeso e ao sedentarismo, triplica as chances de jovens desenvolverem enxaqueca. Os autores disseram não ter ficado claro se esses fatores do estilo de vida provocam a cefaleia ou se eles agem mais como desencadeadores em jovens já vulneráveis. Pelo sim, pelo não, é melhor prevenir e ficar longe do cigarro.  

4. Ser sedentário
Uma pesquisa conduzida na Suécia demonstrou que pessoas que se envolvem em um programa de atividades aeróbicas apresentam queda significativa na frequência e intensidade das dores de cabeça crônicas e enxaqueca. O programa de treinamento aplicado na pesquisa consistia em treino de 40 minutos de bicicleta ergométrica praticada três vezes por semana.

"A pessoa que sofre de enxaqueca já tem uma produção baixa de serotonina, e os exercícios físicos estimulam a produção desse hormônio. Se a pessoa não fizer nenhum tipo de atividade que compense essa baixa, vai ser difícil reverter o quadro", explica a neurologista Claudia Klein.

5. Consumir álcool
Como a enxaqueca é um problema de origem vascular, cuja dor é provocada pela contração e dilatação dos vasos sanguíneos, o consumo de bebidas alcoólicas pode ser uma opção ruim para quem lida com o problema. A especialista Claudia Klein explica: "As bebidas alcoólicas quando ingeridas em excesso provocam dilatação dos vasos do corpo e do cérebro, o que acaba acentuando o incômodo da enxaqueca."

6. Se render ao estresse
Tudo o que gera estresse e desequilíbrio para o organismo pode agravar a enxaqueca de quem já tem predisposição. Trabalho em excesso, ficar sem comer por muito tempo, nervosismo, insônia ou dormir pouco, chateação e outros problemas emocionais podem ser uma porta aberta para a dor incômoda. Quem sofre com os dramas do estresse, deve procurar tratamento. Buscar métodos, como massagem e acupuntura, e dar mais valor ao momentos de lazer e relaxamento são atitudes importantes. "A acupuntura é bem eficiente, pois provoca microestímulos que ajudam o corpo a recuperar o equilíbrio de forma natural", garante a neurologista Claudia Klein.

Ressalte seu rosto com os óculos certos


O exagero está ali, bem à mostra no seu rosto. A moda dos óculos grandes, que tomam praticamente metade das bochechas e da testa, chegou para ficar. Em vários formatos, com armações tradicionais ou coloridas, bastante ousadas, os acessórios tornaram-se peça fundamental em qualquer look, dos mais despojados ao mais clássico e formal.

Para experimentar um modelo oversize, no entanto, todo critério é pouco. O esteta óptico e designer da ótica Ventura, Francisco Ventura, lembra que a novidade não pode dispensar um requisito: conforto. "Se você não se sente à vontade, o modelo acaba com o visual, por mais sofisticado que ele seja".

Metade da sobrancelha de fora é o pecado mais comum e, geralmente, reflete que você ainda não tem segurança para experimentar um oversize. "O ideal é que elas fiquem totalmente cobertas pela armação", diz Francisco. Quanto às maçãs do rosto, elas devem ficar com mais da metade cobertas (nada de tampar somente a região das olheiras, por exemplo). Também repare no apoio nasal: ele precisa ficar justinho, e não na ponta do nariz.

O primeiro passo para acertar é pensar no formato do seu rosto . "Os óculos podem suavizar ou realçar determinadas linhas do rosto, dependendo da maneira como as linhas se apresentam", diz o especialista.

Rosto quadrado
A melhor opção está nas armações com cantos mais retangulares e que apresentam detalhes de fio de náilon. Esses modelos conseguem suavizar as linhas do rosto, proporcionando um visual mais delicado e feminino.

Rosto redondo
Modelos com linhas retas dão uma afinada no seu rosto. Prefira armações quadradas ou retangulares, que garantem esse efeito de maneira bem sutil.

Rosto Oval
O formato oval do rosto é o mais flexível de todos. As linhas curvas e o comprimento longilíneo permitem que quase todos os modelos sejam usados de maneira bastante harmoniosa e com muito charme.

Rosto Triangular
A aparência de testa larga e queixo fino pede armações redondas, estreitas e ovais para suavizar essas linhas.

Ambientes fechados
Você já deve ter deparado com pessoas que não largam os óculos nem em ambientes fechados. Será que isso não deixa visual pesado? O especialista afirma que, com bom senso, o acessório até dá um charme a mais para sua produção. "Numa festa black-tie ou num casamento, noturnos, vai parecer que você está escondendo uma cicatriz. Os óculos criam uma barreira entre você e os outros convidados. No mais, vale testar , diz Francisco. "O importante é não exagerar na dose, e lembrar que uma conversa é sempre mais gostosa quando olhamos nos olhos".


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Escova progressiva: desvendamos as 15 maiores dúvidas


 
Pontas duplas, fios ressecados, cabelos volumosos, sem forma ou indisciplinados, o fato é que não existe mulher que não esteja insatisfeita com a aparência das madeixas. E entre os motivos das idas aos salões de beleza está um dos procedimentos mais pedidos aos cabeleireiros nos últimos tempos e o mais controverso dos alisamentos: a escova progressiva. O resultado são fios lisinhos e sem a desvantagem de ter que passar horas na sessão estica e puxa da escova e da chapinha. O problema é que para conquistar os tão almejados cabelos lisos, as mulheres se submetem a este tratamento químico sem antes analisar com cuidado todos os prós e contras da transformação.

São diversas as opções de escova progressiva. Tem a de morango, chocolate, mel, marroquina, de leite, de frutas e dúvidas a respeito da real diferença entre elas e como escolher a mais adequada também não faltam. Além disso, o principal elemento químico da maioria das progressivas - o ácido fórmico ou formol - é fiscalizado pela Agência de Vigilância Sanitária, a Anvisa. Em excesso nas fórmulas, eles provocam desde queda de cabelo, intoxicação e até queimaduras no couro cabeludo. Por isso, é necessário cautela para escolher o melhor tipo de progressiva para o cabelo. A seguir, o hairstylist Gennaro Preite, consultor de beleza da marca de escovas Condor, esclarece essa e outras dúvidas sobre a progressiva. Confira:


1- A escova progressiva economiza mesmo tempo em frente ao espelho?

O principal objetivo do tratamento é alisar os fios e reduzir o volume. Além disso, ela oferece uma praticidade mais duradoura do que outros tratamentos com a mesma finalidade. O método chega a durar até quatro meses nos fios. Depois desse tempo, o cabelo já cresceu o suficiente para o volume da raiz começar a incomodar novamente. Ao realizarem a progressiva, as mulheres, que antes gastavam muito tempo arrumando o cabelo, só precisam de alguns minutos para finalização. Um pouco de ar quente do secador já ajuda a moldar o cabelo pós-progressiva.

2- O procedimento é indicado para qualquer tipo de cabelo?
Não. Ela é indicada para cabelos crespos e volumosos, mas é desaconselhável para cabelos afro, que tem fios porosos. O que costuma acontecer é que, geralmente, o cabelo crespo (bem espiral) tem um número menor de cutículas (escamas) e o produto acaba fixando menos. Quando o procedimento de selagem é feito nesse cabelo afro, os fios ficam mais grossos. Além disso, o procedimento é vetado para as crianças. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proíbe a aplicação de produtos químicos em crianças. Mas, mesmo assim, alguns profissionais aceitam fazer progressiva em crianças, apesar de saberem o risco do procedimento e as mudanças pelas quais a estrutura capilar de uma criança passa.


3- Cabelos danificados podem fazer progressiva?
O mais importante é fazer uma análise dos fios com um profissional especializado. Se os fios estiverem fragilizados e quebradiços, é importante recuperá-los antes de agredi-los novamente com mais química. O procedimento mais aconselhável é a hidratação. Nesse caso, as cauterizações devem ser evitadas, pois geralmente elas têm um creme reestruturador muito forte que acaba deixando o fio selado e brilhante, mas não hidratado.

4- As mulheres que já têm algum tipo de química no cabelo podem fazer a progressiva?
Depende. Nos cabelos tingidos ou com mechas, pode-se fazer a progressiva. Dependendo do caso a tintura e a progressiva podem ser realizadas no mesmo dia, mas tem que ter o aval de um profissional qualificado. Além disso, os cabelos que passaram por um procedimento recente de relaxamento, devem esperar uma semana, no mínimo, até o cabelo estar preparado para um novo procedimento capilar.

5- Cabelos sem química não se beneficiam tanto quanto os tingidos da progressiva?
É verdade. O cabelo "virgem" não tem um bom resultado com a progressiva. Geralmente, os cabelos sem química têm fibras de queratina em perfeito estado, sem fissuras ou aberturas. Então, o produto da progressiva tem uma maior dificuldade de penetrar no fio e fazer efeito.Para atingir o resultado esperado, alguns profissionais realizam algum procedimento químico, como uma tintura ou um relaxamento, antes de fazer a escova progressiva. 

6- A (Anvisa) recebe várias denúncias a respeito de salões que utilizam formol. Qual o limite permitido? Quais os riscos do formol?
O limite máximo permitido nas fórmulas dos produtos é de 0,2 %. O formol pode acelerar a queda de cabelo, causar coceiras, descamação do couro cabeludo e problemas respiratórios. Sem contar a estrutura do cabelo, que sofre muito mais danos, com os fios ficando sem flexibilidade e se partindo. Quando isso acontece, o aspecto é de muito fios mais curtos em torno da cabeça, ao lado das têmporas, como se fossem fios novos, mas que são, na verdade, o cabelo que foi danificado pelo excesso de química.

7- Como saber se o produto usado tem formol além do permitido em sua composição?
O cheiro forte e peculiar do formol é a melhor maneira de saber. Outra forma é pedir para verificar a embalagem e se estiver escrito "Formaldeído" ou "Poliformol" e variantes quer dizer que existe a presença desse hipermeabilizante. As indústrias químicas tentam de todo jeito alterar o nome dele nas embalagens para ficar mais difícil de entender e localizar o elemento, mas com um pouco de atenção é possível constatar a presença de formol. Fiscalize o rótulo e verifique as quantidades de formol , que deve ser de 0,2% na composição.

8- O formol tem substitutos mais "amigáveis"? Eles prejudicam o cabelo de alguma forma?
 Existem dois substitutos para o formol: o Tioglicolato de Amônio e a Etalonamina que é uma "prima" da amônia só que mais potente. Ambos não prejudicam o cabelo como o formol. O cabelo é regido por um pH, quando ele está ácido as escamas ficam fechadas e quando ele está alcalino as escamas ficam abertas. No procedimento da progressiva, um xampu de limpeza profunda é utilizado para abrir as escamas capilares, retirar os sais minerais e deixar o formol atuar, quebrando as cadeias e fibras internas dos fios e diminuindo o volume do cabelo. No entanto, as duas substâncias substitutas do formol não danificam o cabelo e não retiram moléculas da medula do fio. Elas apenas confundem as cadeias e fibras internas fazendo com que o cabelo perca a identidade e assim, podendo ser moldado com aspecto liso ou cacheado. 

 
"Liso natural, com balanço e pontinhas modeladas, não é o resultado alcançado com a progressiva"


9- Se realizada da maneira correta, a progressiva hidrata e dá brilho aos fios?
Não, esta não é a finalidade do procedimento. Alguns fabricantes desenvolveram fórmulas que reúnem alisantes mais um creme reconstrutor. O processo em que o creme alisante é misturado com um poderoso hidratante, geralmente a queratina, é o de selagem. Estes produtos dão a impressão que o cabelo está hidratado por causa do brilho que deixam nos fios. Mas brilho não é sinal de cabelo hidratado.

 10- Quem tem algum tipo de alongamento pode fazer a progressiva?
Para quem já tem um alongamento, como o megahair, a progressiva não é recomendada, pois não daria para escovar o cabelo e essa é uma das etapas do processo. Para quem ainda não alongou as madeixas, e quer adotar os dois procedimentos, o mais recomendado é fazer primeiro a progressiva e depois o alongamento.

 11- Fica bom alisar apenas uma parte do cabelo, como a franja?
Funciona. Mas é importante separar muito bem as mechas em que se deseja fazer a progressiva, a franja, do restante do cabelo. O mais comum é fazer a progressiva somente na raiz e no comprimento do cabelo. Nas pontas, os profissionais não deveriam passar o produto, porque elas ressecam demais com o processo.

 12- Como fazer para o resultado da progressiva ficar mais natural e não tão escorrido?
Não tem como regular a intensidade da progressiva, porque a progressiva não funciona como os alisamentos tradicionais que possuem diferentes forças. Até 2001, quem queria alisar recorria aos alisamentos ou relaxamentos, sendo que os alisamentos são indicados em diferentes níveis, dependendo da estrutura do cabelo. Com o surgimento da progressiva, as mulheres ficaram ávidas atrás do cabelo ultraliso, mas esse liso natural, com balanço e pontinhas modeladas, não é o resultado alcançado com a progressiva.

 13- Existem no mercado diversas opções de escova progressiva: de flores, mel, chocolate, leite, marroquina... Qual a principal diferença entre elas?
O cheiro. Na verdade, o percentual de alisante também pode mudar. Entretanto, a principal diferença entre eles é o cheiro mesmo e, em geral, quanto mais forte for a fragrância, é sinal de que o alisante também é.

14- O teste de mecha deve ser realizado antes de realizar a escova?
Sim. Cada caso é um caso. Não é todo cabelo que se pode fazer a escova progressiva. Por isso, é fundamental um teste de mecha para verificar a resistência do cabelo àquele produto químico.  

15- Quais os cuidados para fazer a progressiva durar mais?
Os cuidados básicos envolvem evitar prender ou colocar grampos logo após fazer a progressiva, pois o cabelo ainda está muito sensível e não torcer o cabelo para não ficar marcado. Além disso, é muito importante realizar hidratações no salão para recuperar os fios depois do procedimento químico. Dependendo do fabricante do produto, é preciso ficar um, dois ou três dias sem lavar os fios. Também têm aquelas que exigem que fique três dias antes e três dias depois sem lavar para que o produto tenha uma ação melhor. Tudo isso deve ser orientado pelo profissional que vai realizar o procedimento.



Saiba como prevenir e tratar as manchas nas axilas

Com o tempo esquentando, o drama de muitas mulheres volta a incomodar: a pele das axilas escurecida. No inverno, o problema fica escondido, já no verão é o motivo número 1 para que as peças com mangas dêem lugar às regatas e alcinhas muito mais fresquinhas.
O escurecimento da pele é mais comum nas peles morenas e negras, mas quem tem pele clara também pode sofrer com as manchas. Isso porque, elas podem ser causadas pelo excesso de melanina ou por agressões que a pele sofre.
"Em geral, as agressões são ocasionadas pelo atrito da pele com o tecido da roupa, depilação, alterações hormonais e desodorantes que contem álcool em suas fórmulas", explica o dermatologista Jorge Mariz. A quantidade de suor também pode causar as manchas, assim como a obesidade (já que, quando há excesso de peso, o atrito é maior.
Mas existem tratamentos que são capazes de clarear as axilas, deixando a região livre da pigmentação escura. São boas opções para solucionar o problema os clareamentos com laser, que removem parte da pigmentação escura, ácidos clareadores e peelings superficiais. "O tipo de tratamento, o número de sessões e os resultados vão depender do grau de hiperpigmentação da pele", explica Jorge Mariz. "Nas peles onde o problema é superficial os tratamentos mais comuns são feitos com cremes despigmentantes, que são aplicados diretamente sobre o local", diz o especialista.

Peeling
O peeling é o tratamento mais eficaz, mas também o mais agressivo, já que queima a região escurecida. "No peeling, usamos uma substância ácida para queimar a região. Esta queimadura superficial provoca uma descamação e consequente remoção da hiperpigmentação total ou parcial da pele", explica o dermatologista Cesar Cuono. Mas, por ser superficial, o tratamento não resolve os casos em que a área está escura demais. Durante a aplicação, você sente apenas um ardor. Mas a sensação passa em minutos e nenhum desconforto permanece (a não ser a descamação que irá acontecer).

Luz pulsada
É um dos tratamentos mais recomendados para as manchas muito escuras. A luz pulsada funciona à base de raios luminosos que ajudam a diminuir a pigmentação extra da pele. "Os raios são absorvidos pela melanina acumulada e destroem este pigmento. Dependendo do tipo de pele e da concentração de melanina, pode-se sentir uma picada no disparo da luz, seguida de uma sensação de ardor. Mas o desconforto some em poucos minutos", explica o dermatologista Cesar Cuono.

Tratando em casa
Já existem desodorantes que prometem ajudar a reverter o problema. Os produtos são livres de álcool e possuem nutrientes que ajudam acelerar o processo de renovação da pele, ajudando a remover as células escuras.

E muito cuidado com as receitinhas caseiras para clarear a pele. Elas não funcionam e podem até colocar sua saúde em risco.

"O limão, por exemplo, é ácido e quando exposto ao sol, pode queimar e provocar lesões graves na pele. O ideal é procurar um especialista e investir em tratamentos seguros", explica a dermatologista da Unifesp, Solange Teixeira.

Conheça outros perigos:
-Maisena: o amido realmente acalma a irritação aliviando o problema, mas não é capaz de clarear a pele, por isso, não funciona.
-Limão com açúcar: essa é a pior saída. Se exposto ao sol, você poderá sofrer queimaduras graves.
-Fubá com aveia: a espessura granulada da mistura pode ferir ainda mais a pele, provocando o escurecimento mais intenso.
-Água oxigenada: é um produto químico que pode agredir a pele de forma intensa, provocando lesões, queimaduras e até intoxicação.
-Talco: ele ajuda a diminuir o atrito no local, porém, sua composição química pode irritar a pele causando o efeito contrário. Faça o teste antes de usar. Previna as manchas escuras .

Algumas medidas preventivas ajudam a afastar as manchas das axilas. Veja quais são elas:
-Nunca use desodorantes ou cremes com álcool na fórmula
-Use e abuse de cremes hidratantes -Prefira a depilação com cera ou a laser à feita com lâmina
-Use roupas mais leves e menos coladas ao corpo para não irritar a pele
-Prefira desodorantes com substâncias hidratantes e que controlam o suor (antitranspirantes)


Truques simples garantem que a maquiagem dure mais tempo

Retocar a maquiagem  já faz parte da rotina das mulheres, mas a maioria delas confessa que adoraria pular essa parte. É a sombra que apagou, o batom que já está desbotado, o blush que desapareceu: toda a produção feita com esmero no início do dia mal consegue aguentar até a hora do almoço, e fica a sensação de que toda a arrumação foi tempo perdido. Mas dá para reverter esse quadro. A seguir, especialistas ensinam dicas infalíveis para fazer o make durar mais e para você permanecer um arraso.

Preparando a pele
O primeiro passo para evitar que a maquiagem desmanche rapidinho é preparar bem a pele para receber a cobertura de base, pó e corretivo. Mas para isso, é importante identificar seu tipo de pele antes de aplicar os cosméticos. "Evitar que a pele fique muito brilhosa ou ressecada é a garantia de que a maquiagem vai durar", explica a maquiadora Suely Ferreira, do salão de beleza Studio W, de São Paulo.
Se a sua pele for oleosa, use um tônico facial ou soro fisiológico para retirar o excesso de sebo e de impurezas, que obstruem os poros. Porém, se ela for seca, aplique um hidratante facial que não seja muito oleoso. De acordo com Suely, qualquer tipo de oleosidade contribui para que a maquiagem saia depressa. "A oleosidade  excessiva da pele se mistura com os produtos, dificultando a fixação deles", explica a maquiadora.

Sombra intacta
A sombra é uma forte aliada quando o assunto é valorizar o olhar. Além de destacar as pálpebras, ela é capaz de iluminar a expressão, disfarçar olheiras e até aumentar ou diminuir o tamanho dos olhos. Só que todos esses benefícios se tornam passageiros quando o produto logo se desfaz. A solução, nesse caso, é aplicar corretivo, do tom da pele, na região das pálpebras.
"O corretivo entrará em contato com a sombra, que é seca, e vai melhorar a aderência dela na pele", explica a maquiadora do Studio W. "Além disso, ele serve para revelar a verdadeira cor da sombra. " Evite usar cremes hidratantes no local, pois deixarão a pele oleosa e a sombra acabará se depositando nas ruguinhas da pálpebra, formando vincos.
O maquiador Alexandre Krizek, diretor do Instituto Krizek, também acrescenta a importância de aplicar base e pó opacos (sem brilho) nas pálpebras. "As mulheres acreditam que a sombra os torna dispensáveis. Muito pelo contrário, com a cobertura a fixação é muito mais eficiente e duradoura ", explica o consultor.

Rosto sempre corado
O blush é a pedida para definir os traços do rosto, revelar a estrutura da face e conferir uma cor saudável e natural às bochechas. O segredo para garantir uma maior durabilidade dessa maravilha é apresentar uma pele com textura uniforme. Após ser tonificada, uma base deve ser aplicada para disfarçar as imperfeições e alisar a superfície.
Vale também usar pó antes de passar o blush, que deve sempre ser aplicado com um pincel macio. Para quem está indecisa sobre a cor da base, a dica é procurar o tom mais próximo do seu tom de pele. E sem esquecer o tipo de cada uma. "Peles mais secas precisam de uma base que tenha vitaminas próprias para hidratar, enquanto peles mais oleosas pedem produtos que controlem o excesso de brilho", explica Suely.

Boca em destaque
De acordo com a maquiadora do Studio W, quem é fã de lábios coloridos deve passar o batom  por etapas para contar com seu efeito prolongado. Primeiro, aplique uma camada com a ajuda de um pincel de cerdas finas e, em seguida, remova o excesso com um lenço de papel.
Depois, passe uma segunda camada e, por cima dela, deposite um pouco de pó compacto. "Passe levemente a ponta do dedo no pó e dê batidinhas sobre os lábios", ensina Suely. Por último, passe a terceira camada de batom. Segundo o maquiador Alexandre Krizek, também vale investir no lápis de boca para fixar o cosmético. "O lápis pode ser aplicado em todo o lábio, e não só no contorno. Depois, passe o batom", explica.

Spray fixador
Uma outra alternativa para fazer a maquiagem durar mais tempo, é investir em sprays fixadores específicos, que protegem a maquiagem de qualquer alteração. É ideal para garantir a integridade do look em eventos que exigem grande produção, como festas e casamentos. Segundo o maquiador Rogério Mello, do salão Up Hair Design, após a finalização do make , ele deve ser aplicado a cerca de 60 centímetros de distância do rosto. "O produto faz a maquiagem ficar no rosto até o momento em que tiver de ser retirada", completa o maquiador.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Suco anticelutite


Ingredientes
1 fatia média de abacaxi
350 ml de água de coco
1 colher de sobremesa de salsa
1 pires de chá de couve manteiga crua
3 folhas de hortelã
Meio limão para suco

Modo de preparo

Um dia antes do preparo, coloque a água de coco em forminhas para gelo e leve ao congelador. Para preparar o suco, bata bem no liquidificador a água de coco, a couve e a salsinha. Acrescente o abacaxi, gotas de suco de limão e a hortelã. Bata até ficar bem homogêneo. Se achar necessário, adoce.

Dicas
- Se preferir, substitua o abacaxi por melão.
- A mistura de frutas e verduras garante a eficácia: o limão contém vitamina C e limoneno, ambos com atividade anti-inflamatória, garantindo uma pele mais lisa. As verduras têm ação antioxidante e o potássio da água de coco evita a retenção de líquido, outra característica do processo inflamatório.
- A receita ainda colabora na recuperação das células e dá mais viço à pele, melhorando o aspecto de “casca de laranja”.